quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

UnoAmérica: Em defesa da democracia na América Latina

UnoAmérica: Em defesa da democracia na América Latina

Félix Maier

Mídia Sem Máscara - 19 Maio 2009
Internacional - América Latina

Que tal pôr a mão na massa para não deixar morrer a democracia em nosso continente?

A UnoAmérica poderá vir a ser, na América Latina, o embrião do que foi o IPES para o Brasil no século XX, para combater o comunismo que muitos diziam estar extinto. Assim como as esquerdas estão cada vez mais unidas e fortes em toda a América Latina, já era necessário que fosse formado um grupo, também internacional, que tenha condições de contrapor-se aos planos estratégicos do Foro de São Paulo, que é a comunização de toda nossa região.

O IPES, a CAMDE, o IBAD e as Forças Armadas formaram a base quadrangular político-econômica da Contra-Revolução de 1964, e que deu sustentação aos governos militares. Convém notar que FHC, através do CEBRAP, pavimentou sua ascensão à presidência da República, como afirmou Sebastião Nery em Os filhos de 64. No poder, FHC iniciou o revanchismo contra as Forças Armadas, com a criação da espúria "Comissão de Mortos e Desaparecidos", uma ação entre amigos que ao final do governo Lula deverá atingir cerca de R$ 5 bilhões em indenizações, muitas delas milionárias. Irmão siamês do PT, o PSDB não se opôs à eleição e à reeleição de Lula, seja com José Serra, seja com Geraldo Alckmin. O projeto de Lula começou com a detonação do governo Collor, um verdadeiro golpe de Estado branco, iniciado com a "campanha pela ética" de Herbert de Souza, o Betinho, antigo pombo-correio dos dólares enviados por Fidel Castro a Brizola - e hoje sabemos muito bem como é a ética do governo dos petistas (a "cuética" - a ética das cuecas forradas de dólares e euros). No entanto, pouca influência na eleição de Lula teve o IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), fundado por Betinho. Lula venceu pelo cansaço, depois que foi feita uma flambada de marketing em sua estampa. Uma das principais obras de Lula foi continuar o revanchismo contra os militares, tendo o coronel Ustra como seu principal factóide, farsa essa que é alimentada diariamente na imprensa por Tarso Genro e Paulo Vannuchi, com proposta de mudança na Lei da Anistia, de modo que favoreça apenas aos interesses esquerdistas de antigos terroristas. Para apoio à UnoAmérica, deve-se buscar a ajuda de partidos políticos brasileiros que defendam a descentralização administrativa, de modo a tornar mais fortes os Estados e os Municípios, uma necessidade premente para emancipar essas unidades administrativas, hoje reféns de Brasília. Atualmente, o poder no Brasil só é federativo no nome, pois se trata de um poder central, nacional, imperial, de modo que o presidente da República tem poderes de um monarca. Essa situação é agravada nestes tempos em que viceja o fascismo de fato no País, com os "filhos da loba" e os "balilas" representados pelas hostes falangistas de Lula, quais sejam: CUT, MST ("braço armado do PT") e demais movimentos campesinos/sem-teto/favelas, Força Sindical, UNE, PCdoB, Funai, Incra, CPT, a CNB do B (no dizer de Meira Penna), movimentos indígenas e quilombolas, além de todo o tecido social impregnado de idéias socialistas, especialmente nas escolas, nas universidades e no meio cultural. Que tal pôr a mão na massa para não deixar morrer a democracia em nosso continente? Perdemos uma oportunidade de ouro para marcar posição durante a visita de Raúl Castro a Brasília, dia 18/12/2008. Por que não mandamos confeccionar algumas faixas para abrir na frente do Itamaraty, como "Cuba libre!", "Fuera Castro!", "Abaixo a ditadura cubana!"? Nenhuma sapatada? Somos todos uns bundões. Aliás, sugiro que para o próximo carnaval façamos uma música para cantarmos nas ruas: "Nós, os merdinhas, somos os maiorais... E assim seguimos, desde outros carnavais"...

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Do Arquivos I - Uma história da intolerância, de minha autoria, já disponível no site Usina de Letras:

IPES - Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais: fundado em 1961 no Rio de Janeiro pelo coronel Golbery e um grupo de empresários anticomunistas, dispostos a readequar e a reformular o Estado brasileiro, hoje está extinto. Tinha por objetivo criar barreiras intelectuais contra a propagação das idéias marxistas durante o Governo de João Goulart. Promovia Estudos de Problemas Brasileiros para os Governos Militares pós-1964.O IPES, o IBAD, a CAMDE e as Forças Armadas formaram a base quadrangular decisiva para o desencadeamento da Contra-revolução de 31 de março de 1964, contra Jango, em sua política de implantar a “República Sindicalista” no Brasil.O IPES passou a existir oficialmente no dia 29 Nov 1961 (Jânio Quadros havia renunciado em agosto do mesmo ano). O lançamento do IPES foi recebido favoravelmente por diversos órgãos da imprensa, como o Jornal do Brasil, O Globo, O Correio da Manhã e Última Hora. Contou com a aprovação do Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Jayme de Barros Câmara. Além do Rio e de São Paulo, o IPES rapidamente se expandiu até Porto Alegre, Santos, Belo Horizonte, Curitiba, Manaus e outros centos menores. O IPES foi formado pelo trabalho do empresário de origem americana, Gilbert Huber Jr., do empresário multinacional Antônio Gallotti, dos empresários Glycon de Paiva, José Garrido Torres, Augusto Trajano Azevedo Antunes, além de serviços especiais de oficiais da reserva, como o general Golbery do Couto e Silva. Sandra Cavalcanti era uma das mais famosas conferencistas do IPES. As sementes do IPES (assim como do IBAD e do CONCLAP) foram lançadas no final do Governo JK, cujos excessos inflacionários geraram descontentamento entre os membros das classes produtoras do país, e durante a Presidência de Jânio Quadros, em cujo zelo moralista eles depositaram grandes esperanças.O IPES produziu em torno de 8 filmes, para alertar os desmandos do Governo Goulart, como a ameaça comunista; os cineastas eram Jean Mazon e Carlos Niemeyer. Um escritor de peso do IPES foi José Rubem Fonseca, autor de Feliz Ano Novo; segundo Fonseca, o “IPES buscava mobilizar a opinião pública no sentido do fortalecimento dos valores democráticos” (Del Nero, op. cit.). [*]O IPES participou também de operações internacionais, que ajudaram a derrubada de Salvador Allende, no Chile, e do general Juan Torres, na Bolívia (em Agosto de 1971, o general Hugo Banzer tomou o poder).Entidades congêneres do “Complexo IPES/IBAD”:1) México: Centro de Estudios Monetarios Latinoamericanos – CEMLA; Centro Nacional de Estudios Sociales - CNES; Instituto de Investigaciones Sociales y Económicas – IISE;2) Guatemala: Centro de Estudios Económico-Sociales – CEES;3) Colômbia: Centro de Estudios y Acción Social – CEAS;4) Equador: Centro de Estudios y Reformas Económico-Sociales – CERES;5) Chile: Instituto Privado de Investigaciones Económico-Sociales – IPIES;6) Brasil: Sociedade de Estudos Interamericanos – SEI; Fundação Aliança para o Progresso;7) Argentina: Foro de la Libre Empresa; Acción Coordinadora de las Instituciones Empresariales Libres.“Em 64, quando Castelo Branco organizou o Governo, a maioria dos cargos foi entregue a quem tinha ensinado ou feito cursinho no IPES. A começar por Golbery e Roberto Campos” (Sebastião Nery, in Os filhos de 64, Jornal Popular, Belém, PA, 6 Out 1995).CAMDE - Campanha da Mulher pela Democracia: criada pouco antes das eleições de 1962, sob orientação de Leovigildo Balestieri (vigário franciscano de Ipanema, Rio de Janeiro), Glycon de Paiva e o general Golbery do Couto e Silva. “Eles convincentemente argumentavam que o Exército fora minado pelo ‘vício do legalismo’, que só mudaria se ‘legitimado’ por alguma força civil, e que as mulheres da classe média e alta representavam o mais facilmente mobilizado e interessado grupo de civis” (P. Schmitter, in Interest, Conflict and Political Change in Brazil, Stanford, California University Press, 1971, pg. 447).

