quarta-feira, 25 de julho de 2012

Pequeno Dicionário Gramscista

Félix Maier

A doutrina fascista de Gramsci e de outros intelectuais europeus, como os integrantes da Escola de Frankfurt, modificou por completo toda a estrutura cultural do Ocidente nas últimas décadas - para pior.

No Brasil, vivemos, atualmente, em um verdadeiro sistema fascista, em que há a cooptação de todos os setores da sociedade com o Poder Central de Brasília, não havendo nenhum tipo de oposição política ao esquema. É o que eu batizei de "fascismo gay" (veja verbete abaixo), já que todos estão “alegres” em viver em tal sistema - gramscista-fascista em sua estrutura -, recebendo uma bolsa aqui, outra ali, todos satisfeitos em viver numa sociedade em que há apenas direitos, não deveres. Hoje, até empresários se dizem "socialistas", como o capitalista Paulo Skaff, presidente da Fiesp, que se candidatou nas eleições passadas pelo Partido Socialista Brasileiro para o governo de São Paulo, perdendo para Geraldo Alckmin.

Gramsci deve estar muito orgulhoso de seus escritos feitos no cárcere! Afinal, se tinha alguém que entendia verdadeiramente de fascismo, essa pessoa era Antonio Gramsci.

Os verbetes abaixo farão parte do meu livro A LÍNGUA DE PAU - Uma história da intolerância e da desinformação.


Aparelhamento - É a infiltração de um partido ou classe social em todos os órgãos do Estado, com o intuito de controle total a serviço de sua ideologia ou conveniências. O sucessor de FHC criou mais de 20.000 cargos de confiança para a companheirada, dentro da doutrina gramscista de “ocupação de espaços”. Além do aparelhamento do Estado, feito com vagar e vigor desde o início da Nova República, o objetivo é duplo: angariar votos (cada emprego garante, no mínimo, cinco votos para candidatos do partido) e fazer caixa para o PT, já que todo filiado tem obrigação de contribuir com o “dízimo” para a igreja petista, que pode chegar a 20% do salário. O “fascismo gay” do sucessor de FHC ampliou o aparelhamento do partido em antigos institutos, como o IBGE e o IPEA, que primavam pela seriedade e hoje têm a mesma credibilidade de um instituto cubano ou norte-coreano, ou seja, zero. “A mentalidade burocrática - que, de acordo com Brentano, é ‘a única caixa de ressonância da Associação para a Política Social’ - considera construtiva e positiva apenas a ideologia que exija o maior número de repartições públicas e de funcionários. E quem procura reduzir o número de agentes do Estado é tachado de ‘pessimista’ ou de ‘inimigo do Estado’ ” (MISES, 1987: 86). Se não existisse o aparelhamento esquerdista da mídia, o sucessor de FHC teria sofrido impeachment por conta do mensalão.

Cadernos do Cárcere - Antonio Gramsci foi um dos fundadores do Partido Comunista Italiano, em 1921. Cadernos do Cárcere é sua obra-prima, escrita durante sua prisão na Itália, de 1926 a 1935. “Esta publicação, difundida em vários continentes, passou a ser o catecismo das esquerdas, que viram nela uma forma muito mais potente de realizar o velho sonho de implantar o totalitarismo, sem que fosse necessário o derramamento de sangue, como ocorreu na Rússia, na China, em Cuba, no Leste Europeu, na Coreia do Norte, no Camboja e no Vietnã do Norte. (...) Gramsci professava que a implantação do comunismo não deve se dar pela força, como aconteceu na Rússia, mas de forma pacífica e sorrateira, infiltrando, lenta e gradualmente, a ideia revolucionária. (...) A originalidade da tese de Gramsci reside na substituição da noção de ‘ditadura do proletariado’ por ‘hegemonia do proletariado’ e ‘ocupação de espaços’, cuja classe, por sua vez, deveria ser, ao mesmo tempo, dirigente e dominante. Defendia que toda tomada de poder só pode ser feita com alianças e que o trabalho da classe revolucionária deve ser, primeiramente, político e intelectual” (Anatoli Oliynik, in “A Tomada do Poder - Gramsci e a Comunização do Brasil”- http://blog.anatolli.com.br/2009/10/12/gramsci-e-a-comunizacao-do-brasil-2/, acesso em 9/6/2011). “Paradoxal e surpreendentemente, a primeira publicação no Brasil dos Cadernos do Cárcere, do comunista italiano Antonio Gramsci - uma iniciativa de Ênio Silveira e de sua Editora Civilização Brasileira - veio à luz entre 1966 e 1968, com uma reedição em 1970, em plena ‘ditadura’. Um ‘cochilo’ da censura ou a ‘mordaça’ não era tão severa como muitos na época e ainda hoje querem fazer crer? Isto é a confirmação do que afirmou Olavo de Carvalho, ao dizer que ‘por uma coincidência das mais irônicas, foi a própria brandura do governo militar que permitiu a entronização da mentira esquerdista como história oficial’ quando ‘o governo, influenciado pela teoria golberiana, jamais fez o mínimo esforço para desafiar a hegemonia da esquerda nos meios intelectuais, considerados militarmente inofensivos’ ” (Gen Div Negrão Torres – História Oral do Exército/1964, Tomo 14, pg. 80).

Cooptação política - Processo pelo qual o Estado trata de submeter à sua tutela formas autônomas de participação. Por exemplo, no Governo Vargas, a criação do Ministério do Trabalho e do sistema previdenciário foram transformados em capital político do PTB. Com o governo petista, firmou-se no Brasil o “fascismo gay”, de base gramscista.

Escola de Frankfurt - Famosa escola (de pau) de pesquisa sociológica alemã da década de 1920, deu ênfase, entre outras pesquisas, à “personalidade autoritária” da sociedade e à “teoria crítica” ou contracultura, de modo a destruir instituições tradicionais, como a família e a religião, dentro do conceito “politicamente correto”. Tinha entre seus teóricos Theodor Adorno, Herbert Marcuse, Eric Fromm, Walter Benjamin, Marx Horkheimer, Jürgen Habermas, Eric Hobsbawn, Umberto Eco. Tomando como ideal o “homem livre” (um tema sem teor científico, um mero sonho), deveria explicar por que, depois do Iluminismo e de Marx – agora, que pela primeira vez na história, a sociedade industrial estava finalmente organizada socialmente –, o mundo produzia ainda tantas personalidades autoritárias, líderes e seus vassalos. A chamada “Escala F” do livro Personalidade Autoritária (coproduzido por Max Horkheimer) “media” os traços da personalidade autoritária: 1) passividade automática ante os valores convencionais; 2) cega sujeição à autoridade; 3) inimigo da introspeção; 4) rígido; 5) pensamento mediante clichês; enfim, tudo se destinava a determinar e quantificar o antissemitismo, o racismo, o conservadorismo econômico etc. Horkheimer e Adorno foram diretores da Escola. Na década de 1930, a Escola transferiu suas atividades para os EUA, fugindo do Nazismo, primeiro para a Universidade de Colúmbia, em Nova York, e depois para a Califórnia. Após a II Guerra Mundial, a Escola voltou a seu lugar de origem, Frankfurt. A Escola de Frankfurt foi “erguida com o dinheiro de Hermann Weil, capitalista e explorador do trigo (e da mão-de-obra barata) argentino. Da cátedra da Escola, os seus integrantes mais notáveis (alguns deles filhos de banqueiros e milionários), diante da crescente supremacia do capitalismo, atiram sofisticados petardos contra o que julgam ser a ‘estrutura dominante’ da sociedade industrial contemporânea. Um dos seus mais destacados mentores, Theodor Adorno (1903-1969) - que morreu de enfarte após uma aluna ter ficado nua na sala de aula para testar o grau de sinceridade do mestre pelas liberdades individuais por ele proclamadas -, era taxativo em afirmar (Dialética Negativa, 1966), por meio da ‘ênfase dramática’, que o mundo e as consciências viviam alienados e não tinham mais salvação, apontando a concentração do capital, o planejamento burocrático e a máquina ‘reificadora’ da cultura de massa como forças destruidoras das liberdades individuais (vindo daí, naturalmente, todo o arsenal crítico mais pretensioso contra Hollywood)” (PONTES, 2003: 42).

