domingo, 4 de janeiro de 2009

Responsabilidade sexo-socioambiental

Félix Maier

16/08/2006

Para você dormir como um anjinho, mesmo que não tenha feito sua doação ao Criança Esperança, basta fazer coisas bem triviais como estudar e trabalhar para ganhar dinheiro.


Tornou-se comum, hoje, as empresas se apresentarem ao distinto público como sendo companhias de “responsabilidade social”. A Petrobrás e o Bradesco deram um salto à frente nessa “língua de pau” politicamente correta (PC): são empresas de “responsabilidade sócio-ambiental” - mesmo tendo os navios-petroleiros da Petrobrás transformado a Baía da Guanabara num dos lagos mais poluídos do mundo, ao levar petróleo à Refinaria Duque de Caxias. Do jeito que as coisas vão, logo algum grupo de homossexuais irá se apresentar como movimento de “responsabilidade sexo-sócio-ambiental”…

“Tudo pelo social” era o slogan do governo José Sarney. Mas essa praga lingüística, de origem socialista, é muito anterior a Sarney e à Constituição Caquética que Ulysses Guimarães nos brindou em 1988. Os economistas liberais da Escola Austríaca, como Hayek e von Mises, já se davam conta de que era quase um crime alguém discorrer sobre alguma coisa e não utilizar o adjetivo “social”. Os empresários brasileiros se borram de medo perante o pensamento único esquerdizante do País e rapidamente grudam a “palavra de pau” em algum empreendimento pilantrópico. Até parece que fazer dinheiro, no Brasil, é crime.

Mas, o que seria mesmo uma “responsabilidade social”, p. ex., para uma empresa como a Sadia? Simples: a primeira e última responsabilidade da empresa criada por Attilio Fontana, avô do ministro do Desenvolvimento, Luís Fernando Furlan, ou de qualquer outra empresa, é dar lucro. Dando lucro, a Sadia estará cumprindo sua responsabilidade social intrínseca, de diversas formas - além de fornecer frangos e suínos aos supermercados: pode dividir o lucro com os acionistas, expandir suas fábricas e instalar outras, criar mais empregos, entregar mais produtos aos supermercados e exportar ainda mais, fazer novos contratos com colonos “integrados” (cooperativados), num círculo virtuoso sem fim.

Leia texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=5440