A CAMDE era uma organização feminina anticomunista, promoveu a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, no dia 19 Mar 1964, em São Paulo (19 de março, Dia de São José, Padroeiro da Família), reunindo 500.000 pessoas, protesto que exigia o fim da balbúrdia e da carestia durante o Governo Goulart, e que antecedeu à revolução de 31 Mar 1964. No dia 2 Abr, a CAMDE reuniu 1 milhão de manifestantes no Rio de Janeiro para agradecer a interferência dos militares nos destinos do país, ocasião em que Aurélia Molina Bastos encerrou seu discurso dizendo: “Nós louvamos, nós bendizemos, nós glorificamos a Deus e o soldado do Brasil”. As mulheres do CAMDE de Minas Gerais ofereceram a Castello Branco, ainda antes de sua eleição, uma nova faixa presidencial, para que não usasse a tradicional, “já conspurcada pelos maus presidentes que o precederam” (O Estado de S. Paulo, 12 Abr 1964). Outras organizações femininas e grupos católicos atuantes em 1964, além da CAMDE: Liga de Mulheres Democráticas (LIMDE), (MG); União Cívica Feminina (UCF), organizada em 1962 (SP); Campanha para Educação Cívica (CEC); Movimento de Arregimentação Feminina (MAF), teve início em 1954, foi liderado por Antonieta Pellegrini, irmã de Júlio de Mesquita Filho, proprietário de “O Estado de S. Paulo”; Liga Independente para a Liberdade, dirigida por Maria Pacheco Chaves; Movimento Familiar Cristão (MFC); Confederação das Famílias Cristãs (CFC); Liga Cristã contra o Comunismo; Cruzada do Rosário em Família (CRF); Legião de Defesa Social; Cruzada Democrática Feminina do Recife (CDFR); Ação Democrática Feminina (ADF), Porto Alegre, RS.CEBRAP - Centro Brasileiro de Análise e Planejamento: Fundado pelo sociólogo Fernando Henrique Cardoso (FHC), em 1974, quando voltou de seu auto-exílio “de caviar” (no Chile trabalhou na Comissão Econômica para a América Latina – CEPAL, onde tinha um Mercedes com motorista à disposição, e na França lecionou na Sorbonne). Em 1978, o CEBRAP recebeu 180 mil dólares da Fundação Ford. O livro mais conhecido de FHC foi Dependência e Desenvolvimento na América Latina, lançado em 1967 e escrito em parceria com o sociólogo chileno Enzo Faleto, em que propunham a “teoria da dependência”. “Com ela, o senhor FHC, já àquela época, pregava o desenvolvimento do Brasil e de outros países latino-americanos sob a dependência da economia dos Estados Unidos. Esta proposta verdadeiramente herética para verdadeiros socialistas, passou quase desapercebida ou foi benevolentemente tolerada pelos seus correligionários, não somente porque ele era considerado um acadêmico teórico, mas também porque já existiam entre seus companheiros de ideologia outros que esposavam teses semelhantes, que hoje poderíamos definir como ‘teoria do desenvolvimento dependente’, embora apenas ele propusessse explicitamente que esta dependência deveria ser em relação à macroeconomia norte-americana. (...) ... essa ‘dependência subalterna’ a que seu governo conduziu o Brasil não foi um equívoco involuntário e acidental, mas sim um erro continuado, deliberado e consciente, o simples fato de que, dentre os principais tecnocratas que ele nomeou no seu 1º Mandato para implementar o chamado Plano Real (Pedro Malan, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Bresser Pereira, Eliana Cardoso e outros), vários deles integravam o grupo que participou da reunião realizada em Washington, em novembro de 1989, organizada pelo Institute for International Economics, patrocinada pelo FMI, Banco Mundial, BID e governo norte-americano, durante o qual foi realizado o estudo do diagnóstico sobre o Brasil elaborado por Eliana Cardoso e Daniel Dantas, e onde foram estabelecidas as bases teóricas do Washington Consense. Nessa mesma direção aponta o fato de que o artigo escrito por Pérsio Arrida e André Lara Resende, intitulado ‘Inertial Inflation and Monetary Reform in Brazil’, hoje considerado como uma das bases teóricas do Plano Real, foi originalmente apresentado em Washington, em dezembro de 1984, num seminário também promovido pelo mesmo Institute for International Economics que organizou o Washington Consense” (in A verdadeira ideologia de FHC, ASMIR-PR, Curitiba, 08 de dezembro de 2000).

O CEBRAP era o “IPES de esquerda”, e tinha entre seus quadros, além de FHC, intelectuais como Paul Singer, Francisco de Oliveira, Arthur Gianotti, Florestan Fernandes, Ruth Cardoso. O CEBRAP orientou a trajetória política de FHC, culminando com a Presidência da República em 1994: “Como Castelo assumiu com o IPES, Fernando Henrique assumiu com o CEBRAP” (Sebastião Nery, in Os filhos de 64, Jornal Popular, Belém, PA, 6 Out 1995).IBAD – Instituto Brasileiro de Ação Democrática, IBAD, era uma organização anticomunista fundada em maio de 1959 por Ivan Hasslocher. Ao lado dele, jovens empresários fariam parte desta organização e da sua entidade-irmã, o IPES, dois anos e meio depois. Entre eles, Gilbert Huber Jr. (Grupo Gilberto Huber - Páginas Amarelas), de ascendência norte-americana, Glycon de Paiva e Paulo Ayres Filho. O financiamento para sua criação do instituto se deu a partir de contribuições de empresários brasileiros e norte-americanos. A finalidade inicial era combater o estilo populista de JK e possíveis vestígios da influência do comunismo no Brasil. O IBAD foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigava a participação de capital estrangeiro na entidade, fato considerado ilegal [E os dólares de Cuba para Lula, isso foi um ato legal?]. No dia 20 de dezembro de 1963, o IBAD foi dissolvido pelo Poder Judiciário.[*] Livro A Grande Mentira, do general Agnaldo del Nero Augusto

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William Waack e a Intentona Comunista portuguesa

William Waack e a Intentona Comunista portuguesa

Félix Maier

Mídia Sem Máscara - 02 Maio 2009
Media Watch - Outros

É uma pena que William Waack não saiba disso. Ou não deixam que saiba, pois os meios de comunicação do Brasil, dependentes de verba publicitária oficial, não conseguem sobreviver sem fazer afagos aos atuais donos do poder, especialmente a Franklin Martins, antigo terrorista do MR-8, mentor do seqüestro do embaixador norte-americano, Charles Elbrick, e atual ministro da propaganda do governo Lula.

No dia 25 de abril, sábado, o repórter da TV Globo William Waack abordou, no Jornal Nacional, os 35 anos da Revolução dos Cravos, que, segundo ele, teria dado início à redemocratização de Portugal. Nada mais incorreto. O que é de se lamentar, tratando-se de William Waack, um jornalista sério, autor de Os Kamaradas (Cia das Letras, SP, 1993), a obra mais completa já escrita sobre a Intentona Comunista, ocorrida no Brasil em 1935.

Após o longo governo do ditador Antônio Salazar, iniciado em 1926, ocorreu, em 25 de abril de 1974, o golpe contra Marcelo Caetano, elaborado pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), composto por oficiais jovens, principalmente capitães que tinham participado das guerras coloniais, com princípio anarcossocialista, de tendência esquerdista radical. A multidão foi à rua para aplaudir o golpe, colocando cravos nos canos dos fuzis dos soldados – daí o nome “Revolução dos Cravos”. Após o golpe na Terrinha, esquerdistas do mundo inteiro acorreram a Portugal, especialmente vindos da América Latina, em busca de mais uma utopia socialista. Assim como José Serra “refugiou-se” no Chile do socialista Salvador Allende, após a Contra-Revolução brasileira de 1964, Márcio Moreira Alves, o “Marcito” do famoso discurso de 1968 na Câmara, foi um dos muitos brasileiros que se aliaram às hostes dos comunas portugueses.

Foi em Lisboa que Moreira Alves, falecido recentemente, escreveu o livro O Despertar da Revolução Brasileira (Seara Nova, Lisboa, 1974). No livro, diz Moreira Alves: "O protesto [discurso na Câmara] que escrevi era uma crítica por dentro. De um modo geral era eu simpático ao governo militar" (pg. 50). Para "Marcito", foi um alívio ver a saída de Jango, pois "achava-o oportunista, instável, politicamente desonesto... Aparecia bêbado em público, deixava-se manobrar por cupinchas corruptos... e tinha uma grande tendência gaúcha para putas e farras" (pg. 51 e 52).

Moreira Alves foi também o criador da expressão “ditabranda”, por não considerar como sendo uma verdadeira “ditadura” o período do governo dos militares que antecedeu o AI-5.
Recentemente, a Folha de S. Paulo utilizou essa expressão em um editorial, o que rendeu protestos veementes dos esquerdistas herbívoros e carnívoros de plantão, a exemplo da libélula (*) uspiana Maria Victoria Benevides.

Nos 18 meses que se seguiram ao golpe português, cujos líderes se dividiam em facções concorrentes - conservadora, moderada e marxista -, Portugal viveu um grande tumulto. Seis governos provisórios se sucederam, foram tentados golpes e contragolpes, houve greves, tomada de fábricas, fazendas e meios de comunicações. Havia a ameaça de uma guerra civil entre o Norte conservador e o Sul radical. Parecia a repetição da Rússia de 1917, com Caetano como Nicolau II e o ministro Mário Soares como Kerenski.