Fascismo gay - Trata-se do fascismo brasileiro, de tempero gramscista, consolidado pelo sucessor de FHC, o gay fascism. Nesse modelo, não existe oposição e todos os setores da sociedade, inclusive empresários, estão “alegremente” (gay) cooptados com as benesses do Poder Central. “O ‘pensamento’ de Marx (e de seus seguidores) continua a causar estragos e até a apresentar-se como ‘hegemônico’, sobremodo em algumas partes da descarnada América Latina. É puro ‘non-sense’. Mas pelo menos no Brasil é inquestionável a supremacia da dogmática marxista, pois o país tornou-se o espaço vital onde milhares e milhares de militantes esquerdistas, comandados por uma máquina bem-azeitada e nutrida o mais das vezes nos fundos públicos (subtraídos a muque do bolso do trabalhador e dos empresários contribuintes), atuam sistemática e proficuamente nas cátedras, parlamentos, púlpitos, quartéis, mídias, associações civis e militares, sindicatos, prisões, palcos, telas e até nos prostíbulos, com o objetivo único e irreversível de ‘socializar’ a nação” (PONTES, 2003: 42-3). “Na medida em que crescem, de forma galopante as escorchantes tributações sobre os bens privados, do trabalhador e dos empresários, aumenta em proporção geométrica o número dos ‘excluídos’, pois uma coisa decorre da outra: é o Estado (com suas elites, suas agências, instituições e burocracia em geral) que se apropria, por força da violência legal (e da inércia ou ignorância da população), da riqueza produzida pela sociedade para usufruto diuturno de privilégios” (idem, pg. 43). No Brasil, “os antigos militantes da luta armada trocaram as selvas e os ‘aparelhos’ urbanos pelas vias democráticas: alguns tornaram-se parlamentares, ministros, membros do governo, ecologistas, professores, comentaristas da mídia, e outros tranformaram-se simplesmente em líderes religiosos e integrantes ativos das ONGs, constituídas por vasto contingente de ‘intelectuais orgânicos’ muito bem remunerados com recursos do próprio governo e de grupos e empresas internacionais. A estratégia ‘democraticamente’ adotada para tornar o Brasil uma ‘República Popular Socialista’ é a da ‘revolução passiva’, extraída dos ‘Cadernos do Cárcere’ de Antonio Gramsci (1891-1937), um membro do Comitê Central do Partido Comunista italiano que discordava parcialmente das teses revolucionárias de Lênin e pregava a tomada do poder pela ação ‘hegemônica’ dos intelectuais infiltrados no aparelho do Estado e suas instituições” (idem, pg. 57). “O mercado não dá a menor bola para esse tipo de debate. Ele não quer saber qual é a ideologia do petismo. A sua pergunta sempre será a seguinte: o modelo rende? Rende. Então tudo está no seu devido lugar” (AZEVEDO, 2008: 138). “Somos mais governados pelo PT que não vemos do que por aquele que vemos. (...) A mina de ouro está nas diretorias e nos milhares de cargos das estatais. É aí que está alojado o PT. É por isso que eles lamentam tanto as privatizações do governo FHC. Imaginem se essa gente tivesse, por exemplo, a Telebrás nas mãos: 27 presidências regionais, mais os milhares de cargos de confiança. Mais a Vale, a CSN, a Embraer...” (AZEVEDO, 2008: 124-5). “Dezenas de jornalistas aguardavam uma definição na portaria do edifício Rocha. Por pouco não desci para dizer-lhes que não haveria mais a chapa PT-PL. Quando já ia pegar o elevador, fui chamado de volta. As negociações haviam recomeçado, agora no quarto do anfitrião. Embora sempre procurasse me manter à distância nessas horas, esperando por uma decisão para comunicá-la à imprensa, estava claro para todos que o impasse se dava na questão da ajuda financeira que o PL tinha pedido ao PT para fazer sua campanha. Somente três anos depois, quando estourou o ‘escândalo do mensalão’, eu ficaria sabendo que o valor solicitado era de 10 milhões de reais. No início da noite, os dirigentes dos dois partidos anunciaram que a aliança estava selada, como queriam Lula e Alencar” (KOTSCHO, 2006: 223).

Gramscismo - “Gramsci, incapaz de se ver no papel de líder, tirou de Maquiavel não a idéia de um príncipe individual, como Mussolini o fez, mas sim a de um coletivo: o príncipe moderno, o príncipe mito, não pode ser uma pessoa real, um indivíduo concreto - ele só pode ser uma organização” (JOHNSON, 1994:78). “Gramsci, que queria ‘o partido’ como o Moderno Príncipe, dizia que ele deveria ser o ‘imperativo categórico’ da sociedade e que tudo deveria existir e ser feito em função de suas necessidades. Até mesmo a crítica deveria ser autorizada por ele e tê-lo como referência. Em certos setores da imprensa, já experimentamos algo parecido. Só se aceita que petistas contestem petistas” (AZEVEDO, 2008: 26-7). “O pacto urbano, em decorrência, é ‘soldado’ pela participação do intelectual, para usar uma expressão de Gramsci” (GENRO, 1982: 30).

Guerra de Movimento - Concepção gramscista, equivalente à “revolução permanente” de Marx e Engels, adotada pelos comunistas contra os Estados absolutistas ou despóticos do tipo “Oriental” e também contra os Estados liberais elitistas da 1ª metade do Século XIX, para implantação do socialismo.

Guerra de Posição - Concepção gramscista, mais adequada contra os Estados modernos e democráticos do tipo “Ocidental”, para conquista do socialismo. Essa concepção está sendo implantada com sucesso no Brasil, desde a redemocratização (1979), com a atuação das esquerdas em todos os órgãos nacionais, governamentais ou não - especialmente na Educação e nos meios culturais.

Hegemonia cultural - “A hegemonia consiste na criação de uma mentalidade uniforme em torno de determinadas questões, fazendo com que a população acredite ser correta esta ou aquela medida, este ou aquele critério, esta ou aquela ‘análise de situação’, de modo que quando o comunismo tiver tomado o poder, já não haja qualquer resistência. Isso deve ser feito, segundo ensina Gramsci, a partir de diretrizes indicadas pelo ‘intelectual coletivo’ (o partido), que as dissemina pelos ‘intelectuais orgânicos’ (ou ‘formadores de opinião’), sendo estes constituídos de intelectualoides de toda sorte, como professores – principalmente universitários (porque o jovem é um caldo de cultura excelente para isso), a mídia (jornalistas também intelectualoides) e o mercado editorial (autores de igual espécie), os quais, então, se encarregam de distribuí-las pela população. (...) A outra técnica gramsciana - a da ocupação de espaços - já dava mostras tão evidentes de visibilidade entre nós, com a nomeação de 20 mil cargos de confiança pelo PT em todo o território nacional (só para cargos federais!), que nem mesmo precisaria ser novamente denunciada. O que faltava, entretanto, era fazer a conexão com a primeira técnica - a hegemonia” (Dra. Marli Nogueira, Juíza do TRT em Brasília, in “Técnica Gramsciana e o Partido dos Trabalhadores”, 13/6/2005). “Nesse livro [O Repórter e o Poder, do jornalista José Carlos Bardawwil], ele dá vários depoimentos que mostrou o poder imenso que, já na década de 1970, o Partido [PCB]tinha sobre a classe jornalística” (Otto Maria Carpeaux - HOE/1964, Tomo 3, pg. 122). “Gramsci agora está convencido de que para se tornar ‘classe dirigente’, para triunfar naquela estratégia mais complexa de longo alcance, o proletariado não pode se limitar a controlar a produção econômica, mas deve também exercer sua direção político-cultural sobre o conjunto das forças sociais que, por essa ou aquela razão, desse ou daquele modo, se opõem ao capitalismo” (COUTINHO, 1989: 36). “As principais causas da corrupção são velhas conhecidas: instituições frágeis, hipertrofia do estado, burocracia e impunidade. O governo federal emprega 90000 pessoas em cargos de confiança. Nos Estados Unidos, há 9051. Na Grã-Bretanha, cerca de 300. ‘Isso faz com que os servidores trabalhem para partidos, e não para o povo, prejudicando severamente a eficiência do estado’, diz Claudio Weber Abramo, diretor da Transparência Brasil” (Revista Veja, in “A vingança contra os corruptos”, 26/10/2011, pg. 80).

Intelectual orgânico - Trata-se de intelectual orgânico ao Partido dos Trabalhadores, muito comum na USP (Emir Sader, Marilena Chauí, Maria Aparecida Aquino), na Unicamp e na UnB (Marcos Bagno, reitor José Geraldo Sousa, o “Zé do MST”). A expressão foi criada por Gramsci para qualificar o militante marxista existente na cultura e no magistério. “Quem ler qualquer revista ou jornal, ou livros acadêmicos, ou vir o vestibular (da USP, da UFPR, da UNICAMP) não demorará muito até encontrar frases do tipo ‘a exploração dos trabalhadores pelos capitalistas’ ou ‘o capitalismo baseia-se na exploração de uns pelos outros’ ” (PEREIRA, 2003: 271). “Marcuse usava uma expressão absolutamente fantástica: dizia que a estratégia deveria ser não a de atacar o sistema, mas a de fazer sua decomposição difusa. Isto é, você espalharia, por tudo quanto é lado, militantes e intelectuais - sem ligação aparente uns com os outros - que iriam corroendo, aos poucos, todos os valores, instituições etc. e destruindo sua estrutura de dentro para fora” (Otto Maria Carpeaux - HOE/1964, Tomo 3, pg. 118-9).

