terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Índios Made in Paraguai

Félix Maier

12/03/2007

Todo mundo sabe que o Brasil contrabandeia muitos produtos piratas do Paraguai. O que eu não sabia é que também contrabandeamos índios...

Baseado em um estudo publicado em 1991 pela antropóloga Maria Inês Ladeira, em que defende que alguns índios carijós – subgrupo dos guaranis - teriam saído de Santa Catarina e se refugiado no Paraguai, onde adotaram o nome de embiás, a Fundação Nacional do Índio (Funai) pretende transformar o parque ecológico estadual Serra do Tabuleiro, próximo a Florianópolis, SC, em uma área indígena. Incentivados por antropólogos inescrupulosos, dezenas de embiás paraguaios (e alguns argentinos) se sentiram no direito de invadir o parque, instalando-se no Morro dos Cavalos, um local inóspito, imprestável para moradia e para a agricultura.

A área fica às margens da BR-101. Para que os índios não sejam perturbados em fazer suas sestas na rede, 24 horas por dia, a Funai determinou que o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) construa túneis sob o Morro dos Cavalos, ao custo de R$ 150 milhões. Pagos pelos nossos impostos, para os hermanos paraguaios e argentinos usufruírem.

O caso foi parar na Justiça e o promotor José Eduardo Cardoso é enfático quando diz: “Os carijós tinham características físicas e culturais distintas da dos embiás e estão extintos” (Cfr. Revista Veja, 14/3/2007, pg. 57, in Made in Paraguai).

Maria Inês, a antropóloga de araque, baseou sua tese no depoimento de uma única família que afirmou ter vindo do Paraguai na década de 1960. A mentira é veementemente refutada por um morador da região, Manoel João de Souza: “Acho que eles eram invisíveis. Estou aqui há 87 anos e só vi o primeiro índio nos anos 90” (pg. 57).

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