Porém, o Lênin da verdadeira revolução democrática portuguesa foi o pacato coronel Antônio Ramalho Eanes, que, ao invés de lançar Portugal numa ditadura marxista, no dia 25 de novembro de 1975 subjugou os radicais de esquerda nas Forças Armadas e garantiu a democracia em Portugal.

É uma pena que William Waack não saiba disso. Ou não deixam que saiba, pois os meios de comunicação do Brasil, dependentes de verba publicitária oficial, não conseguem sobreviver sem fazer afagos aos atuais donos do poder, especialmente a Franklin Martins, antigo terrorista do MR-8, mentor do seqüestro do embaixador norte-americano, Charles Elbrick, e atual ministro da propaganda do governo Lula. “Isto é uma vergonha” – como diria aquele apresentador expulso da TV Record, por fazer sistemática crítica aos petistas.

(*) Libélula – Neologismo que criei, deriva-se de Libelu - Tendência Liberdade e Luta, grupo estudantil-lambertista, que atuava na USP (Pierre Lambert foi um dos ideólogos da IV Internacional - Trotskista). O ministro da Fazenda do Governo Lula da Silva, Antônio Palocci, foi um de seus integrantes. A USP foi fundada em 1934, no Governo Armando Sales de Oliveira, e nesta, a Faculdade de Filosofia e Letras, que se tornaria, com Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso e Octávio Ianni numa das matrizes de difusão do Marxismo.

Félix Maier é militar da reserva e ensaísta, autor do livro Egito – Uma viagem ao berço de nossa civilização, Thesaurus, Brasília, 1995.

Diabólicas pelo direito de matar

Diabólicas pelo direito de matar

Félix Maier

Mídia Sem Máscara - 30 Abril 2009
Artigos - Direito

A esses grupos feministas, tão cheios de direitos, poder-se-ia perguntar: e o direito do feto, desse ser humano ainda tão frágil, em fase de crescimento, onde fica?

Em 2000, houve um embate na TV Educativa, entre Sandra Cavalcanti e uma integrante do grupo denominado "Católicas pelo Direito de Decidir". O assunto em pauta era o aborto. A moça dita "católica" pregava a livre prática do aborto, por achar que essa é uma questão que só cabe à mulher decidir. Sandra, ao contrário, fez uma argumentação tão sólida contra a prática do holocausto infantil que desmoralizou completamente a opinião simplista e farisaica da moça pró-infanticida, não deixando pedra sobre pedra a respeito do assunto, não permitindo nenhuma reação da adversária, que apenas repetia mecanicamente as palavras "direito" e "decidir", como se com isso pudesse justificar o crime que estava propondo no debate.

Invariavelmente, todos os grupos feministas pró-assassinato de fetos humanos alegam o "direito" total sobre seu próprio corpo, não levando em conta qualquer ordem moral ou social a não ser o de sua vaidade e de seu intolerante individualismo. Para não parecer crime, elas maquiavelicamente fazem um sutil jogo de palavras, substituindo "assassinato" por "aborto" e, arvorando-se no direito imperial de serem juízas de tudo, utilizam ad nauseam sempre as mesmas palavras ocas como "direito" e "decidir", que nada dizem, apenas encobrem sua compulsão de matar.

Ora, uma mulher tem direito total sobre seu corpo no que se refere a seu embelezamento, cuidar da saúde, fazer tratamento das varizes, cortar ou tingir os cabelos, colocar um vestido atraente, fazer ginástica. Tem todo o direito de decidir em dirigir um carro, de estudar, de trabalhar, de comer, de dormir, de cortar as unhas. Tem todo o direito de abrir uma cartela com pílulas anticoncepcionais, se não conseguir manter as pernas fechadas. Tem o direito de decidir se vai fazer xixi agora ou daqui a quinze minutos. Nunca, porém, tem o direito de dispor sobre a vida de um ser humano igual a ela, gerado em seu próprio ventre, expelindo o feto como se fosse um cocô.

A esses grupos feministas, tão cheios de direitos, poder-se-ia perguntar: e o direito do feto, desse ser humano ainda tão frágil, em fase de crescimento, onde fica? Qual a diferença entre um ser humano que tenha um dia, um mês ou um ano de idade? Os antigos chineses (não os carrascos infanticidas comunistas da atualidade) não estavam corretos, em sua milenar sabedoria, em contar a idade da pessoa a partir de sua concepção? Qual a diferença entre matar um feto humano e matar um menino na chamada "chacina da Candelária"? Qual a diferença entre matar uma criança com nove meses de vida, que ainda esteja no ventre da mãe, ou retirar essa mesma criança da barriga da mãe e assassiná-la friamente em cima de uma mesa?

Paradoxalmente, esses grupos, que tanto são contra a pena de morte de adultos, não têm a mínima dor de consciência em decretar a morte do mais frágil de todos os seres humanos, aquele ente pequenino que não tem nenhuma possibilidade de autodefesa, a pessoa humana mais desprotegida e inocente, que não tem nenhuma oportunidade de fazer valer seu próprio direito, o direito maior de todos: o direito à vida.

Quem acredita que o feto humano não tem vida deveria assistir ao filme "O grito silencioso", produzido pelo médico americano Dr. Bernard N. Nathanson (Cfr. http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2008/03/13/filme-the-silent-scream-o-grito-silencioso-de-dr-bernard-nathanson/). Nesse filme, antes de se iniciar o aborto, o feto levava o polegar à boca e se movia tranqüilamente dentro do ventre materno. Com a introdução do aparelho abortivo, o feto se assusta, procura fugir do perigo, debatendo-se com aflição, o pulso se eleva a 200 bpm. Quando atingido mortalmente, o feto abre uma boca horrenda e profere o grito fatal, o "grito silencioso" que dá o nome ao filme. "Aquele coração funcionava havia oito semanas e as ondas cerebrais já existiam havia seis semanas, bem como todo o restante das funções como as nossas" - comentou o Dr. Bernard.

Que grupos feministas sejam a favor do aborto, apesar da criminalidade dessa idéia, é até compreensível, pois há muitas outras atividades criminosas sendo desenvolvidas em nossa sociedade, como o tráfico de drogas e a pedofilia. Porém, quando um grupo autodenominado de "católico" ousa apresentar a prática do aborto como sendo algo compatível com a doutrina da Igreja Católica, isso já é demais. Não consta que o Papa tenha liberado a prática de tal crime. Muito pelo contrário, o Santo Padre sempre se posicionou frontalmente contra tal perversidade, exigindo dos católicos que respeitem a vida, que é sagrada por ser um dom de Deus.

Assim sendo, onde estão os bispos e padres que não se posicionam contra a mentira e o embuste desse grupo, que se apresenta como integrante da Igreja, mas que na realidade é um corpo estranho, apenas mais um cisma? Como podem ousar em denominar-se católicas se vão frontalmente contra a doutrina católica, que é extremamente, totalmente, irrevogavelmente, definitivamente contra essa prática criminosa?

Esse grupo espúrio "Católicas pelo Direito de Decidir", além de ser responsabilizado perante o PROCON, por apresentar propaganda enganosa, deveria mudar seu nome para "Católicas pelo Direito de Matar". Aliás, nem isso elas poderiam ser denominadas, porque aos católicos não é permitido promover assassinatos. Deveriam ser apenas chamadas de "Diabólicas pelo Direito de Matar", como sugere o site http://palavrasapenas.wordpress.com/2008/11/06/diabolicas-pelo-direito-de-matar/.

Teorias da Conspiração: Clube Bilderberg e Diálogo Interamericano

"Teorias da Conspiração": Clube Bilderberg e Diálogo Interamericano

Félix Maier

Mídia Sem Máscara - 07 Agosto 2009
Artigos - Globalismo

A síntese do Poder Mundial seria composta pelos "controladores", pelos agentes conscientes (lideranças político-partidárias) e agentes inconscientes. Os instrumentos de dominação seriam as ideologias, o terrorismo, diferenças raciais e regionais, o ambientalismo, o indigenismo, com incentivo aos movimentos de secessão.

Clube Bilderberg

O Clube Bilderberg (CB) foi criado entre 29 e 31 de maio de 1954, na cidade de Oosterbeckl, Holanda. Desde então, os mais importantes banqueiros, industriais, donos de comunicação, políticos, famílias reais europeias e outras personalidades se reúnem anualmente para traçar os rumos do planeta, dentro dos moldes do que seria um governo mundial secreto.O CB teria sido criado pelo príncipe Bernhard, da Holanda. As reuniões do CB seriam anuais e durariam 04 (quatro) dias e os participantes seriam convidados pelo Conselho Diretivo do Clube, com um máximo de 130 delegados, sendo 2/3 europeus e o restante dos EUA e do Canadá. Essa elite das nações ocidentais é composta de financistas, industriais, banqueiros, políticos, líderes de corporações multinacionais, presidentes, primeiros-ministros, ministros das Finanças, secretários de Estado e lideranças militares. Em 1991, Clinton teria sido enviado a Moscou pelo CB para que "enterrassem" os relatórios da KGB sobre sua juventude e suas atividades contra a Guerra do Vietnã, de modo a pavimentar seu caminho à presidência dos EUA.

