sábado, 3 de janeiro de 2009

O mensalão através dos tempos

Félix Maier

29/10/2005

“Mensalão” hoje é sinônimo de corrupção, propina, maracutaia, cesta de Natal, gorjeta, cervejinha, cafezinho, leite das crianças, superfaturamento, valores não contabilizados, e por aí vai.


O “mensalão” existe muito antes de Roberto Jefferson trazer a público essa palavra hoje repetida até por crianças. Muito mais do que um irregular pagamento mensal a deputados, que poderão ser cassados, “mensalão” hoje é sinônimo de corrupção, propina, maracutaia, ágio, pedágio, cesta de Natal, jabá, gorjeta, PF (por fora), cervejinha, cafezinho, leite das crianças, 10%, 20%, 50%, 100%, superfaturamento, lavagem de dinheiro, caixa dois, valerioduto, valores não contabilizados, e por aí vai.

A história do mensalão – que não colocarei mais entre aspas, pois já faz parte do Aurélio e do “Uais” (que saudade de Paulo Francis!), embora lá não conste ainda – começa no exato momento em que os seres humanos começaram a realizar trocas (e maracutaias) entre si.

Caso famoso de mensalão ocorreu na época de Cristo, quando Judas se vendeu por 30 dinheiros para trair o Mestre – o mesmo número cabalístico dos nossos parlamentares mensaleiros. Um simples mensalinho, diria Lula, para quem “R$ 40 mil é troco”. De onde veio o dinheiro pago a Judas? – perguntaria Boris Casoy, cada vez mais enfezado com a atual malandragem petista. O católico Mel Gibson disse, no filme A Paixão de Cristo, que o mensalinho de Judas foi pago pelos judeus. Os judeus, revoltados com Gibson, dizem que foi pago pelos romanos. Como Lula nos dias atuais, judeus, cristãos e romanos até hoje não sabem de nada, nada viram nem ouviram sobre o que aconteceu de fato na Terra Prometida…

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