sábado, 8 de setembro de 2012

Atrocidades da China comunista
 
 
Félix Maier
 
Churrasquinho Chinês
 
Durante a Revolução Cultural chinesa, muitos condenados à morte tinham seus corpos retalhados, assados e comidos. “Num massacre famoso, na escola de Mushan em 1968, na qual 150 pessoas morreram, vários fígados foram extirpados na hora e preparados com vinagre de arroz e alho” (“Canibais de Mao”, revista Veja, 22/01/1997, pg. 48-49). Essa prática de canibalismo se tornou corriqueira, no período de 1968 a1970, quando centenas de “inimigos do povo” foram devorados, conforme pesquisas de Zheng Yi em Guangxi.
O trabalho de Zheng Yi, dissidente exilado nos EUA desde 1992, resultou no livro Scarlet Memorial - Tales of Cannibalism in Modern China (Memorial Escarlate - Histórias de Canibalismo na China Moderna). Na mesma época, havia um tipo de tortura sui generis: alguns presos, ainda vivos, tinham seus órgãos sexuais (pênis e testículos) arrancados, assados e comidos, como consta no mesmo artigo de Veja: “Wang Wenliu, maoísta promovida a vice-presidente do comitê revolucionário de Wuxuan durante a Revolução Cultural, especializou-se em devorar genitais masculinos assados”.
“Documentos recentemente trazidos para o Ocidente por Zheng Vi, ex-membro dessas ‘milícias populares’, mostram que durante a ‘Revolução Cultural’, promovida por Mao Tsé-tung no final da década de 60, até o canibalismo entrava no ‘currículo’ dos alunos chineses. Naquela ocasião, na Província de Guangxi, crianças foram obrigadas a matar e devorar seus próprios professores!” (in A China do Pesadelo, site http://www.catolicismo.com.br/, acesso em 9/6/2011).
“The stories of the many crimes and atrocities perpetrated by Communist regimes is generally well-known, but what about state-sponsored cannibalism? Time Magazine ran such a story in its January 18th, 1993 issue, titled‘Unspeakable Crimes’, by Barbara Rudolph. In it is the testimony of a Chinese scholar that during Mao’s ‘Cultural Revolution’ local officials of the Chinese Communist Party exhorted their comrades to devour ‘class enemies”. The details were revealed by Zheng Yi, a fugitive of the Tiananmen Square massacre and once China’s most-celebrated young novelist (his first novel, The Maple, about the Cultural Revolution, was used by the Politburo to attack The Gang of Four). His third novel made him a celebrity in the China of the 80’s and he and his wife both joined the pro-democracy movement. After the crackdown, his wife Bei Ming was imprisoned for 10 months and he went into hiding for nearly 3 years until both were able to successfully escape to Hong Kong and then onto the US” (in Communist Eat Their Class Enemies, de Adam Young - http://www.lewrockwell.com/orig/young1.html/- acesso em 9/6/2011).
 

Grande Salto para a Frente

 
Plano econômico do governo comunista de Mao Tsé-Tung (1959-61), que pretendia acelerar a industrialização da China e “superar a Grã-Bretanha em apenas 15 anos”. Foram criadas comunas populares no campo, que deveriam produzir aço em pequenos fornos para fabricar ferramentas. O Plano foi um completo fracasso: a produção industrial caiu e as colheitas foram péssimas.
Segundo o historiador Jean-Louis Margolin, o Grande Salto para a Frente foi “a maior epidemia de fome da história, fome deliberadamente suscitada por Mao Tsé-tung, graças à combinação singular de idiotia econômica, incompetência agronômica (ele havia transplantado para a China as teorias de Lyssenko) e do desprezo pelo povo que caracteriza o comunismo” (REVEL, 2001: 115).
Houve aproximadamente 40 milhões de vítimas, porém as autoridades chinesas admitem“apenas” 20 milhões. Mao renunciou à Presidência da China e foi substituído por Liu Shaoqi. A reação de Mao veio em 1966, com a Revolução Cultural, que fez outras 10 milhões de vítimas.
 
Livro do Doutor Li Zhisui
 
“Publicado em 1994, nos EUA, e só agora (1998) traduzido para nossa língua, o livro do doutor Li Zhisui, ‘A vida privada do Presidente Mao’, pode ser comparado ao famoso discurso de Kruschev perante o 20º Congresso do Partido Comunista da União Soviética, denunciando o culto da personalidade e os crimes de Joseph Stálin. (...) O silêncio e o aparente desinteresse da mídia dita liberal americana sobre o devastador relato do homem que durante 22 anos foi o médico pessoal do ditador chinês, é um exemplo do muito bem usado recurso da esquerda, no mundo inteiro, de cobrir com um manto de silêncio e esquecimento tudo o que possa comprometê-la ou desmentir suas falácias” (Raymundo Negrão Torres, in “O livro do Doutor Li Zhisui”, revista Ombro a Ombro, junho de 1998). O livro denuncia a história corrupta e discricionária do ditador chinês, que ceifou a vida de milhões de chineses, especialmente com os fracassados projetos como o “Grande Salto à Frente” e as“siderúrgicas de fundo de quintal”, que resultaram num dos períodos de maior fome da história da China. “Ao mesmo tempo em que o puritanismo era propagandeado em seu nome e em seu benefício, no círculo mais íntimo de sua corte o grande senhor fazia uso do sexo e da mulher como um objeto ou um alimento qualquer, a serviço de um apetite que não conhecia nem hora nem lugar” (idem).
 
Revolução Cultural
 
Anunciado em 1966 por Mao Tsé-Tung, com o apoio do Exército, é um novo período de luta entre correntes partidárias, no qual os jovens deveriam criticar seus superiores e derrubar “velhos hábitos, as velhas ideias e a velha cultura”. Milhões de estudantes maoístas criam uma“Guarda Vermelha”, que, empunhando o Livro Vermelho de Mao, passam a humilhar e matar os opositores do líder máximo e a queimar prédios. Intensificou-se o estudo de Marx, foram apresentadas óperas comunistas e canções revolucionárias. Dois anos depois (1968), o movimento estudantil sacudiu o Ocidente, como o Maoísmo da juventude francesa, com reflexos no Brasil, junto com a OLAS de Fidel Castro. A Revolução Cultural ocasionou 10 milhões de mortes, além de tortura física de presos, como o arrancamento da genitália (testículos e pênis), que eram assados e comidos pelos torturadores. Além dessa tortura sui generis, durante a Revolução Cultural era incentivada a prática de devorar os inimigos políticos, fato denunciado em detalhes por Zheng Yi, um fugitivo do massacre da Praça da Paz Celestial e outrora um dos mais destacados romancistas chineses (seu primeiro romance, The Maple, sobre a Revolução Cultural, foi usado pelo Politburo para atacar a Gangue dos Quatro). A respeito do assunto, veja texto Communists Eat Their Class Enemies, de Adam Young, disponível na internet.


Para conhecer a história do terrorismo esquerdista no Brasil, acesse:


Wikipédia do Terrorismo no Brasil