O objetivo maior do CB seria a construção de uma era pós-nacionalista, na qual prevaleceriam uma economia global, um governo global e uma religião também global.

Há duas hipóteses que abordam as ditas pretensões do CB.

A primeira hipótese seria a reunião da elite econômica e política do mundo Ocidental, para fazer face ao avanço do Comunismo no século XX. Preocupado com o crescimento do antiamericanismo na Europa Ocidental, o polonês Joseph Retinger propôs uma conferência internacional - formalizada com a criação do Clube Bilderberg - em que líderes europeus, dos Estados Unidos e do Canadá, discutiriam seus problemas em comum, envolvendo representantes tanto liberais quanto conservadores (no sentido norteamericano) dos países-membros. Posteriormente, as decisões dessas reuniões seriam repassadas para o G-8 e os encontros anuais de Davos.
A outra hipótese, hoje mais propalada, vê o CB dentro do que se convencionou chamar como "teoria da conspiração", cujo movimento teria pretensões de dominar todo o planeta, estabelecendo um governo mundial, o célebre "governo sombra". Esse objetivo seria alcançado pela Organização das Nações Unidas (ONU) - onde atualmente prevalecem teses esquerdistas -, na construção de uma nova ordem mundial, com moeda, exército e religião comuns, para quebrar a espinha dorsal da soberania das nações emergentes ou subdesenvolvidas - especialmente aquelas detentoras de reservas estratégicas, como minerais, água e biodiversidade, onde o Brasil se destaca em primeiro plano. Isso seria conseguido com o trabalho das ONG - especialmente as ambientalistas -, descaracterização cultural, internacionalização dos costumes, drogas, guerras localizadas, corrupção de políticos, controle da Educação, terrorismo etc.

A síntese do Poder Mundial seria composta pelos "controladores", pelos agentes conscientes (lideranças político-partidárias) e agentes inconscientes. Os instrumentos de dominação seriam as ideologias, o terrorismo, diferenças raciais e regionais, o ambientalismo, o indigenismo, com incentivo aos movimentos de secessão. Enfim, estaria sendo empregada a guerra permanente de 5ª geração, que, no Brasil, teria como objetivo a "balcanização" da Amazônia, com a criação de inúmeras "nações indígenas", depois que forem demarcadas e homologadas todas as Terras Indígenas (TI) da região, que ocultariam imensuráveis reservas minerais e rica biodiversidade. Entre os principais atores frente à "defesa da Amazônia" estaria a realeza britânica, na pessoa do Príncipe Philip e sua ONG Fundo Mundial para a Natureza (WWF). A presença do Príncipe Charles na região, tanto no período da criação da TI Ianomâmi, quanto no da TI Raposa Serra do Sol, seria uma prova irrefutável dessa cobiça.

Junto do CB e da ONU, podem ser citados outros grupos tidos como "controladores", como o Diálogo Interamericano, a Comissão Trilateral, o Clube de Roma, o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Conselho de Relações Internacionais (Council on Foreign Relations - CFR), o Grupo dos 30, cujos objetivos seriam varrer do mapa a ideia de soberania nacional e eliminar as Forças Armadas nacionais. Não se pode esquecer o próprio Foro de São Paulo, criado em 1990 por Fidel Castro e Lula da Silva, para "recuperar na América Latina tudo o que foi perdido no Leste europeu", ou seja, transformar o mundo latinoamericano em uma nova União Soviética, tendo por modelo Cuba e o "socialismo do século XXI" do bolivarianismo de Hugo Chávez, presidente da Venezuela. A criação da União de Nações Sulamericanas (Unasul) seria o primeiro passo para atingir esse objetivo estratégico.

Diálogo Interamericano

Em 1982, o Centro Acadêmico Woodrow Wilson, subordinado ao Congresso dos EUA, organizou três seminários em Washington para debater as repercussões da Guerra das Malvinas. Como resultado, foi criado o Diálogo Interamericano (DI), cuja ata de fundação foi subscrita, entre outros, por Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

Desde sua fundação, o DI difunde teses como soberania limitada (ou relativa) das nações, direito de ingerência e da interdependência entre as Nações. Quando FHC foi eleito presidente, a "dependência subalterna" do Brasil ao capital mundial deu-se dentro do conceito da "teoria da dependência", tese defendida por ele nos meios acadêmicos dos tempos em que ainda não pedia para "esquecer o que havia escrito". Em 1995, durante sua visita ao Brasil, o Secretário de Defesa dos EUA, William Perry, declarou ao jornal O Globo (06/05/1995) "que o seu governo quer que as Forças Armadas de cada país passem a ser lideradas por um Ministro de Defesa que seja civil. A liderança civil do sistema de defesa fortalece tanto a democracia quanto as próprias Forças Armadas. Nós vamos incentivar isso, assim como a idéia de que haja uma transparência cada vez maior no intercâmbio de informações militares entre as três Américas". Isso explica por que FHC atendeu prontamente o DI, criando o Ministério da Defesa, em 1999, tirando todo o poder político dos antigos comandantes das três Forças Armadas.

"FHC, nos seus governos, ainda, diminuiu fortemente os orçamentos militares, restringiu aumentos de vencimentos, sucateou as FA, cortou verbas para alimentação, diminuiu efetivos, escasseou recursos para pesquisas militares, paralisou o Programa Calha Norte, assinou o tratado de não-proliferação Nuclear, paralisou o desenvolvimento do submarino nuclear, assinou o vergonhoso acordo 505 e o acordo para o não desenvolvimento de mísseis, afastou as FA do centro das decisões nacionais e privatizou áreas estratégicas para a Defesa. O conjunto da sua obra, sem dúvida, é crime de lesa-Pátria por servir a interesses estrangeiros, prejudicando a Nação" (general Marco Antonio Felicio da Silva in O granadeiro emparedado - Cfr. texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=10598&cat=Ensaios&vinda=S).

Nova ordem mundial

Na verdade, observa-se que existem muitos grupos de interesses, além do Clube Bilderberg e do Diálogo Interamericano, que envolvem nações diversas, que se unem em acordos para preservar seus interesses políticos e comerciais. Além do G-8, da imponente força angloamericana (EUA e Reino Unido), da União Européia, outros atores de vulto surgiram nos últimos anos, como o Japão e a China, esta última à frente dos países emergentes de extensão continental, o chamado "BRIC" (Brasil, Rússia, Índia e China). O incremento do recente acordo EUA-China, iniciado durante o governo George W. Bush, dá a exata medida do que será esse gigantesco G-2 nas próximas décadas. Contrariando a doutrina da "nova ordem mundial", de George Bush (pai), que surgiu após a Guerra do Golfo (1991) e que previa a conversão maciça de nações em democracias - o mesmo "profetizado" por Francis Fukuyama em seu ensaio O Fim da História -, com a implementação da globalização, o que de fato ocorreu foi o contrário, uma volta ao tribalismo, com o esfacelamento de federações, como a União Soviética e a antiga Iugoslávia, e de países, como a então Tchecoslováquia. Até nações prósperas como a Espanha (País Basco) e o Canadá (Questão do Quebec francófono) se vêem às voltas com movimentos separatistas.

Mesmo desconsiderando as teorias conspiratórias, como as do Clube Bilderberg e do Diálogo Interamericano, não se deve esquecer das recentes doutrinas americanas que envolvem direta ou indiretamente o Brasil.

Em 24 de abril de 1975, o Secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger assinou um documento intitulado Memorando de Estudo para a Segurança Nacional n° 200. Implicações do crescimento da População Mundial para a Segurança dos Estados Unidos da América e seus interesses ultramarinos (NSSM 2000), que passou a ser conhecido como Relatório Kissinger.
Entre outras coisas, dizia tal documento:

"A assistência para o controle populacional deve ser empregada principalmente nos países em desenvolvimento de maior e mais rápido crescimento onde os EUA têm interesses políticos e estratégicos especiais. Estes países são: Índia, Bangladesh, Paquistão, Nigéria, México, Indonésia, Brasil, Filipinas, Tailândia, Egito, Turquia, Etiópia e Colômbia".

Ao Brasil o Relatório Kissinger dedica um parágrafo inteiro:

"América Latina. Prevê-se que haverá rápido crescimento populacional nos seguintes países tropicais: Brasil, Peru, Venezuela, Equador e Bolívia. É fácil ver que, com uma população atual de mais de 100 milhões, o Brasil domina demograficamente o continente; lá pelo fim deste século, prevê-se que a população do Brasil chegará aos 212 milhões de pessoas, o mesmo nível populacional dos EUA em 1974. A perspectiva de um rápido crescimento econômico - se não for enfraquecida pelo excesso de crescimento demográfico - indica que o Brasil terá cada vez maior influência na América Latina nos próximos 25 anos".