Politicamente correto - Não se deve chamar um homem baixo de “anão”. Nem de “baixinho”. É politicamente correto chamá-lo de “negativamente avantajado”. Preto brasileiro deve ser chamado de “afro-brasileiro” (Gustavo Kuerten, Giselle Bünchen, teuto-brasileiros). Infanticídio não existe mais, apenas “aborto”, um “direito da mulher dispor de seu próprio corpo”. Prostituta não é mais prostituta, é “empresária do sexo”. Papa-defunto virou “empresário do luto”. “Pederasta”, palavra que tentaram riscar do atual Código Civil, passou a ser o inofensivo “gay”. Os proprietários do Dicionário Webster foram obrigados a “riscar” várias palavras, como “crioulo”. Uma deputada distrital do PT, no Governo Cristóvam Buarque, apresentou projeto semelhante, visando riscar do Dicionário Aurélio palavras julgadas “ofensivas”. (Na mesma época, o PT negou a Pelé o título de cidadão brasiliense.) Com essa bobagem semântica - a “novalíngua” -, o movimento do “politicamente correto”, dominado pelas esquerdas, se assenhorou da mídia e aproveita para distorcer fatos que lhe são antipáticos e dourar a pílula que todos devem engolir. Politicamente correto não é nada mais do que “marxismo cultural” ou “multiculturalismo” e tem por objetivo destruir a cultura ocidental e a religião cristã, com a contribuição importante de Georg Lukacs (“terrorismo cultural”), Antonio Gramsci (“longa marcha nas instituições”, ou seja, o domínio das escolas, mídia, até igrejas, para influenciar a cultura) e os integrantes da “teoria crítica” da Escola de Frankfurt, que inicialmente seria chamada de “Instituto para o Marxismo”: Max Horkheimer, Theodor Adorno, Eric Fromm, Wilhelm Reich e Herbert Marcuse. ”A correção política é a carrancuda vingança do rancoroso, intolerante e mal-intencionado idiota sobre tudo aquilo que tem vida no mundo. Não é nada mais do que o recurso insincero e desprovido de humor de mentes tão medíocres, que, para eles, o ressurgimento do stalinismo é preferível à dor de um vislumbre do Ser - é o último vestígio da besta que Nietzsche identificava como ‘ressentimento’. Tais mentes tiram sua melancólica noção de prazer - como as fantasiosas ereções de eunucos centenários - maquiando o pouco que desejam conhecer da História para pessoas que parecem não se conformar com os padrões artificiais dos mais ineptos governos do século XX” (SEYMOUR-SMITH, 2002: 84-5). “Um dos objetivos da "novilíngua" (vide Orwell) é apagar as emoções e tornar tudo pasteurizado, anódino, sem emoção. Os sentimentos devem ser varridos para debaixo do tapete. Tome cuidado com o que fala. O termo ‘crioulo’ pode enquadrá-lo na Lei Caó (cujo apelido nos tempos da UNE era Crioulo). Tudo depende de como se fala, embora a descrição ‘passou por aqui, era um crioulão’ seja adequada. Mas, se fosse vivo, Adolfo Caminha teria problemas com ‘O bom crioulo’ ” (Fritz Utzeri, inO Politicamente correto”). Até o Exército Brasileiro se rendeu à língua do PC: não se realizam mais grupos de trabalho para tratar de Recursos Humanos, mas de “Talentos Humanos”. Nos EUA, o jornalista Bernard Goldberg lançou o livro Bias - A CBS Insider Exposes How the Media Distort the News (Tendencioso - Um Conhecedor da CBS Mostra Como a Mídia Distorce as Notícias). Logo, Goldberg foi tachado de “mentiroso”, “extremista de direita”. Uma das teses polêmicas de Goldberg se refere aos doentes da AIDS, cujos números foram escondidos para agradar ao lobby dos homossexuais e das minorias raciais dos EUA (negros e hispânicos), para acelerar as pesquisas de remédios. Por exemplo, dos aidéticos mostrados na TV, 6% eram gays, 16% eram negros e hispânicos e 2% eram drogados. Na verdade, 58% eram gays, 46% eram negros e hispânicos e 23% eram drogados (período estudado: 1992 a 1995). A Universidade de Oxford, nos EUA, lançou uma versão “politicamente correta” do Novo Testamento (Novo Testamento e Salmos: uma versão não excludente), onde há alterações, como: “A expressão Deus Pai passa a ser Deus Pai e Mãe; a oração Pai-Nosso recebe o nome de Pai e Mãe Nossos; foi excluído o termo ‘escuridão’ como sinônimo do mal por Ter conotação racista; eliminaram-se as acusações de que os judeus mataram Jesus Cristo; as mulheres deixam de ser ‘sujeitas’ aos maridos e passam a ser ‘compromissadas’; as crianças devem ‘prestar atenção aos pais’, não ‘obedecê-los’ ” (“Deus Pai e Mãe”,in revista Istoé, 6/9/1995). “Em qualquer país, preconceitos e maneiras ofensivas de pensar ficam entranhados na linguagem e nas instituições sem às vezes nos darmos conta disso. O legado mais positivo do politicamente correto foi chamar atenção para esse fato e nos tornar mais atentos para as situações em que ofendíamos inadvertidamente um grupo ou uma minoria. (...) No ambiente acadêmico, qualquer opinião deve passar pelo teste do debate, e ser mantida ou descartada por seus méritos, não porque alguém disse que ela é aceitável ou inaceitável a priori. O politicamente correto tentou estabelecer códigos do que era apropriado pensar e dizer e, nesse sentido, foi muito nefasto” (Lawrence Summers, reitor da Universidade de Harvard, entrevista a Veja, 31/3/2004, pg. 14). “O politicamente correto consiste na observação da sociedade e da história em termos maniqueístas. O politicamente correto representa o bem e o politicamente incorreto representa o mal. O sumo bem consiste em buscar as opções e a tolerância nos demais, a menos que as opções do outro não sejam politicamente incorretas; o sumo mal encontra-se nos dados que precederiam à opção, quer sejam estes de caráter étnico, histórico, social, moral e sexual, e inclusive nos avatares humanos. O politicamente correto não atende à igualdade de oportunidade alguma no ponto de partida, senão, ao igualitarismo nos resultados no ponto de chegada” (Entrevista de Vladimir Volkoff a Marc Vittelio - site Mídia Sem Máscara, 27/04/2004). “O típico intelectual exasperado de hoje defende sistematicamente reivindicações contraditórias: liberação do aborto e repressão ao assédio sexual, moralismo político e imoralismo erótico, liberação das drogas e proibição dos cigarros, destruição das religiões tradicionais e defesa das culturas pré-modernas, democracia direta e controle estatal da posse de armas, liberdade irrestrita para o cidadão e maior intervenção do Estado na conduta privada, antirracismo e defesa de ‘identidades culturais’ sustentadas na separação das raças, e assim por diante” (CARVALHO, 2000: 90-91). Por pressão de grupos LGBT, MPF e Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, do MJ, o ministério da Defesa irá propor aos legisladores tirar a palavra “pederastia” do Código Penal Militar, que em seu art. 235 trata aquela prática como crime.

Revolução Passiva - No Brasil, “os antigos militantes da luta armada trocaram as selvas e os ‘aparelhos’ urbanos pelas vias democráticas: alguns tornaram-se parlamentares, ministros, membros do governo, ecologistas, professores, comentaristas da mídia, e outros transformaram-se simplesmente em líderes religiosos e integrantes ativos das ONGs, constituídas por vasto contingente de ‘intelectuais orgânicos’ muito bem remunerados com recursos do próprio governo e de grupos e empresas internacionais. A estratégia ‘democraticamente’ adotada para tornar o Brasil uma ‘República Popular Socialista’ é a da ‘revolução passiva’, extraída dos ‘Cadernos do Cárcere’ de Antonio Gramsci (1891-1937), um membro do Comitê Central do Partido Comunista italiano que discordava parcialmente das teses revolucionárias de Lênin e pregava a tomada do poder pela ação ‘hegemônica’ dos intelectuais infiltrados no aparelho do Estado e suas instituições” (PONTES, 2003: 57).

Senso comum - O mundo como conhecemos é alicerçado no senso comum dos povos. O marxismo quer “superar” esse conceito, criar uma “ruptura”. Gramsci denominava esse objetivo estratégico de “superação do senso comum”: “É exatamente a ‘superação do senso comum’ que fez com que todos acreditassem piamente que a Contrarrevolução de 1964 não passou de um ato impensado dos militares que, na falta do que fazer, decidiram implantar uma ditadura” (Marli Nogueira, Juíza do TRT em Brasília, in "Técnica Gramsciana e o Partido dos Trabalhadores", 13/6/2005). “Segundo Sérgio Augusto de Avelar Coutinho, a superação do senso comum é um empreendimento de profunda transformação cultural e psicológica da sociedade e ‘consiste em apagar certos valores tradicionais e uma parte significativa da herança cultural da sociedade burguesa e substituí-la por conceitos novos e pragmáticos” (PEDROSA: 2008, 73). “Certamente, tal reviravolta, orientada pelas ideias de Gramsci, devia ser compreendida por intelectuais para a tomada do poder no lugar dos operários, marinheiros, soldados e camponeses da velha ortodoxia leninista, stalinista ou maoísta. Desta forma, o movimento seria direcionado para a formação de mentalidades nas universidades e escolas, campos preferidos para ‘conscientização’ do rumo das transformações” (idem, pg. 73). O “fascismo gay” brasileiro é isso, a mudança radical do senso comum antigo, da ética judaico-cristã, uma quebra de paradigma das leis sociais e econômicas, que devem dar vez a esse híbrido stalinista-gramscista, o comunofascismo.

Socialismo do século XXI - Sistema neocomunista, em implantação na Venezuela (Hugo Cháves), na Bolívia (Evo Cocales), no Equador (Rafael Garcia), na Nicarágua (Daniel Ortega), na Argentina (Cristina Kirchner), no Brasil (Lula-Dilma), obedecendo ao objetivo estratégico do Foro de São Paulo (FSP), que é comunizar toda a América Latina. Segundo Viviana Padelin, do movimento Fraternidad Libertaria Latinoamericana, esse tipo de socialismo é implantado em três etapas (Cfr. Las fases del neocomunismo o socialismo de siglo XXI, disponível na internet):

1ª. Etapa - Governo populista: assistencialismo, aumento da quantidade de cargos públicos, aumento de salários, controle paulatino dos meios de comunicação e da cultura, corrupção, discriminação e direitos humanos, revisão da história recente (governos militares), desvalorização dos símbolos pátrios, aumento da delinquência, desmantelamento progressivo das forças de segurança ou sua cooptação com o novo regime, utilização de menores de idade para delinquir, fragmentação da oposição, ataques à Igreja Católica, ocupação de fábricas e terras “não produtivas”, aumento de ONGs de esquerda, criação de grupos de choque, criação de novas universidades de orientação esquerdista, aumento de impostos, aumento do consumo de drogas e narcotráfico, censo habitacional para conhecer os domicílios desocupados, fragmentação da central sindical, quebra do sistema de saúde;

2ª. Etapa- Etapa de implantação e consolidação: quebra da classe média, reforma constitucional, aprovação de casamento homossexual, aprovação do aborto, lei da censura, perseguição midiática e judicial, colapso do judiciário, a delinquência governa as ruas, legalização da maconha, destruição moral e física das Forças Armadas e da Segurança Pública, oposição fragmentada (incapaz de gestão eficaz, mesmo vencendo as eleições), elegem-se novos inimigos para serem combatidos pelos grupos de choque do sistema, divisão de municípios e estados, perseguição religiosa (especialmente contra católicos e evangélicos), criação de milícias armadas;

3ª. Etapa- Fase inicial do neocomunismo: “expropriações”, presos e crimes políticos, ataque à Igreja Católica, regime eleitoral à feição do partido do governo, eleições espúrias, espiral inflacionária.

A autora se esqueceu de acrescentar o item “desarmamento da população”. A Venezuela de Hugo Chávez é o país que está mais avançado na implantação do neocomunismo. Como visto acima, o Brasilistão do “fascismo gay” já queimou algumas das etapas previstas no “Socialismo do Século XXI”. Enquanto Chávez se utiliza da truculência para implantar o socialismo, a esquerda brasileira se utiliza da revolução passiva e permanente preconizada por Gramsci, de modo a cooptar toda a sociedade em torno de um partido-governo, o PT. A estratégia brasileira rumo ao socialismo, ao contrário do que parece, é muito mais insidiosa e perigosa do que a estratégia do brucutu Chávez, porque se este cair, cai também o “bolivarianismo” venezuelano. No Brasil, ao contrário, seja quem for o presidente eleito, o “fascismo gay” vai seguir “alegre” como nunca, porque já existe uma grande ruptura na sociedade brasileira e quebra de paradigmas no que se refere ao antigo senso comum, à ética, à religiosidade, fruto de nossa herança cultural judaico-cristã, a qual é ferozmente combatida pelo socialismo ateu.

