domingo, 4 de janeiro de 2009

Livro de Ustra é chamado de "panfleto dos porões"

Félix Maier

17/04/2006

O livro do coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, A Verdade Sufocada – A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça, não é panfletário, como quer o texto disponível no site do jornal Tribuna do Brasil, (http://www.tribunadobrasil.com.br/?ntc=16746&ned=1649). Panfletário é o artigo de Moacyr Oliveira Filho, que, em vez de tecer considerações sobre o que A Verdade Sufocada traz a público, diz apenas o que o coronel deveria ter escrito para agradar seus ouvidos de comuna e, numa molecagem própria da esquerda, coloca o título “panfleto dos porões” em seu artiguinho de bosta.

Ocorre que o que o coronel escreveu é uma rica e minuciosa História recente do Brasil, "A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça". E o Sr. Moacyr, como todo socialista que se preza, apenas escreve para que o Brasil continue não conhecendo sua verdadeira história.

O jornalista-panfletário pede que todos os arquivos do período da "ditadura militar" sejam abertos. Isso seria ótimo, caso alguém acreditasse que a gangue de Ali Babaca (“aquele que não sabe de nada”) que hoje comanda a “O Bando dos 40” (Cfr. Veja nº 1952, de 19/04/2006) fosse liberar todos os documentos sobre os acontecimentos pós-1964, que denunciam crimes cometidos pelos "companheiros" hoje instalados comodamente no poder. Qualquer liberação daqueles arquivos ao público não deixará de passar pelo fino crivo do governo petista, que esconderá o que lhe for adverso e que abrirá apenas o que lhe for útil, para satanizar ainda mais os governos militares e as Forças Armadas.

Não ocorreu outra coisa quando Dom Paulo Evaristo Arns e seu comparsa, o pastor presbiteriano James Wright, patrocinaram o tendencioso livro Brasil Nunca Mais, ocasião em que os comunas copiaram mais de 1 milhão de páginas de documentos que deveriam ser protegidos por sigilo, portanto, não abertos ao público, referentes a 707 processos da Justiça Militar. O próprio Cardeal Arns, em O Globo, de 28/11/2004, disse: "O principal já foi publicado, mas a gente quer ver por escrito, saber que é verdade. Não é a informação que nos liberta. A verdade é que nos liberta. Vale a pena abrir".

Segundo Ustra, "O principal , a que se refere D. Paulo, foram as acusações de tortura feitas perante os juízes, durante os julgamentos, quando os criminosos usavam esse argumento para se inocentar dos crimes praticados ou para justificar as delações de companheiros. Ele somente se refere a isso no seu livro. Os justiçamentos , os seqüestros, os assassinatos, as expropriações’, os atentados à bomba, com vítimas inocentes, não são relevantes para o arcebispo, pois, segundo ele, foram confessados sob tortura. D. Paulo e sua equipe tiveram acesso à vasta documentação, copiaram o que desejavam, inclusive documentos sigilosos, o que seria vedado por legislação pertinente. Ardilosamente, usaram o que lhes interessava, utilizando somente o que chamam de principal . O restante para o arcebispo, ou seja, os arquivos existentes na ABIN, no DPF, nas Forças Armadas e nos antigos DOPS são documentos secundários. Certamente, por conterem explicitamente os crimes e as intenções dos discípulos do eminente prelado..." (in A Verdade Sufocada, pg. 23).

Resumo da safadeza: até hoje, é um grande negócio o sujeito vir a público e dizer que foi torturado, mesmo que não apresente nenhuma prova. Uma indenização milionária estará garantida. Santa Tortura, rogai por nós! – rezam os canalhas, cada vez em maior número. Hoje, a canalhice chegou a tal ponto que até o escritor Carlos Heitor Cony (não seria "Coin"?), a troco de não se sabe que tipo de "perseguição política", recebeu indenização de R$ 1,5 milhão, além de passar a embolsar, mensalmente, uma pensão igual ao salário de um ministro do STF!

Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=40353&cat=Artigos&vinda=S.