Durante o Governo de Bill Clinton, já havia uma doutrina próxima à chamada "Doutrina Bush" - que Barack Obama prometeu enterrar -, a "Doutrina Lake". Propagada em 1996 por Anthony Lake, Assessor de Segurança Nacional de Clinton, essa Doutrina estabelecia que as Forças Armadas americanas deveriam ser utilizadas em 7 circunstâncias: 1) para defender o país contra ataques diretos; 2) para conter agressões; 3) para garantir os interesses econômicos do país; 4) para preservar e promover a democracia; 5) para prevenir a propagação de armas de destruição em massa, terrorismo, crime internacional e tráfico de drogas; 6) com fins humanitários para combater a fome, desastres naturais e grandes abusos de direitos humanos; e 7) em defesa da ecologia e do meio ambiente. Não custa lembrar que os itens 5, 6 e 7 caem como uma luva para o Brasil, caso Uncle Sam chegue à conclusão de que a Amazônia está sendo devastada ("defesa da ecologia"), de que os ianomâmis estão sendo massacrados ("defesa dos 'direitos humanos' ") e de que o narcotráfico tomou conta de nosso País ("prevenção do tráfico de drogas").

Defesa Nacional

O Brasil, país de dimensão continental e riquíssimo em recursos naturais, não pode se descuidar de sua Segurança, tendo em vista a cobiça internacional, especialmente sobre os minerais e a biodiversidade da Amazônia e as riquezas ainda não-dimensionadas do petróleo na região do pré-sal. No passado recente, o País abriu mão de se tornar uma potência nuclear (Projeto Solimões) - fortíssimo argumento dissuasório -, embora tenha o domínio do processo de enriquecimento do urânio desde a década de 1980. Em pouco tempo deverá ter também o domínio da tecnologia espacial, fabricando seus próprios foguetes e satélites geoestacionários, processo retardado devido à explosão do Veículo Lançador de Satélites (VLS-1) em Alcântara, MA, ocorrida em 2003, ocasião em que morreram 21 cientistas brasileiros.

Atualmente, o Brasil está para fechar importante acordo militar com a França, no valor de 6,7 bilhões de euros, para aquisição de 4 (quatro) submarinos convencionais, a transferência de tecnologia francesa para construção do submarino nuclear brasileiro, a fabricação de helicópteros e a construção de uma base naval em Sepetiba, RJ. Com a vinda dessa "Segunda Missão Francesa" ao Brasil, presidida pessoalmente pelo presidente Nicolas Sarkozy, não será surpresa se o Brasil fechar acordo em agosto para a compra de pelo menos 36 caças Rafale, da francesa Dassault, para o projeto F-X2 da Força Aérea Brasileira (FAB), ao custo de US$ 5,4 bilhões. A proposta da Dassault inclui fabricação do Rafale no Brasil.

Com a eleição de Barack Obama, considerado menos "belicista" do que George W. Bush, há setores do Ministério da Defesa que não apoiam a compra de caças de última geração. Esses estrategistas acham que os Super Tucanos e o avião-radar RC-99, fabricados pela Embraer, são suficientes para as necessidades reais do País, o que é um erro grave para um país continental que pretende se fazer respeitar internacionalmente e ocupar assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Durante a Guerra Fria, predominavam dois blocos político-econômicos, o socialista, representado pela União Soviética, e o capitalista, presidido pelos EUA. Com o fim do império soviético, atenuou-se o perigo comunista e outras composições políticas começaram a ser feitas, como o G-20, em que os emergentes do BRIC passaram a ser também ouvidos em fóruns internacionais.
Com o fim da Guerra Fria e a ascensão da esquerda em vários países latinoamericanos, um novo "inimigo" foi identificado nos meios acadêmicos civis e militares brasileiros: os EUA. A prova mais recente disso seriam as novas bases aéreas cedidas pela Colômbia aos EUA (Malambo, Apiay e Palanquero, acrescidas às já existentes bases de Larandia e Tolemaida), depois que foi desativada a base americana em Manta, Equador. A aparente parceria Colômbia-EUA para o combate ao narcotráfico e à guerrilha teria outros fins, não declarados, como um possível ataque dos ianques contra a Amazônia ou o governo de Hugo Chávez, financiador das FARC que a Colômbia e os EUA combatem. Na verdade, tudo isso não passa de puro antiamericanismo foro-são-paulino, pois os EUA não necessitam de tais bases para atacar países sulamericanos. Os ataques, se forem feitos no futuro, seriam a partir dos porta-aviões estacionados no Pacífico, no Atlântico e no Caribe, exatamente como fizeram nos ataques contra o Afeganistão e o Iraque.
Ameaças imperialistas à parte, compete ao Brasil defender sua soberania nacional, seja na Amazônia Verde, seja na área dos 3,5 milhões de km2 da "Amazônia Azul", com destaque para as reservas petrolíferas subaquáticas. Para isso, é necessário que o País modernize rapidamente suas Forças Armadas, atualmente obsoletas.

Inicialmente, deveria ser reativado o Projeto Calha Norte, para que a região amazônica seja efetivamente integrada à nação brasileira, com a criação de vários batalhões de selva e vilarejos, onde os serviços de Educação e Saúde se fariam também presentes, além da presença dos militares que fazem a Segurança das fronteiras.

Ao mesmo tempo, urge reequipar nossas Forças Armadas, de modo que o Brasil tenha efetiva capacidade de dissuasão frente a uma possível incursão estrangeira, notadamente na Amazônia. O acordo militar Brasil-França poderá suprir, em parte, essas necessidades. Há relatos de que a França tem pretensões de se aliar militarmente ao Brasil e a países africanos e árabes, no intuito de aumentar sua força político-militar frente aos gigantes da atualidade, como os EUA, a Rússia e a China. A Cúpula América do Sul-Países Árabes (ASPA), criada em Brasília em 2005, seria o embrião dessa política de alianças.

Como se pode deduzir frente às atuais alianças políticas e militares, o mundo atual é muito mais complexo do que aquele imaginado pelos "teóricos da conspiração", que vêem no Clube Bilderberg e em outros organismos "controladores" uma grave ameaça à soberania das nações. Ao Brasil cabe a obrigação de não descuidar de sua Segurança Nacional, o que vem ocorrendo nas últimas décadas, de modo até criminoso. Se não formos capazes de defender o óbvio, que são nossas imensuráveis riquezas, tanto da Amazônia, como do pré-sal, não temos o direito de acusar conspiradores que estariam de olho nesses recursos naturais. Os culpados pela perda dessas riquezas e de nossa autonomia seríamos nós, somente nós.

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Comentários

#1 Visitante 07-08-2009 11:00
Perfeito. Meus efusivos cumprimentos. Acrescentarei no próximo comentário da semana. cel Fregapani

#2 Visitante 07-08-2009 12:32
Claro, são só "teorias de conspiração". Enfim: nada mais imbecil do que duvidar do que os próprios olhos vêem e passar a acreditar em fábulas. Na visão de alguns a única "teoria de conspiração" automaticamente aceita é a de que os "Estados Unidos" e a "CIA" conspiram para dominar o Brasil e o mundo. Ai, essa sim, é perfeitamente plausível e aceitável. A diferença entre isso e o que os comunistas acreditam é mínima para não dizer nenhuma. Fora Estados Unidos: bem vindos russos, chineses, muçulmanos, franceses... Ou seja: a velha lorota do "imperialismo yankee". Não existe imperialismo russo, a KGB acabou, o sionismo não existe, famílias bancárias internacionais não existem (Rothschilds? Já ouviram falar alguma vez?), a ONU não existe, não existe imperialismo chinês, enfim, o que dizer mais? É tanta burrice e tanta covardia que não há mais o que dizer, apenas lamentar sobre a velha patética e já fracassada idéia cultivada nas bolorentas academias militares brasileiras. Ler esse artigo é como dar a descarga no próprio cérebro. Ao invés de reconhecer que foram burros, insistem no mesmo remédio por pura covardia e orgulho. O Exército brasileiro vem descendo de grau em grau desde que ajudou a derrubar a monarquia. De capachos da maçonaria passaram a capachos das comunistas. O fim do poço parece não ter fim. Concederam "anistia" aos seus piores inimigos, aos maiores inimigos do povo brasileiro, os comunistas, ajudaram a instaurar a atual república dominada por maçons e banqueiros sionistas mais de cem anos atrás num golpe que jogou o país num redemoinho interminável de atraso moral e fracasso sem fim. Vocês jamais foram defensores do povo brasileiro. Se realmente fossem defensores do povo brasileiro não teriam cedido anistia para os maiores criminosos da história desse país, não teriam consentido em desarmar o povo brasileiro, não teriam trucidado Canudos cujo único "crime" na visão de vocês era ser um vilarejo cristão. No final, hoje, vocês junto com os comunistas são cúmplices morais do regime mais genocida da história. Vocês são covardes, fracassados, prostitutas da maçonaria, ajoelham-se para os comunistas e vão acabar batendo continência para Hugo Chávez e Fidel Castro. Eis o seu destino militares brasileiros.