Sociedade civil - Denominação utilizada pela primeira vez por Adam Ferguson, em 1767, em seu Ensaio sobre a história da sociedade civil, no qual discorre sobre as virtudes do homem na sociedade civil, ou seja, a "sociedade civilizada", em oposição ao homem isolado e bruto. O marxista francês L. Althusser, aplicando a dialética hegeliana, afirmou que em cada sociedade há embutidas duas sociedades diferentes e opostas: a sociedade política ou Estado (classe dominante) e a sociedade civil (sociedade dominada ou povo), denominações fartamente utilizadas por Antônio Gramsci. Gramsci, um dos fundadores do Partido Comunista da Itália, Seção Italiana da Internacional Comunista, em sua Teoria Ampliada do Estado considera duas esferas no interior das superestruturas:

1) Sociedade Política, que ele chama de “Estado em sentido estrito” ou “Estado-coerção”, que é formada pelo conjunto de mecanismos através dos quais a classe dominante detém o monopólio legal da repressão e da violência, e que identifica com os aparelhos de coerção sob controle das burocracias executiva e policial-militar; e

2) Sociedade Civil: compreende as ONG, organizações comunitárias, associações de moradores, organizações religiosas, partidos políticos, sindicatos, associações profissionais, corporações privadas sem finalidades lucrativas, organizações societárias (membros, sócios), e todas as formas de organizações e instituições privadas, como fundações, escolas, universidades, centros de pesquisas e a organização material da cultura (revistas, jornais, editoras, meios de comunicação de massa etc.). Entenda-se “sociedade socialista”, no pensamento de pau gramscista. Segundo Gramsci, é a Sociedade Civil, em sua “guerra de posição” nos estados democráticos modernos, que irá levar esses países à conquista do socialismo. A “guerra de movimento” ou “revolução permanente”, na acepção de Marx e Engels em 1850, será adotada contra os estados absolutistas ou despóticos, ou contra estados democraticamente fracos. O Brasil, desde o advento da Nova República, em que o “Estado coercitivo” tradicional está se tornando cada vez mais inoperante e inútil, está pavimentando rapidamente o caminho que levará ao paraíso sonhado por Antonio Gramsci. Com o sucessor de FHC, consolida-se, enfim, o “fascismo gay”. Afinal, se alguém entendia o que era fascismo, essa pessoa era Gramsci.

USP - Universidade de São Paulo: fundada em 1934, no Governo de Armando Sales de Oliveira, e nesta, a Faculdade de Filosofia e Letras, que se tornaria, com Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso e Octávio Ianni, numa das matrizes de difusão do Marxismo. Em 1958, foi montado na Faculdade de Filosofia da USP o “Seminário Marx” por Fernando Henrique Cardoso, Ruth Cardoso, José Artur Gianotti, Octávio Ianni, Paul Singer, Juarez Brandão Lopes e Roberto Schwartz. Em 1966, os autores mais lidos eram Lebret, Mounier, Marx, Sartre, Teilhard de Chardin e o Pe. Henrique de Lima Vaz, seguidos por Michel Quoist, Kalil Gilbran, Celso Furtado e José de Castro (que publicou, em 1947, Geografia da Fome, e em 1951, Geopolítica da Fome). “Não foi Marcuse o único guru dessa geração. Outros disputavam essa influência, Mao, Guevara, Debray, o pétreo estalinista Lukacz, sobretudo Gramsci, os autores da Escola de Frankfurt - Walter Benjamin, Adorno, o ascendente jamais cadente Eric Hobsbawn, marxista inglês, e o então noviço Umberto Eco, que ainda esperaria alguns anos pelas grandes tiragens da perversa O Nome da Rosa, e Althusser, que propunha nova leitura de Marx, nova interpretação teológica dos santos livros. (...) A Revista Civilização Brasileira, de Enio da Silveira, acolhia autores prestigiosos. Corria de mão em mão. Entre seus colaboradores o agora, avançado e liberal Alceu Amoroso Lima, o futuroso FHC, Ferreira Gullar, Paulo Francis, ao tempo trotskista – depois, em boa hora, convertido à democracia, por isso repudiado e mantido no escanteio –, Nelson Werneck Sodré, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho – todos crismados ‘aprendizes’ de Lukacz” (José Arthur Rios in “Raízes do Marxismo Universitário). Arthur Rios é o criador de um axioma imortal: “Pais positivistas, filhos marxistas, netos terroristas”.

Bibliografia:

AZEVEDO, Reinaldo. O País dos Petralhas. Record, São Paulo e Rio de Janeiro, 2008.

CARVALHO, Olavo de. O Jardim das Aflições (2ª edição, revista). Realizações, São Paulo, 2000.

COUTINHO, Carlos Nelson (org.). Gramsci e a América Latina. Editora Paz e Terra. São Paulo, 1988 (Tradução de Marco Aurélio Nogueira).

COUTINHO, Carlos Nelson. Gramsci - Um estudo sobre seu pensamento político. Editora Campus, Rio de Janeiro, 1989.

GENRO, Tarso Fernando. Literatura & Ideologia - Um novo romance latino-americano. Edições Criar, Curitiba, 1982.

JOHNSON, Paul. Tempos Modernos - O mundo dos anos 20 aos 80. Bibliex e Instituto Liberal, Rio, 1994 (Tradução de Gilda de Brito Mac-Dowell e Sérgio Maranhão da Matta).

KOTSCHO, Ricardo. Do golpe ao Planalto - Uma vida de repórter. Companhia das Letras, São Paulo, 2006.

MISES, Ludwig von. Uma crítica ao intervencionismo. Instituto Liberal e Nórdica, Rio, 1987 (Tradução de Arlette Franco).

PEDROSA, J. F. Maya. O Revisionismo Histórico Brasileiro - Uma proposta para discussão. Bibliex, Rio, 2008.

PEREIRA, Alfredo Severo dos Santos. As Falsas Bases do Comunismo (3ª. edição). Editora Vila do Príncipe, Curitiba, 2003.

PONTES, Ipojuca. Politicamente Corretíssimos. Topbooks, Rio, 2003.

Leia, também Quem roubou a cultura dos EUA?

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Terroristas de esquerda querem

o monopólio da tortura


Félix Maier


Tortura - “Suplício ou tormento violento infligido a alguém” (Dicionário Aurélio).

Aprovada após o episódio ocorrido na Favela Naval, em São Paulo, quando policiais foram filmados batendo em pessoas paradas em uma barreira policial, a Lei brasileira 9.455, de 7/4/1997, afirma que tortura é: 1) constranger alguém com uso de violência ou ameaça grave, causando-lhe dano físico ou mental para obter declaração ou confissão, provocar ação ou omissão de crime ou discriminar por raça ou credo; 2) submeter alguém sob sua guarda ou autoridade a intenso sofrimento físico ou mental, para aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo; 3) o crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia; 4) a pena é de reclusão, em regime fechado, de dois a oito anos; se houver morte, a pena é dobrada para até 16 anos; aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las, deve ser condenado de um a quatro anos de prisão.

Os métodos de tortura incluem: 1) choque elétrico: aplicado nas orelhas, na boca, no nariz, nos seios, na genitália (normalmente, na posição “pau-de-arara”); 2) pau-de-arara: a pessoa torturada fica com os pés e braços amarrados junto aos tornozelos, presa a uma barra de ferro, ficando pendurada como um frango assado; 3) espancamento: pode ser com barras de ferro, paus ou toalhas molhadas; pode ser o chamado “telefone” (tapas com as mãos abertas sobre os ouvidos) ou, ainda, o “corredor polonês”, em que a vítima passa por duas fileiras de pessoas para sofrer espancamento; 4) afogamento: o “banho chinês”era feito em pias, baldes, vasos sanitários, latas, ou derramando água pelo nariz em vítima no “pau-de-arara”; 5) asfixia: feita com sacos de plástico enfiados na cabeça da vítima; 6) “pimentinha”: um magneto produzia baixa voltagem e alta amperagem, para dar choque elétrico em presos; era acondicionada em uma caixa vermelha, daí o nome de “pimentinha”; 7) tortura chinesa: perfuração com objetos pontiagudos embaixo da unha; outra forma de tortura chinesa, durante a Revolução Cultural, era arrancar os testículos e pênis do torturado, assá-los e comê-los na frente da vítima; 8) geladeira: o preso era colocado nu em ambiente de baixíssima temperatura; no local, havia ainda a emissão de sons muito altos, dando a impressão de estourar os ouvidos; 9) insetos e animais: os presos sofrem ameaças de cães, cobras, jacarés, baratas, além de drogas e sevícias sexuais; 10) produtos químicos: o torturado recebia soro de pentatotal, substância que fazia o preso falar, em estado de sonolência; ou era jogado ácido no rosto do preso, fazendo a pessoa inchar; 11) queimaduras: com cigarro, charuto ou isqueiro, incluíam queimaduras de seios e órgãos genitais; 12) cadeira de dragão: cadeira forrada com metal, ligada a fios, onde o preso era amarrado para receber descargas elétricas; 13) empalação: “suplício antigo, que consistia em espetar o condenado em uma estaca, pelo ânus, deixando-o assim até morrer” (Dicionário Aurélio).

Segundo Olavo de Carvalho, “o requinte soviético foi que os candidatos a empalamento não foram escolhidos entre empaladores em potencial, mas entre padres e monges, para escandalizar os fiéis e fazê-los perder a confiança na religião, segundo a meta leninista de extirpar o cristianismo da face da terra”.

