domingo, 4 de janeiro de 2009

PT e PSDB são irmãos siameses

Félix Maier

10/02/2007

Fora as diferenças de estilo e gosto, PT e PSDB são a mesmíssima coisa. Partidos socialistas e patrimonialistas (desculpem o pleonasmo). Legítimos irmãos siameses.


Já estou cansado de dizer que PT e PSDB são paçoca do mesmo tacho. E mais claro isso ficou para mim, quando nas últimas eleições para a presidência da Câmara Federal tivemos o desprazer de ver boa parte do partido dos tucanos eleger Arlindo Chinaglia, do PT.

Na verdade, PT e PSDB têm o mesmo ADN socialista. (Eu sei, você é do tempo do DNA, dos anglicismos; eu sou do tempo do ADN dos livros de biologia e da UDN de Carlos Lacerda). A diferença socialista entre esses partidos está na dosagem, mais forte no PT, que saciou sua fome engolindo todo o Estado brasileiro (daí o mote "fome zero"), criando milhares de cargos públicos para a companheirada. A rigor, desde o advento da República, nunca tivemos no Brasil um Governo Federal, como erroneamente alardeia o nome do nosso sistema de governo, “República Federativa do Brasil”, porém um Governo Nacional, com centralização administrativa exagerada. O ideal, segundo Alexis de Tocqueville, seria existir um Estado com centralização governamental, sim, p. ex., para efetiva aplicação das leis, mas que tivesse, por outro lado, uma descentralização administrativa:

"Pela minha parte, não me seria possível imaginar que uma nação pudesse viver, nem sobretudo prosperar, sem uma forte centralização administrativa. Creio, porém, que a centralização administrativa só serve mesmo para enfraquecer as nações que a ela se submetem, pois tende incessantemente a diminuir entre elas o espírito de cidade. A centralização administrativa chega, é verdade, a reunir numa dada época e em certo lugar, todas as forças disponíveis da nação, mas entrava a reprodução das forças. Faz com que triunfe no dia do combate e diminui afinal o seu poder. Pode, pois, concorrer admiravelmente para a grandeza passageira de um homem, nunca para a prosperidade durável de um povo” (in A Democracia na América, pg. 74). (*)

Leia o texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=5843