#3 Visitante 08-08-2009 12:19
Caro Félix Maier, Concordo com tudo que está escrito no seu artigo, mas não com a diminuição da possibilidade da utilização das bases americanas para fins imperialistas voltados contra o Brasil. Não penso ser isso anti-americanismo, mas simplesmente a constatação de que há forças poderosas que por vezes conseguem instrumentalizar a política externa deste nobre país. Os objectivos do povo americano estão enumerados na sua constituição, mas esta é muitas vezes violentada pela força do establishment. Diante dos factos, sou levado a crer que esta elite anglo-saxã age em conluio com os seus inimigos, mas esta não é uma aliança incondicional, afinal, todos os lados estão dispostos a se aproveitarem da fraqueza alheia. O caminho é mesmo aquele que o senhor apontou. O Brasil deve possuir forças armadas poderosas e concluir a ocupação da Amazónia. Iria até mais longe: Este processo está ligado à reconstrução do conservadorismo e do patriotismo no Brasil, coisa que se está a tentar fazer, mas também é necessário que o Brasil assuma uma postura diversa no continente, afinal, alguns dos seus vizinhos, como a Colômbia, precisam de ajuda. Se o Brasil ajudasse a Colômbia contra as FARC, os americanos lá não estariam. O Brasil cria o vácuo à sua volta que justifica a intervenção dos “players” mundiais. O ridículo dessa omissão é tanto que até a Espanha do rei socialista Juan Carlos se aproveita disso. Assim, é preciso que o Brasil, como país mais importante da região, garanta a soberania dos países do continente e não deixe que potências alienígenas aqui intervenham. Mas ainda há mais uma dificuldade. A descolonização da parte espanhola do continente deixou uma colcha de retalhos e é importante discutir a viabilidade de alguns países em serem de facto soberanos, pois estes países inviáveis poderão sempre funcionar como “Cavalos de Tróia”. Serão as três Guianas, o Panamá, a Bolívia, o Paraguai e até o Uruguai viáveis? Até hoje tenho a impressão de que a sua fragilidade, para não dizer pior, é um convite a potências estrangeiras intervirem na região sob a desculpa da ajuda ao desenvolvimento ou da defesa da soberania dos mesmos. Mas este será um assunto para um futuro que ainda não vejo chegar. Cumprimentos, Carlos Velasco

#4 Visitante 17-08-2009 12:37
Caro Velasco, Os EUA não precisam de bases na Colômbia ou em outro país sul-americano para um ataque contra o Brasil. Se tal ataque algum dia vier a ocorrer, ele pode ser feito a partir de porta-aviões estacionados no Atlântico ou no Caribe. Att, F. Maier

#5 Visitante 19-08-2009 12:36
O que se constata são os responsáveis pela segurança, unidade, interesses e desenvolvimento da Nação Brasileira, se preocuparem mais com ações demagógicas em detrimento da grande parcela do povo, em todos os quadrantes da Nação, onde sofrem pela falta de educação de qualidade, segurança e saúde. Todos que nascem ou optam pela nacionalidade são brasileiros, independente das origens de seus antepassados. As castas administrativas promovem ações afrontando a Nação, como se esta fossem terras para filantropias, pois, provavelmente, vivem ou viveram no exterior, ignorando a moralidade e o civismo do povo brasileiro. A não observância da ética, moralidade publica e civismo, nos leva a suspeitar de uma incompetência, traições ou conspiração, numa versão atualizada da Guerra do Ópio, episódio em que o Império Britânico do Século 19, vitorioso nas Guerras Napoleônicas, impôs a uma China de joelhos o consumo da droga,a promiscuidades,ao descrédito e a capitulação colonial, no âmbito da estratégia voltada a enfraquecer uma Nação. A China sabe o que é ser subserviente, sendo explorada pelos ingleses e invadida pelo Império Japonês e se não tivesse revertido tal situação, com o poderia militar que ora ostenta, seria uma nação enfraquecida e divida. Se constata que mudaram os sistemas de intromissões e espionagens como de carater ambientais, ajuda humanitarias e até atraves de inocentes reportagens turistas para revistas,conforme um jornalista de uma revista internacional de assuntos geograficos declarou ter feito espionagens sobre minerais nos paises em que trabalhou.Entre nações existem interesses e governos competentes por eles devem nortear seus atos para o beneficio de todos.

Memórias Ocultadas: Governo petista ao lado do terrorismo

25/06/2009

Memórias Ocultadas: governo petista ao lado do terrorismo

Félix Maier - Memórias Ocultadas

Brasília, 18/5/2009

À Coordenação de Memórias Reveladas, Arquivo Nacional:

Observei que entre as fontes de referência de Memórias Reveladas, do Arquivo Nacional, estão a Fundação Perseu Abramo e o Movimento Tortura Nunca Mais. Seria ótimo e, principalmente, mais objetivo, se os Srs. também incluissem o Movimento Terrorismo Nunca Mais (Ternuma) e A Verdade Sufocada, para que os brasileiros obtivessem informações mais amplas e, em consequencia, mais confiáveis. Postar informações provenientes apenas de organizações esquerdistas e ignorar solenemente o sério trabalho realizado pelo Ternuma e A Verdade Sufocada provam que o objetivo maior desse site governamental não é prestar informação correta, mas apenas realizar propaganda ideológica de antigos terroristas. O que é uma vergonha atroz, pois não há o mínimo de respeito pela História recente do País.

Como essa iniciativa partiu de antigos terroristas, como Tarso Genro e Paulo Vanucchi, que querem reformular a Lei da Anistia, de modo a processar apenas militares tidos como "torturadores", deixando de fora os "terroristas", não era de se esperar outra coisa. Terrorista uma vez, terrorista sempre!

Terrorismo Nunca Mais,

Félix Maier

Contato: Memórias Reveladas - Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil (1964-1985) Arquivo Nacional - Coordenação Praça da República, 173 - Centro - Rio de Janeiro 20211-350 E-mail: memoriasreveladas@arquivonacional.gov.br Tel. (21) 2179-1360


Félix Maier - Memórias Ocultadas responde...
RES: Memórias Reveladas: que memórias?
‏De: Memorias Reveladas (memoriasreveladas@arquivonacional.gov.br)
Enviada: segunda-feira, 18 de maio de 2009 18:18:20
Para: Félix Maier (ttacitus@hotmail.com)

Prezado Sr. FÉLIX MAIER, Obrigado por sua contribuição. O Memórias Reveladas - Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil (1964-1985) não se limita a um ponto de vista em especial ou a acervos de uma determinada linha ideológica. Nossa intenção é criar um centro de referência aberto ao cidadão que possa realmente contemplar toda a complexidade daquele período. Nesse sentido, e de acordo com critérios arquivísticos, históricos e legais, estamos abertos a recepção de todo e qualquer acervo pertinente ao tema do Centro, bem como a sugestões para o aperfeiçoamento de nossas atividades. Por oportuno, informamos que em breve será lançada, no âmbito do Memórias Reveladas, uma grande campanha nacional de captação de acervos particulares e de acervos públicos que se encontram em posse de particulares, na esperança de sensibilizar a sociedade para a importância desses documentos. Caso os possuam, esperamos que o TERNUMA e a "A Verdade Sufocada" façam parte desse esforço de preservação da memória documental do País. Atenciosamente, Equipe Memórias ReveladasArquivo NacionalPraça da República, 173. Gabinete da Direção-Geral. CEP: 20211-350 - Rio de Janeiro - RJTel: 55 21 21791346 http://www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.brwww.arquivonacional.gov.br/


Félix Maier - Memórias Ocultadas - Tréplica
RE: RES: Memórias Reveladas: que memórias?‏
De: Félix Maier (ttacitus@hotmail.com) Enviada: sexta-feira, 22 de maio de 2009 9:28:46
Para: Memórias Reveladas (memoriasreveladas@arquivonacional.gov.br)

Prezado Coordenador de Memórias Ocultadas,

Caso os Srs. realmente tenham algum tipo de compromisso com a verdade histórica, sugiro - para começar - que coloquem um link para o "Orvil" ("Livro", ao contrário), um exaustivo trabalho realizado pelo Centro de Inteligência do Exército na década de 1980, quando o general Leônidas era Ministro do Exército, durante o governo Sarney. Trata-se de uma obra baseada em fontes diversas, inclusive livros escritos por terroristas, e que é na verdade um autêntico Livro Negro do Terrorismo no Brasil, abrangendo as três tentativas de tomada do Poder, feitas pelos comunistas. O link que os Srs. conhecem muito bem, porém escondem do público no site governamental, é http://www.averdadesufocada.com/images/orvil/orvil_completo.pdf. Que tal disponibilizar esse link imediatamente ao público em geral?Livros que não deveriam faltar no Arquivo Nacional/Memórias Reveladas, além do "Orvil", são "A Grande Mentira", do general Del Nero, e "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça", do coronel Ustra. Negar isso ao público configura mau caratismo e, por via indireta, é fazer apologia do terrorismo.