“Durante esses anos (Grande Terror), cerca de 10% da vasta população da Rússia foi triturada pela máquina penitenciária de Stálin. (...) Igrejas, hotéis, casas de banho e estábulos transformaram-se em prisões; dezenas de novas prisões foram construídas. (...) A tortura era usada numa escala que até os nazistas mais tarde achariam difícil igualar. Homens e mulheres eram mutilados, olhos arrancados, tímpanos perfurados; as pessoas eram enfiadas em caixas com pregos espetados e outros dispositivos perversos. As vítimas eram muitas vezes torturadas diante de suas famílias” (JOHNSON, 1994: 254).

“Os testemunhos dos sobreviventes, os samizdat(*) , os relatos filtrados no breve período de degelo falam de três tipos peculiares de tortura: a stroika, a isca e a cilha. A stroika é um suplício que o policial pratica simplesmente mantendo durante horas sua vítima ereta de encontro a uma parede, sempre na ponta dos pés, até o seu colapso. A isca consiste em atar as mãos e os pés do infeliz atrás das costas, e suspendê-lo depois no ar, de cabeça para baixo, com epílogo idêntico se ele não confessa. A cilha é mais refinada, é um meio de convencimento que se realiza alternando a cada dia os policiais que se comprazem nesta tarefa, de prolongar por horas e horas o interrogatório do acusado, que se vê privado de alimento e do sono até que se decida a falar” (GHIRELLI, 2003: 42).

Em Cuba, a tortura tinha várias formas:

Leoneira - Solitária ambulante, feita de seis lados de grades de ferro, onde o preso não pode se deitar, nem ficar de pé. Tipo de tortura adotada em Cuba durante a ditadura de Fidel Castro, onde os presos são largados no teto do presídio, alternando altas temperaturas do sol durante o dia com baixa temperatura à noite. O escritor Pedro Juan Gutiérrez esteve preso em tal solitária.

Cela-gaveta - Tipo de solitária cubana, usada durante o regime de Fidel Castro, onde esteve confinado o poeta Armando Valladares, durante dois anos, de onde saiu inválido. “Na prisão de Combinado del Leste, depois de temporada imobilizado em cela-gaveta, Valladares ficou aleijado e não conseguiu mais andar. (...) Após 22 anos de prisão, o poeta venceu a batalha e ganhou a liberdade, contando com o apoio do presidente francês François Mitterrand. Dentre os 50 mil presos políticos cubanos contabilizados - entre mortos, torturados e desaparecidos -, foi um dos poucos que conseguiram escapar. Em Madri, tornou-se um ativista e escreveu ‘Contra Toda a Esperança’, testemunho que ajudou a desmascarar a ditadura que aniquila os seus dissidentes, clamando pela libertação dos presos políticos que, em Cuba, ainda hoje se contam aos milhares” (PONTES, 2003: 157-8).

Fidel Castro mandou fuzilar entre 15 e 17 mil pessoas (10 mil só na década de 1960); em 1978, havia em Cuba 15 a 20 mil prisioneiros; em 1997, segundo a Anistia Internacional, havia entre 980 e 2.500 prisioneiros políticos. “Para uma população de apenas 6,4 milhões, Fidel e Che prenderam e executaram mais, em termos relativos, do que os nazistas, e igualmente mais, proporcionalmente, do que os comunistas” (FONTOVA, 2009: 150). A tortura cubana incluía, ainda, as “ratoneras”, “gavetas”, “tostadoras”, além da tortura “merdácea” - os prisioneiros eram “aspergidos” com fezes e urina e ficavam dias sem tomar banho. A tortura aos prisioneiros incluía a subnutrição, deixando muitos presos esqueléticos e com escorbuto, e o constrangimento de ficar meses completamente nus, mesmo quando recebiam parentes - o que ocorreu com Armando Valladares frente à sua mãe e sua namorada. Apesar desses crimes todos, o ditador Fidel Castro é venerado pelos “intelectuais” brasileiros como el comandante, ao passo que Augusto Pinochet, ex-presidente do Chile, não passa de um vil “ditador”, “torturador”, para os “guerrilheiros da pena” (**), como Emir Sader e Frei Betto. “Quando Che assumiu o Ministério das Indústrias, Cuba tinha uma renda per capita superior à da Áustria, Japão e Espanha” (idem, pg. 214-5). Um ano depois, o anteriormente “terceiro maior consumo proteico do Ocidente estava racionando comida, fechando fábricas” (idem, pg. 215). Comparação das rações diárias, entre os escravos (em 1842) e Cuba desde 1962: carne, frango e peixe: 230 g/55 g; arroz: 110 g/80 g; carboidratos: 470 g/180 g; feijão: 120 g/30 g (Cfr. FONTOVA, 2009: 223).

Na China, havia um tipo de tortura sui generis, o “churrasquinho chinês”:

Durante a Revolução Cultural chinesa, muitos condenados à morte tinham seus corpos retalhados, assados e comidos. “Num massacre famoso, na escola de Mushan em 1968, na qual 150 pessoas morreram, vários fígados foram extirpados na hora e preparados com vinagre de arroz e alho” (“Canibais de Mao”, revista Veja, 22/01/1997, pg. 48-49). Essa prática de canibalismo se tornou corriqueira, no período de 1968 a 1970, quando centenas de “inimigos do povo” foram devorados, conforme pesquisas de Zheng Yi em Guangxi. O trabalho de Zheng Yi, dissidente exilado nos EUA desde 1992, resultou no livro Scarlet Memorial - Tales of Cannibalism in Modern China (Memorial Escarlate - Histórias de Canibalismo na China Moderna). Na mesma época, havia um tipo de tortura sui generis: alguns presos, ainda vivos, tinham seus órgãos sexuais (pênis e testículos) arrancados, assados e comidos, como consta no mesmo artigo de Veja: “Wang Wenliu, maoísta promovida a vice-presidente do comitê revolucionário de Wuxuan durante a Revolução Cultural, especializou-se em devorar genitais masculinos assados”.

“Documentos recentemente trazidos para o Ocidente por Zheng Vi, ex-membro dessas ‘milícias populares’, mostram que durante a ‘Revolução Cultural’, promovida por Mao Tsé-tung no final da década de 60, até o canibalismo entrava no ‘currículo’ dos alunos chineses. Naquela ocasião, na Província de Guangxi, crianças foram obrigadas a matar e devorar seus próprios professores!” (in A China do Pesadelo, site http://www.catolicismo.com.br/, acesso em 9/6/2011). “The stories of the many crimes and atrocities perpetrated by Communist regimes is generally well-known, but what about state-sponsored cannibalism? Time Magazine ran such a story in its January 18th, 1993 issue, titled ‘Unspeakable Crimes’, by Barbara Rudolph. In it is the testimony of a Chinese scholar that during Mao’s ‘Cultural Revolution’ local officials of the Chinese Communist Party exhorted their comrades to devour ‘class enemies”. The details were revealed by Zheng Yi, a fugitive of the Tiananmen Square massacre and once China’s most-celebrated young novelist (his first novel, The Maple, about the Cultural Revolution, was used by the Politburo to attack The Gang of Four). His third novel made him a celebrity in the China of the 80’s and he and his wife both joined the pro-democracy movement. After the crackdown, his wife Bei Ming was imprisoned for 10 months and he went into hiding for nearly 3 years until both were able to successfully escape to Hong Kong and then onto the US” (in Communist Eat Their Class Enemies, de Adam Young - http://www.lewrockwell.com/orig/young1.html/ - acesso em 9/6/2011).

Se no regime de Mao Tsé-Tung existia o “churrasquinho chinês”, na ditadura de Fidel Castro havia o “filé cubano”. A crônica Os canibais, de Pedro Juan Gutiérrez, conta a história de Baldomero, o sujeito que vendia fígado de porco aos vizinhos, em Havana, a baixo preço, e até dava de graça alguns nacos. Depois, porém, foi pego em flagrante, ao sair do necrotério, onde trabalhava, com fígados humanos. Gutiérrez consola a prostituta com quem convivia: “Olhe, Isabel, já está comido e cagado. Esqueça. Além disso, estava uma delícia. Muito saboroso” (GUTIÉRREZ, 1999: 332).

No Brasil, a tortura existiu durante os governos militares, como garante o general Adyr Fiúza de Castro, em depoimento constante do livro Os anos de chumbo - a memória sobre a repressão, de Maria Celina d’Araújo e outros, Editora Relume-Dumará, Rio, 1994. Porém, segundo o general Fiúza, “80% das arguições de tortura e de maus tratos dos subversivos presos eram devidos a informações e a instruções dos advogados visando à redução das penas, isto é, a denúncia desse estigma foi industriada como instrumento de pressão psicológica sobre os militantes, para que não se deixassem prender, e orquestrada para dar-lhe uma conotação institucional, ou seja, para disseminar a crença de que se tratava de uma posição intencionalmente assumida pelo governo, o que de fato não ocorreu” (AUGUSTO, 2001: 339-340). “Infelizmente, os homens de ação - ao contrário dos intelectuais - não podem anular ou apagar das lembranças as suas atitudes, pedindo simplesmente que todos esqueçam o que eles escreveram, disseram ou fizeram” (idem, pg. 341, sobre a tortura e o “esqueça o que escrevi” de FHC).

“Os nossos estão morrendo e têm o direito de revidar com as armas. Esta é uma guerra, em que se mata ou se morre. Mas prender alguém para depois submetê-lo a tortura é de tal modo covarde e ignóbil, que não posso encontrar palavras adequadas para condenar prática tão sórdida. Proíbo, terminantemente, torturas em meu governo” (Presidente Emílio Garrastazu Médici - relato do embaixador Mário Gibson Barbosa, cit. in AUGUSTO, 2011: 161).

“A Instituição Exército não defende, hoje, quem está sendo acusado de tortura; ele que se defenda. A Instituição não vai defendê-lo porque a Instituição não mandou torturar, nunca” (Gen Ex Zenildo de Lucena - depoimento do Gen Ex Jaime José Juraszek - História Oral do Exército/1964, Tomo 6, pg. 34).

O ex-ministro do Exército, general Leônidas Pires Gonçalves, diz o mesmo: “A tortura existiu, eu nunca neguei isso, ‘numa ponta de linha’, às duas horas da manhã, fora do controle, quando duas pessoas entravam em choque ou se digladiavam. Entretanto, ela nunca foi política, nem norma, nem ordem dos escalões superiores” (HOE/1964, Tomo 1, pg. 93-4).