Terrorismo Nunca Mais!

Félix Maier

P.S.: Acesse também http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=737&Itemid=78

***

Memórias Ocultadas: Petralhas mascaram nomes de terroristas

A Verdade Sufocada - 25/06/2009

[Confira o corpo de delito dos petralhas em http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=2057&Itemid=87]

Governo coloca tarja preta e esconde nome de terroristas amigos!!!

Projeto do governo acaba com sigilo para crimes contra direitos humanos
Lula procura tranquilizar militares e diz não haver revanchismo na iniciativa

Por Chico de Gois e Bernardo Mello Franco

BRASÍLIA. Ao discursar na cerimônia de anúncio de iniciativas do governo federal para facilitar o acesso a informações públicas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a ação não deve ser vista como revanchismo contra os militares, que se opõem à abertura de arquivos da ditadura (1964-85). Lula disse que a democracia ganhará quando se conseguir "desvendar alguns mistérios" ainda sem solução, numa referência indireta ao paradeiro de 140 desaparecidos políticos durante o regime militar, ontem classificados pelo ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo de Tarso Vannuchi, como "heróis e heroínas".(...)

Arquivos do regime serão publicados na internet

Na solenidade, foi assinada uma portaria que garante o anonimato a quem entregar arquivos sobre a ditadura militar que estejam nas mãos de particulares, como militares da reserva.

Também foi lançado o portal Memórias Reveladas, do Arquivo Nacional, que publicará arquivos do regime na internet
(www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br)

Lula declarou que o acesso à informação é essencial e que, quando deixar o governo, em 2011, se tiver feito algo de errado, a informação deve se tornar pública.(...)

(...) - Para o presidente, o direito à informação pública é um dos mais eficazes instrumentos de combate ao arbítrio e à corrupção:

(...) - O projeto regulamenta, pela primeira vez, o direito de acesso a informações públicas. Os órgãos dos três poderes terão 20 dias, prorrogáveis por mais dez, para prestar esclarecimentos pedidos por qualquer cidadão. Se o prazo for descumprido, o caso poderá ser levado à Controladoria Geral da União (CGU), e o servidor ficará sujeito a penas que vão da suspensão à exoneração do cargo.(...) "

O Globo.com.br/Pais

Memórias ocultadas

Comentário da editoria do site www.averdadesufocada.com

Já está na internet o que foi prometido pelo presidente Lula: acesso à informação.

No final vejam como são recebidas as informações solicitadas.

Jaime Dolce, que teve seu pai, Cardênio Jayme Dolce, assassinado no assalto praticado na Casa de Saúde Dr Eiras em 02/09/71, requereu ao Arquivo Nacional documentos sobre esta ação praticada pela Ação Libertadora Nacional - ALN -, que resultou na morte de seu pai e de mais duas pessoas. Recebeu 28 páginas , onde constam: - a confirmação do assalto à Casa de Saúde Dr Eiras; - as iniciais dos assaltantes que participaram do assalto; - o nome completo das testemunhas que reconheceram os terroristas que praticaram o assalto; - o nome completo do capitão-tenente encarregado do IPM instaurado pelo 1º Distrito Naval para apurar as atividades subversivas de ... (o nome está coberto por uma tarja preta) e de .... (o nome está coberto por uma tarja preta) que foram presos no dia 09/11/2009 por estarem implicados neste assalto; - o nome completo do capitão encarregado do IPM que apurou o envolvimento de funcionários do Banco Central que, segundo a Informação 983 da AC/SNI de 09 /12/1971, estavam ligados a terroristas e responsáveis pelo planejamento do assalto à Casa de Saúde Dr Eiras; -as iniciais dos funcionários do Banco Central que estavam sendo investigados; O interessante é que das 28 páginas recebidas pelo requerente, 21 páginas tem os nomes cobertos com tarjas pretas. Para complementar o acesso à informação, prometido pelo presidente, pela ministra da Casa Civil Dilma Rousseff e pelo Secretário Especial de Direitos Humanos, Paulo de Tarso Vannuchi, como estamos fazendo permanentemente, vamos mandar nossa colaboração para que o Arquivo Nacional e o Portal Memórias Reveladas - recém criado - possam atualizar suas informações. Memórias Reveladas - ALN A exemplo de São Paulo, a Guanabara desenvolvia esforços, para estabelecer sua imprensa própria. No dia 22 de julho, foi realizada uma ação contra a empresa RUF, .na Rua Debret, com roubo de uma copiadora eletrônica de matrizes, um mimeógrafo e várias máquinas de escrever. Uma semana depois, no dia 29 de julho, os recursos financeiros para o empreendimento foram conseguidos através do assalto ao Hospital da Ordem Terceira da Providência, que rendeu cento e cinquenta e sete mil cruzeiros.

Dias antes da ação, chegara à Guanabara, vinda de São Paulo, a militante Sônia Hipólito, para montar o Setor de Documentação da Coordenação Regional/GB. Sônia e Antonio Carlos Nogueira Cabral alugaram um "aparelho" onde instalaram o esquema de fornecimento de documentação. O material necessário foi conseguido através dos assaltos ao cartório do Registro Civil José Alves Linhares, na Rua Joaquim Méier, com o roubo de duas mil certidões, carimbos e máquinas, no dia 9 de agosto, e aos 5º e18º Postos Eleitorais, na Rua Miguel de Lemos, com o roubo de mil e quinhentos titulos eleitorais, em 17 de agosto.

Ainda em agosto, a CR/GB conseguia publicar e difundir o primeiro número de seu jornal "Ação". Dentro da mesma orientação do "Venceremos" e de "O Guerrilheiro", "Ação" fazia propaganda das atividades criminosas da organização, endeusando os militantes da Ação Libertadora Nacional - ALN -, pela sua coragem e ousadia.

As ações da CR/GB passaram a ser orientadas para a propaganda armada e para a intimidação. O Grupo Tático Armado - GTA-, com a experiência adquirida nas ações bem sucedidas, decidiu eleger viaturas policiais como fonte de suprimentos de armamento e munição.

O GTA da CR/GB era dirigido por Flávio Augusto Neves Leão de Sales e articulava-se em dois grupos. O primeiro grupo, chefiado pelo próprio Flávio, era constituído por Aurora Maria do Nascimento Furtado, Isis Dias de Oliveira e Carlos Alberto Maciel Cardoso. O segundo grupo, chefiado por Antonio Carlos Nogueira Cabral, era formado por Sònia Hipólito, Paulo César Botelho Massa e Merival de Araújo.

Com o fito de desmoralizar as forças policiais, as viaturas eram incendiadas. Assim, ocorreram os assaltos às radiopatrulhas :na Avenida Prado Junior, em 31 de julho, na Praça. Avaí, em 19 de novembro; e na Rua Dias da Cruz, em 31 de outubro. Na Praça Avaí os subversivos simularam um acidente de trânsito, a poucos metros do local da viatura , e quando os patrulheiros foram verificar o ocorrido, foram rendidos e algemados a um poste. Em seguida a viatura foi incendiada e o local panfletado .

Nesse meio tempo , foi feito uma ação de sucesso, contra o Hospital da Ordem Terceira da Penitência. O levantamento foi real izado por intermédio de Carlos AIberto Maciel Cardoso, ex-marinheiro, cassado em 1964. Ele aliciara para a organização sua amásia Hermelinda de Jesus Melo e Silva, funcionária do Hospital da Ordem Terceira. Hermelinda de Jesus realizou o levantamento da data do pagamento dos funcionários e o assalto foi um sucesso.

O jornal 0 estado de São Paulo, de 15/06/72, ao anunciar a morte de três terroristas, relaciona, algumas ações de Yuri Xavier Pereira, um dos mortos, como um dos autores do assalto ao Hospital da Ordem Terceira da Penitência.

Animados com o resultado do assalto ao Hospital , a CR/GB planejou o assalto à Casa de Saúde Dr. Eiras em Botafogo . O levantamento do dia do pagamento foi feito por Maria da Conceição Nascimento, servente do estabelecimento e namorada do irmão de Carlos Alberto, o fuzileiro navaI Paulo Sérgio Fonseca Cardoso. Com as informações de Maria da Conceição Nascimento, foi definido o dia 2 de setembro de 1971 como a data da ação. José Milton Barbosa, Antonio Sérgio de Matos e Hélber José Gomes Goulart foram de São Paulo para o Rio de Janeiro para reforçar o GTA.

No dia do pagamento, o GTA, comandado por Flávio Augusto Neves Leão de Sales e contando com a participação de Hélcio Pereira Fortes, Antonio Carlos Nogueira Cabral, Sõnia Hipólito, Aurora Maria do Nascimento Furtado, Isis Dias de Oliveira e Paulo César Botelho Massa, além do reforço paulista, entrou em ação com a chegada do carro pagador na casa de saúde.

Surpreendida, a guarda de segurança do nosocômio reagiu ao assalto. Ao final de um intenso tiroteio, o rol das vítimas fatais da subversão estava acrescido de Cardênio Jayme Dolce, agente federal aposentado e chefe do serviço de segurança e dos seus auxiliares Silvano Amâncio dos Santos e Demerval Ferreira dos Santos, enquanto o médico Dr. Marilton Luiz dos Santos Morais e o enfermeiro Almir Rodrigues de Morais saíam feridos. Os assaltantes, além de oitenta mil cruzeiros levaram as armas dos guardas abatidos.

O jornal "Ação" nº 2, de setembro/outubro/1971, fazendo apologia da chacina, da Casa Dr. Eiras, assim justificava os assassinatos: "A imprensa .da ditadura procurou explorar politicamente a morte dos guardas, apresentando-os como vítimas inocentes. No entanto, é preciso ficar bem claro que, conscientemente ou inconscientemente, naquele momento agiram como defensores dos exploradores e de seu governo, atacando os guerrilheiros. Por isso não foram poupados e nem o serão aqueles que tomarem a mesma atitude".

Carlos Alberto Maciel Cardoso e sua companheira Hermelinda de Jesus Melo e Silva foram presos dia 9 de outubro pela Polícia Federal, por suspeita de participação no assalto ao Hospital da Ordem Terceira da Penitência. Admitiram algumas coisas, procurando ganhar a confiança de seus inquisidores. Vislumbrando a possibilidade de ser solto, Carlos Alberto propôs entregar os militantes da organização. Solto no dia 10, Carlos Alberto entregou um "ponto frio", com um dirigente de CR/GB, conseguindo fugir do controle dos policiais.

Retornando ao seio da organização, narrou a sua astúcia para conseguir a liberdade. Não convenceu. Foi julgado por um "tribunal revolucionário", composto da direção da CR/GB, naquela altura constituÍda por Hélcio Pereira Fortes, Flávio Augusto Neves Leão de Sales e Antonio Carlos Nogueira Cabral e condenado à morte.

No dia 13 de novembro os juizes, transvestidos de carrascos, tiveram um encontro com Carlos Alberto e informaram-no do seu destino. Apavorado, Carlos Alberto saiu correndo, sendo perseguido por Flávio Augusto e Antonio Carlos, disparando suas armas.

Ferido, ainda tentou abrigo no interior de uma casa da Rua Bernardo, no Encantado, onde seus algozes terminaram o serviço. Hélcio Pereira Fortes recolheu os companheiros, de carro, após concluída a missão de " justiçamento".

Os dirigentes da CR/GB não se preocuparam com Carlos Alberto, apesar dos "relevantes serviços" prestados em levantamentos que proporcionaram ações de vulto para a organização. Os argumentos de traição não se confirmaram, pois a organização nada sofreu com a prisâo de Carlos Alberto. Apenas as suspeitas de três elementos, constituidos em "tribunal revolucionário", foram suficientes para determinar a sua morte ....

Em janeiro de 2005, uma certidão , fornecida pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) , atestava que Carlos Alberto nunca passou qualquer informação ao Cenimar ( O Globo- 31/01/2005- página 3)O "tribunal revolucionário" errou. Carlos Alberto fora "justiçado" sem ter traído os terroristas.

Fonte:Projeto ORVIL

TERRORISMO NUNCA MAIS!!!

Sobre Árabes e Judeus

Félix Maier

10/01/2009

"Vós que credes, não tenhais os judeus e os cristãos como vossos amigos, pois eles são amigos uns dos outros. Se algum de vós os tiver como amigos, vireis a ser um deles" (Corão, 5: 52).

Prezado K.,

O Sr. tem razão. Sharon não invadiu nenhum templo, apenas fez uma visita à Esplanada das Mesquitas onde ficam as mesquitas de Al-Aqsa e de Omar (que tem a cúpula coberta de ouro; há alguns anos o Rei da Jordânia - a quem cabe a Wafd ou "Custódia" desses locais sagrados - vendeu uma mansão na Inglaterra para refazer a "pintura" de ouro).

Essa "Intifada de Al-Aqsa" foi apenas um pretexto para o reinício da revolta dos palestinos. Afinal, foi um ato desproporcional, em face do direito que qualquer dirigente israelense tem de visitar o local, ainda que não seja bem-vindo.

Eu já escrevi muitos textos sobre o conflito árabe-israelense, inclusive um livro (*), onde relato essa questão que perdura há décadas. Senti alguma alegria quando começou o tal "processo de paz" iniciado em Oslo, depois continuado em Madri e na Casa Branca, onde vários líderes israelenses e palestinos apertaram as mãos, receberam prêmios Nobel da Paz, dando a entender que finalmente seria possível pacificar a região. Porém, num momento Arafat se mostrava irredutível, depois era Netaniahu ou outro líder judeu que não aceitava as condições propostas (como a divisão de Jerusalém) e, até hoje, nada se resolveu e o conflito agora está cada vez mais violento depois que o Hamas tomou a Faixa de Gaza. Hoje já estou saturado com esse assunto e prometo não dar mais meu pitaco nessa corrente de e-mails.

O maior problema de Israel é ser um país diminuto. Tel-Aviv poderá ser atingida por simples canhões a partir da Cisjordânia (Administração Palestina ou Governo Palestino). Administração Palestina ou Governo Palestino, repito, não "Autoridade Palestina", que é como todo mundo fala e escreve, por achar que o significado de Authority é apenas "Autoridade". Tenho impressão que aquela região sempre será o apêndice de alguma potência regional. Foi assim desde os tempos bíblicos, com invasões de babilônios, assírios, persas. Depois, a antiga região dos judeus e filisteus foi saqueada por povos diversos: gregos (Alexandre Magno), romanos, bizantinos, árabes, cruzados, franceses (Napoleão), ingleses. Com a Partilha da Palestina, feita pela ONU, e a criação do Estado de Israel, há pela primeira vez um Estado forte em armas naquela pequena região, de modo que conseguiu derrotar seus inimigos em várias guerras nos últimos 60 anos. O custo disso é altíssimo e não se sabe até quando Israel poderá manter seu poder sobre o país, onde, além dos inimigos externos, como a Síria e, especialmente, o Irã - que promete riscar Israel do mapa -, há uma espada de dâmocles sobre a cabeça de cada judeu: os bebês palestinos que nascem em seu próprio território.

Para haver paz na região, alguém deverá "desaparecer": ou os terroristas fanáticos do Hamas e congêneres, ou o próprio Estado de Israel. Não vejo outra solução. E mesmo desaparecendo os terroristas, Israel sempre será considerado pelos árabes como um "quisto" em seu território. John Laffin no livro The Arab Mind diz:

"A lei islâmica não reconhece a possibilidade de paz com descrentes e infiéis. A parte do mundo não-muçulmano é conhecida na teologia islâmica como 'território de guerra'. A maior parte dos militantes muçulmanos acredita que a tarefa de Maomé não será bem-sucedida enquanto não-muçulmanos tiverem controle de qualquer parte do planeta" (minha tradução). (**)

Se um território estranho deve ser conquistado pelos muçulmanos, através da Jihad, por ser um "território de guerra", imagine um território que é sagrado para eles e que perderam recentemente, como a Palestina (Israel) e, há algum tempo, como a Andaluzia (Espanha). Essa humilhação islâmica é conhecida como Azma, e o sofrimento de todo muçulmano só irá acabar quando a Palestina for retomada. O próprio Corão é claro quanto a isso: "um dia toda a Palestina será dos muçulmanos" (21: 106-113) (também conforme minha tradução) (***). O Corão também afirma que o Terceiro Milênio será dos muçulmanos, quando todo o planeta for conquistado.

Se isso está escrito no Corão, será efêmero qualquer plano de paz atual entre Israel e seus inimigos - além do Hamás e do Hezbollah. Para os grupos terroristas, o lema é lutar até que Israel seja varrido do mapa. Afinal, há apenas dois tipos de muçulmanos: os que promovem a Jihad; e os que a aplaudem.

Abraços e um bom fim de semana,

Félix Maier

Notas:

(*) MAIER, Félix. Egito – uma viagem ao berço de nossa civilização. Thesaurus, Brasília, 1995.
(**) LAFFIN, John. The Arab Mind – A need for Understanding. Cassel & Company Limited, London, 1978
(***) THE QURAN. Arabic text with a new translation by Muhammad Zafrulla Khan. Curzon Press, London, 1978.


Leia Sharon and the Intifada em
http://www.peacewithrealism.org/pdc/sharon.htm