“Como eles eram processados pela Justiça Militar publicamente, com direito à ampla defesa, todos eles, instruídos por advogados, passaram a declarar em juízo que as confissões - mesmo não apenas assinadas, mas escritas de próprio punho - tinham sido obtidas sob tortura” (Gen Div Negrão Torres - HOE/1964, Tomo 8, pg. 101). Exatamente como fazem, ainda hoje, os bandidos comuns, a exemplo dos acusados pela morte do ex-prefeito petista Celso Daniel.

Cabe uma pergunta: a presidente Dilma Rousseff foi de fato torturada, como já afirmou diversas vezes, ou apenas instruída pelo advogado para mentir e atenuar sua pena quando foi presa? O general Rocha Paiva, em entrevista na televisão, em 2012, afirmou não acreditar em Dilma, de que foi torturada. Afinal, quem já foi pega várias vezes na mentira, não merece crédito: caso do diploma falso da Unicamp de Dilma postado no site da Casa Civil; caso do dossiê anti-FHC e Dona Ruth, mandado fabricar na Casa Civil depois que estourou o escândalo do “Lulacard”, a qual inicialmente disse que era a pedido do TCU e, quando esse órgão desmentiu, Dilma disse que se tratava apenas de um “banco de dados” da Casa Civil; caso da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, a qual afirmou que foi chamada à Casa Civil para concluir rapidamente uma auditoria sobre as empresas da família Sarney, e Dilma diz que ela nunca esteve lá.

Quando inquirido pela imprensa se havia fitas gravadas sobre a ida de Lina Vieira ao Palácio do Planalto, o então chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Félix, disse que as imagens haviam sido apagadas. Das duas, uma: ou o general estava mentindo (as imagens existiam), ou mandou apagar as imagens, para preservar Dilma Rousseff. Seja o que houve, o general deixou de servir à República para beneficiar a petista, que depois se tornaria presidente do Brasil.

A propósito, um oficial do Exército me confidenciou que, em 2004, foi instalado um sistema de segurança e vigilância no Palácio do Planalto, ao custo de R$ 4 milhões. O sistema, que consegue gravar imagens durante 6 meses seguidos, sem necessidade de apagamento das imagens devido à sua enorme capacidade de armazenamento, fica diretamente subordinado ao GSI, não ao serviço de informática do Palácio.

“A mentira, aliada à tortura, além de tema desprezível da guerra psicológica, virou meio de vida dos mais ignóbeis, meio de fortuna vil, de subversivos e advogados defensores de direitos humanos de bandidos, com as indenizações miraculosas oferecidas pelos governos esquerdistas que nos têm governado, desde Fernando Henrique Cardoso, com a lei 9.140/95” (Gen Div Agnaldo Del Nero Augusto, em “Tortura: tema de Guerra Psicológica”, site Mídia Sem Máscara, 13/11/2006).

A propósito, vale lembrar que o comunista, advogado e ator Mário Lago, descaradamente, aconselhava todos os esquerdosos a dizer que foram torturados, em qualquer situação.

A respeito do assunto, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI/CODI do então II Exército, hoje perseguido político, à revelia da Lei da Anistia, dá seu depoimento: “Onde estão esses depoimentos originais? Estão todos no Superior Tribunal Militar, no processo de cada um desses presos. Qualquer pessoa bem intencionada que leia os depoimentos, facilmente vai chegar à conclusão de que aqueles documentos [manuscritos pelos presos] nunca foram redigidos enquanto o autor estivesse sendo torturado, ou sob pressão. A maneira como a pessoa descreve, como escreve; a letra, a letra firme, a maneira como aborda as questões. (...) Depois, ele ia para o inquérito policial, no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), e confirmava o que havia dito no DOI. Posteriormente, era levado para a Auditoria. Na Auditoria, negava tudo. Negava e, se lembrado do que declarara antes, no DOI, alegava que falava sob tortura. E por que faziam isso? Bom, primeiro, porque na Auditoria procuravam negar, é claro, para ver se a pena que iriam receber não seria tão grande. Segundo, tinham que justificar perante a esquerda, perante seus companheiros por que, no interrogatório do DOI, haviam entregado a organização, denunciado seus companheiros, confessado a localização dos seus aparelhos. E, terceiro, porque tinham certeza de que jamais seriam reconhecidos. Não conseguimos nunca testemunhas oculares. Assaltavam bancos, os bancários viam, sabiam quem eram, mas, quando chamados, não os reconheciam, não sabiam de nada, por quê? Porque os primeiros bancários que fizeram o reconhecimento foram assassinados; ameaçados, sabiam que todos aqueles que reconhecessem os assaltantes teriam o mesmo destino. Nunca mais ninguém neste País quis depor contra os terroristas. (...) Bem, como conclusão a respeito da tortura, posso dizer que a mídia explora a tortura com estardalhado e sensacionalismo. Os ex-terroristas procuram justificar o que confessaram, dizendo que falavam sob tortura. Hoje o curriculum vitae de uma pessoa é bastante valorizado quando afirma que foi torturada na época da ditadura, como dizem. Excessos condenáveis devem ter sido cometidos pela repressão, mas foram muito poucos, uma exceção” (HOE/1964, Tomo 5, pg. 228-232).

“Torturador” é, sem sombra de dúvida, a palavra logomáquica mais utilizada pela esquerda brasileira, para satanizar os integrantes das Forças Armadas brasileiras que combateram os terroristas, especialmente o coronel Ustra. Não que a esquerda seja contra a tortura, pois nunca repudiou a tortura ainda existente em Cuba e na China, ou na antiga União Soviética, nem teve remorsos em trucidar a golpes de coronhadas de fuzil o corpo do tenente Alberto Mendes Júnior, da PM de São Paulo. Nem em torturar psicologicamente seus reféns, como o embaixador americano Charles Elbrick.

Infelizmente, a tortura é combatida apenas da boca para fora, porque todos os países a utilizam, principalmente em situação de guerra, como os EUA contra os terroristas islâmicos. Além de querer alcançar a “hegemonia” em todos os setores da sociedade, pregada por Gramsci, o ”fascismo gay” brasileiro quer também o monopólio da tortura.


Notas:

(*) Samizdat - Sistema de contrabando de manuscritos de intelectuais soviéticos para o Ocidente. Às vezes, a própria KGB estava por trás desses contrabandos, recebendo elevadas somas de dinheiro por obras proibidas na União Soviética que eram publicadas no exterior. Nesses casos, os manuscritos eram confiscados das residências dos dissidentes e remetidos ao Ocidente à revelia do autor. Em 1967, 3 livros sobre expurgos e campos de concentração tinham sido contrabandeados para o Ocidente: Tempestade de Areia, de Galina Serbryakova, A Casa Abandonada, de Lydia Chikovskaya, e Uma Jornada ao Furacão, de Evgenia Ginzburg.

(**) Guerrilheiros da pena - “Há muitas evidências de que o terrorismo revolucionário atrai pessoas de elevada educação e que o quadro discente universitário é uma das principais fontes de recrutamento” (Paul Wilkinson, in Terrorismo Político - cit. COUTO, 1984: 32). “Intelectuais” brasileiros e jornalistas espalham a mentira de que o desencadeamento da luta armada no Brasil teria sido uma resposta ao AI-5. A cronologia dos atos terroristas, perpetrados durante todo o ano de 1968, e em anos anteriores, como o atentado terrorista no Aeroporto de Guararapes, Recife, em 1966, desmente esse mito. “Quem começou o ato de violência, quem começou a fazer correr sangue nesse País, apesar do número reduzido de vítimas, foi a esquerda” (Gen Ex Leônidas Pires Gonçalves - HOE/1964, Tomo 1, pg. 90). “Betinho - esse célebre Betinho - declarou que sabia quem havia posto a bomba: era o pessoal da AP. Não dizia os nomes, porque tinham falecido - quem pode saber? - e que ele não queria criar problemas” (idem, pg. 90-1). “A explosão jogou todos ao chão. As consequências foram terríveis. O guarda que portava a maleta fraturou a perna direita. Depois de dois meses no pronto-socorro, a perna não pôde ser salva e tiveram que amputá-la. (...) Os demais também sofreram ferimentos gravíssimos. O Doutor Haroldo Collares, que se encontrava à minha frente, recebeu uns duzentos cacos de vidro no corpo. A bomba dentro da maleta estava calçada com jornal e envolvida com cacos de garrafa de cerveja e outros de cor marrom. Já o jornalista Edson Régis, que se encontrava à minha direita, recebeu fortíssimo impacto de estilhaços de ferro na altura do abdômen, atingindo-lhe as vísceras. No hospital, não resistiu e veio a falecer por volta de uma da tarde. Quanto a mim, os ferimenos foram todos no lado esquerdo do corpo: na perna – o mesmo que o guarda recebeu na perna direita -, nos dedos da mão e na nádega. Os piores foram a fratura exposta do fêmur e a perda dos dedos da mão esquerda. (...) O Almirante Nelson Gomes Fernandes, que se encontrava um pouco distante, fora do saguão, olhando para o pátio das aeronaves, recebeu na nuca, como se fosse um tiro, o bujão da bomba e caiu já morto” (Gen Div Sylvio Ferreira da Silva - HOE/1964, Tomo 15, pg. 120-1). “A verdade é que já em 1961, com a adoção do emprego da luta armada por parte de algumas organizações comunistas, dentre eles o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), muitos militantes foram enviados a campos de instrução de países como a China, Cuba, Argélia, Albânia e outros, para realizarem cursos de guerrilha e de ações de terrorismo” (Cel Aluisio Madruga de Moura e Souza - HOE/1964, Tomo 15, pg. 354). Leia, de minha autoria, 1968: 40 anos do AI-5, disponível na internet.

 
Bibliografia:


AUGUSTO, Agnaldo Del Nero. A Grande Mentira. Bibliex, Rio, 2001.

     FONTOVA, Humberto. O verdadeiro Che Guevara - E os idiotas úteis que o idolatram. É Realizações, São Paulo, 2009.

GHIRELLI, Antonio. Tiranos - De Hitler a Pol Pot: Os homens que ensanguentaram o século 20. DIFEL, Rio, 2003 (Tradução de Giuseppe D’Angelo& Maria Helena Kühner).

GUTIERREZ, Pedro Juan. Trilogia Suja de Havana. Companhia das Letras, São Paulo, 1999 (Tradução de José Rubens Siqueira).

JOHNSON, Paul. Tempos Modernos - O mundo dos anos 20 aos 80. Bibliex e Instituto Liberal, Rio, 1994 (Tradução de Gilda de Brito Mac-Dowell e Sérgio Maranhão da Matta).

MOTTA, Aricildes de Moraes (Coordenador Geral). História Oral do Exército - 1964 - 31 de Março - O Movimento Revolucionário e sua História. Tomos 1 a15. Bibliex, Rio, 2003.
 
 


 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Comissão da Verdade ou Comando Vermelho de Dilma Rousseff?

Monumento às vítimas da Intentona Comunista
Praia Vermelha, Rio de Janeiro



Comisão da Verdade ou Comando Vermelho
de Dilma Rousseff?

Félix Maier

A Comissão Nacional da Verdade, totalmente inconstitucional por driblar a Lei da Anistia e revanchista por ter entre seus membros apenas pessoas de esquerda (inclusive uma advogada que defendeu Dilma Rousseff em seus tempos de terrorista), que irão tratar apenas de um lado da questão, assassinando a história do terrorismo no Brasil, me faz lembrar o livro 1984, de George Orwell e seus "Esquadrões de Reescritores". O general Maynard Marques de Santa Rosa classificou a Comissão como sendo uma Comissão da Calúnia, afirmação que lhe custou o cargo de Chefe do Departamento-Geral do Pessoal.Eu prefiro chamar a revisionista Comissão da Verdade (CV) de Comando Vermelho de Dilma Rousseff.

A lei nº 12.528, que criou o Comando Vermelho, diz que tem como finalidade"examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período fixado no art. 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional". Apesar de a finalidade, no papel, sugerir que o trabalho do Comando Vermelho seja amplo, abordando os dois lados da questão, os integrantes do Esquadrão de Reescritores (7 membros, o número da mentira) já afirmaram em público que somente serão levantadas as violações perpetradas pelos agentes do Estado, principalmente integrantes das Forças Armadas, deixando de lado os assassinatos, sequestros, torturas, assaltos a bancos e casas d'armas praticados por grupos terroristas, a exemplo da VAR-Palmares de Carlos Lamarca e Dilma Rousseff.

Ives Gandra da Silva Martins, in “OsBorgs e a Comissão da Verdade”, afirma: “Os Borgs representam as ditaduras ideológicas, que não admitem contestação e que procuram dominar os povos, eliminando as oposições e as verdadeiras democracias. (...) Não creio que a Comissão da Verdade venha auxiliar muito este seu projeto [da presidente Dilma Rousseff], na medida em que, sobre relembrar fantasmas do passado e rememorar dolorosos momentos de uma história em que militares e guerrilheiros torturaram e mataram, tende a abrir feridas e acirrar ânimos. (...) Sou favorável a que os historiadores - e não os políticos - examinem, pela perspectiva do tempo, o ocorrido naquele período, pois não são os políticos que contam a história, mas aqueles que se preparam para estudá-la e examinam-na, sem preconceito ou espírito de vingança”.

Que moral têm os políticos petralheiros e patrulheiros, com apenas 4% de aprovação popular, segundo o Ibope, para reescrever a história recente do Brasil, de modo a diabolizar as Forças Armadas, as quais têm cerca de 70% de apoio da população brasileira? Que moral têm a esquerda armada brasileira, terrorista e assaltante de bancos ontem, assaltante dos cofres públicos hoje, para vilipendiar as Forças Armadas, as quais livraram o Brasil de se transformar em uma Cuba continental?

O Comando Vermelho não irá apurar nada de novo, apenas reescrever um tema já antigo, abordado inicialmente por D. Evaristo Arns, na contrabandeada obra Brasil: Nunca Mais!, cujos dados sigilosos foram surrupiados de órgãos públicos, à margem da lei. Outro livro que abordou o assunto do governo militar foi Direito à Memória e à Verdade - Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, de 2007, que também trata os terroristas como heróis e os militares como bandidos. Na mesma época, o governo petista criou o site Memórias Reveladas, onde se pode comprovar o maniqueísmo rasteiro esquerdista, pois nesse endereço eletrônico só constam links para órgãos esquerdosos, como a petista Fundação Perseu Abramo, o Grupo Tortura Nunca Mais/SP, o Acervo LEG - Luiz Eduardo Greenhalgh, deixando de lado sites importantes como Mídia Sem Máscara, Ternuma e A Verdade Sufocada, e olvidando, de propósito, obras de valor histórico escrito por militares, como o ORVIL,A Grande Mentira, do general Agnaldo Del Nero Augusto, e A Verdade Sufocada, do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Há um dito que diz que “a mentira é como carvão; quando não queima, suja”. O objetivo do Comando Vermelho de Dilma Rousseff é queimar a História recente do Brasil e sujar os nomes dos militares que combateram os terroristas. “A memória do que se passou nos últimos quarenta anos está sendo totalmente apagada, caricaturada, recontada, reescrita, safenada, já fizeram ‘o diabo’ com essa história”(Otto Maria Carpeaux -História Oral do Exército/1964, Bibliex, 2003, Tomo 3, pg. 102). Enganando a sociedade, a esquerda tenta seguir a máxima de Aristóteles Onassis: “Não ser descoberto na mentira é o mesmo que viver na verdade”. O que dizer sobre essa neurose da esquerda, de tentar modificar sua biografia, destruindo o passado? Freud explica: “O passado rejeitado volta com redobrada força”. Por que perpetuar esse conflito com o passado? É Hitler que responde: “Deve-se permitir que as pessoas entrem em atrito mútuo. O atrito produz calor, e calor é energia”.

Ainda lembrando Orwell, a campanha midiática "Dois Minutos de Ódio", de 1984, foi transformada por Dilma Rousseff em "Dois Anos de Ódio contra os Militares". (O trabalho do Esquadrão de Reescritores terá dois anos de duração.) A mídia, com suas várias caixas de ressonância, não se fez de rogada ao chamado do Comando Vermelho para promover a desinformação e dá destaque, diariamente, aos “anos de chumbo” e aos “torturadores”, assim como o Petistério Público, que pretende arrancar dinheiro dos coronéis Ustra e Curió, já que não conseguiu colocá-los na cadeia. Serão dois longos anos de ódio sistemático às Forças Armadas, dentro do princípio maniqueísta de louvação da bandidagem terrorista e demonização das Instituições que no passado derrotaram a peste vermelha. Os revanchistas não irão sossegar enquanto não modificarem a Lei da Anistia, para colocar militares na cadeia, como visto na Argentina, no Chile e no Uruguai. Uma das mais ferozes defensoras da mudança da Lei é a deputada Luiza “La Pasionaria” Erundina, que coordenou um seminário internacional sobre a Operação Condor.

É importante lembrar que a criadora do Comando Vermelho, a presidenta Dilma Rousseff, também é comandanta-em-chefa das Forças Armadas, as quais ela deveria respeitar e não destilar seu ódio e sua patifaria sem limites.

Como se pode ler no texto do JB Online, Claudio Fonteles, ex-Procurador Geral da República e integrante da Comissão da Verdade, promoveu uma audiência na Assembleia Legislativa de Goiás, em Goiânia, no dia 12/7/2012.

Já que o Brigadista Claudio Fontelles se dirigiu a Goiás, proponho que leia os verbetes abaixo (que farão parte de meu livro A LÍNGUA DE PAU - Uma história da intolerância e da desinformação), junto com os outros 6 companheiros da Brigada de Reescritores tupiniquim, para que tome conhecimento da subversão comunista promovida naquele Estado, desde 1961, portanto, muito antes da Contrarrevolução de 31 de Março de 1964, que foi desencadeada exatamente por isso: evitar a comunização do Brasil nos moldes da Cuba de Fidel Castro.

Vamos aos verbetes:

Brigadas Médicas - Junto com as “brigadas militares”, para apoio a guerrilhas e regimes afinados com Havana, especialmente na África, Fidel Castro enviava profissionais para prestação de serviços médicos a países como Angola, Moçambique, Congo (com a presença de Che Guevara), Argélia, Iêmen, Iraque, Síria, Tanzânia, Etiópia, Vietnã, Guiné-Bissau, Afeganistão, Madagascar, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Benin, Serra Leoa, Somália, Guiné Equatorial, Eritreia. Em 1961, o comandante (cubano) Almeijeiras morreu na Guerra da Argélia, contra a França. Na guerra árabe-israelense de 1967, militares cubanos pilotaram jatos e tanques, que partiram da Síria para atacar Israel. Durante 10 anos, o regime de Fidel Castro treinou tropas em Cuba e na África, como as tropas do PAIGC e guerrilha do MPLA (desde 1963/64). Em Angola, Cuba chegou a desdobrar, em uma única oportunidade, cerca de 50.000 soldados, que combateram ao lado do MPLA contra a UNITA (no total, Fidel enviou 300.000 soldados a Angola). “Ochoa era comandante das tropas especiais, formada pela elite do exército cubano. Lutou na Nicarágua, Etiópia e principalmente em Angola. Foi responsável pelo milionário contrabando de ouro e diamantes para seu país. Depois da queda do muro de Berlim, os serviços secretos norte-americanos detectaram que havia uma conexão entre o tráfico de drogas e o governo de Cuba. Fidel não pensou duas vezes. Mandou prender e fuzilou o general Ochoa que apenas cumpria suas ordens para ficar bonito na fita dos gringos”(Paulo de Tarso Venceslau, “30 Moedas”, site Jornal Contato, acesso em 13/5/2011). Em 1973, Fidel Castro voltou a enviar pilotos para a Síria, para combater os israelenses na Guerra do Yom Kippur. Na América do Sul, o apoio de Fidel Castro foi ostensivo ao Chile do governo marxista de Salvador Allende, a quem enviou toneladas de armas, e ao Peru, durante o governo esquerdista Velasco Alvarado, que tinha assessoria do brasileiro Darcy Ribeiro. No Brasil, em 1961, já havia cubanos ensinando táticas de guerrilha no interior do País, como em Pernambuco, Acre, Goiás, Bahia e Minas Gerais. Hoje, há brigadas médicas (e arapongas) cubanos no governo “bolivariano” de Hugo Chávez, na Venezuela, e no governo boliviano de Evo Morales, quero dizer, Evo Cocales.

Declaração de Goiânia - Em outubro de 1961, Leonel Brizola e Mauro Borges, governador de Goiás, lançaram em Goiânia a Frente de Libertação Nacional. Brizola almejava ser o Fidel Castro sul-americano e, para isso, tinha necessidade de um braço armado para apoiá-lo. Após a Contrarrevolução de 1964, Fidel escolheu Brizola para ser o líder da revolução na América Latina.

FLN - Frente de Libertação Nacional: lançada por Leonel Brizola e Mauro Borges, Governador de Goiás, um mês após a posse de Jango, que ocorreu no dia 7/9/1961. A Frente enfatizava a ação “exploradora” dos capitais estrangeiros e a necessidade de nacionalização de empresas e efetivação da reforma agrária. Nacionalista, o “Manifesto de Goiânia” proclamava que “não seremos colônia dos EUA, nem satélite da URSS”. Compareceram ao ato o Prefeito de Recife, Miguel Arraes, os deputados Francisco Julião, Barbosa Lima Sobrinho e outros esquerdistas. Brizola, com anseios de se tornar o Fidel Castro sul-americano, pretendia criar um grupo armado, o que levou o jornal New York Timea considerá-lo a maior ameaça aos interesses dos EUA depois da Revolução Cubana. Com o major do Exército (cassado), Joaquim Pires Cerveira, durante o período de governo militar, agregou remanescentes do MR-26, promovendo ações terroristas no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, em conjunto com a ALN e a VPR. A FLN foi extinta em 1970, com a prisão de Cerveira.

Folhetos cubanos - Eram disseminados no Brasil pelo Movimento de Educação Popular (MEP), durante o Governo de João Goulart, e serviam de inspiração às Ligas Camponesas, de Francisco Julião, e aos Grupos dos Onze (G-11), de Leonel Brizola. Desde 1961, os comunistas passaram a comprar várias fazendas em Pernambuco, Bahia, Acre, Goiás e Minas, para servirem de centros de guerrilha. Isso prova que o idioma de pau cubano (o comunismo), de inspiração soviética, tentou se estabelecer no Brasil antes da Contrarrevolução de 1964.

G-11 - “Os chamados Grupos dos Onze Companheiros - simplificadamente, Grupos de Onze ou Gr-11 - e também conhecidos como Comandos Nacionalistas, foram concebidos por Brizola no fim de 1963. Tomando por base a formação de um time de futebol, imagem de fácil assimilação e apelo popular, Brizola pregava a organização de pequenas células - cada uma composta de onze cidadãos, em todo o território nacional - que poderiam ser mobilizados a seu comando”(Mariza Tavares, in Grupo dos 11: O braço armado de Brizola. Leia o texto completo em http://www.fiquealerta.net/2011/03/grupo-dos-11-o-braco-armado-de-brizola,html?spref=bl). A exemplo do que hoje faz o MST, o G-11 pretendia utilizar mulheres e crianças como escudos civis. Os G-11 seriam o embrião do Exército Popular de Libertação (EPL). “Entre 19 e 25 de outubro de 1963, Brizola lançou, oficialmente vamos dizer assim, os seus ‘grupos dos onze’, organizações que, de acordo com a sua orientação, deveriam considerar-se em revolução permanente e ostensiva. (...) Era uma imitação chula das instruções da guarda vermelha bolchevique”(Gen Div Del Nero -História Oficial do Exército/1964- HOE/1964 - Bibliex, 2003, Tomo 5, pg. 100). Um documento do Grupo afirmava que os G-11 seriam a “vanguarda do movimento revolucionário, a exemplo da Guarda Vermelha da Revolução Socialista de 1917 na União Soviética”.(Prova a ignorância de Brizola, pois em 1917 havia apenas a Rússia, não a URSS.) Quando ocorreu a Contrarrevolução de 1964, havia centenas desses Grupos espalhados em todo o País e tinham como missão eliminar fisicamente todas as autoridades do Brasil - civis, militares e eclesiásticas, como se pode ler nas “Instruções secretas” do EPL e seus G-11, no item 8, “A guarda e o julgamento de prisioneiros”: “Esta é uma informação para uso somente de alguns companheiros de absoluta e máxima confiança, os reféns deverão ser sumária e imediatamente fuzilados, a fim de que não denunciem seus aprisionadores e não lutem, posteriormente, para sua condenação e destruição”(A Grande Mentira, do Gen Del Nero Augusto, Bibliex, 2001, pg. 112). “Posso dizer que as ‘Ligas Camponesas’ e os ‘grupos dos onze’, na verdade, foram blefes. Eram usados pela imprensa, faziam estardalhaço, mas sentir a existência... a ação... Não houve nenhuma, absolutamente. Apenas no interior de Goiás foram apreendidos uns caixotes com armas que eram destinados ao ‘grupo dos onze’, mas o pessoal fugiu e nunca mais apareceu. Havia um oficial amigo do Jango, coronel Seixas, responsável pela repressão, e que, ao invés de mandar aquelas armas para o Exército, enviou para a Presidência da República. As armas tinham vindo de Cuba”(Coronel Renato Brilhante Ustra -HOE/1964, Tomo 5, pg. 256). Ainda obre os G-11, leia os documentos secretos. Leia, de minha autoria, Brizola, o último dos maragatos.

Manifesto de Agosto - Em agosto de 1950, o PCB lançou um documento, conhecido como “Manifesto de Agosto”, que “traçava uma linha revolucionária para o Partido”, nos moldes da ANL, inspirado no sucesso da Revolução Chinesa, em Out 1949. O PCB incitou posseiros à luta, para desencadear a revolução, especialmente em Porecatu, Norte do Paraná, em Capinópolis (Triângulo Mineiro) e na Região de Trombas do Formoso, GO. Liderado por José Porfírio e infiltrado pelo PCB, o movimento camponês criou em Goiás um “território livre de 10 mil km², com governo paralelo e milícias armadas, sob a égide de uma constituição própria que definia o estado como popular e socialista”(AUGUSTO, 2001: 58 e 59). “Conclamava vários segmentos sociais a formar uma ampla ‘Frende Democrática de Libertação Nacional’, uma réplica da Aliança Nacionional Libertadora, um dos instrumentos de que havia se utilizado no episódio da Intentona Comunista de 1935. Pregava igualmente a constituição de um Exército Popular de Libertação Nacional”(Gen Del Nero -HOE/1964, Bibliex, 2003, Tomo 5, pg. 93).

Movimento Popular de Libertação - No início de 1966, na Argélia, Miguel Arraes e vários correligionários (os irmãos Sílvio e Marcos Correia Lins, o advogado Djaci Florêncio Magalhães, o ex-Ministro Almino Afonso, Roberto las Casas, o ex-padre Rui Rodrigues da Silva e Piragibe Castro Alves) se reuniram para criar uma frente “anti-imperialista” no Brasil. Em abril de 1966, por ordem de Arraes, retornaram ao Brasil Marcos Correia Lins e Piragibe Castro Alves, levando cartas para políticos de oposição, como o ex-Governador Mauro Borges e o deputado federal Márcio Moreira Alves. O motivo era arregimentar os descontentes com a Contrarrevolução de 1964. Em 12/5/1968, em São Paulo, foi realizada a reunião de fundação do MPL, com a participação de Márcio Moreira Alves, Frei Chico, Marcos Correia Lins, Miguel Newton (primo de Arraes), Djaci F. Magalhães, Piragibe C. Alves, Raimundo Monteiro Alves Afonso (irmão de Almino Afonso) e os metalúrgicos Vitalbino Ferreira de Souza e Joaquim Arnaldo de Albuquerque. Segundo Luís Mir, o MPL foi fundado no dia 13/5/1967, na fazenda do ex-deputado Márcio Moreira Alves, em Santa Luzia, MG. A 1ª fase do MPL seria a unificação das oposições ao Governo Federal e a 2ª fase seria o desencadeamento da luta armada. O MPL estabeleceu contatos com o PCB (Luís Ignácio Maranhão Filho e Ercildo Pessoa), com a AP (Marcos Arruda) e com os frades dominicanos ligados a Marighela. Outro alvo do MPL era estabelecer contato com José Porfírio, da Guerrilha de Trombas e Formoso, GO, que o MPL julgava capaz de desencadear uma guerrilha rural em extensa área a leste do rio Tocantins, nos Estados de Goiás e Maranhão. Devido à dificuldade de arregimentar quadros, Arraes fundou com Bayard Boiteaux e Márcio Moreira Alves a Frente Brasileira de Informações (FBI),em Paris. O MPL não prosperou, mas a FBI alcançou seus objetivos de difamar os governos militares do Brasil.

ULTAB - União dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas do Brasil: fundada em 1957 pelo PCB, o para movilizar os camponeses em torno do Plano de Reforma Agrária. De 15 a 17/11/1961, realizou o I Congresso em Belo Horizonte, MG. Teve suas principais bases em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, porém,obteve seu maior sucesso em Goiás, onde o movimento tomou as cidades de Trombas e Formoso, e só foi desmobilizado em 1964 pelos militares.

Conheça o arsenal bélico do grupo terrorista VAR-Palmares, de Carlos Lamarca e Dilma Rousseff clicando em http://www.wirelessbrasil.org/bloco_cidadania/2011/abril/abr_14b.html

Acesse o blog Wikipédia do Terrorismo no Brasil e conheça a ficha criminal dos honoráveis terroristas que hoje comandam os destinos de nossa Pátria.


Dilminha Bang Bang e a Comissão da Revanche:
uma vez terrorista, sempre terrorista


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