domingo, 4 de janeiro de 2009

Daspu x Dalu

Félix Maier

22/08/2006

Conclamo todos os amigos a sairmos dessa letargia, dos afagos mútuos via e-mail, em que todos recebem os mesmos textos dos mesmos amigos, a sairmos de uma ação puramente “passiva” e partirmos todos para uma "ação direta". Ação direta para quê? Ora, fazer tudo para que Lulalá não se reeleja neste ano, para que o sapo barbudo seja mandado de volta para o brejo de onde nunca deveria ter saído.

Aliás, foi isso que o general Torres de Melo disse o tempo todo durante o I Encontro Nacional por um Brasil Verde e Amarelo, realizado em Brasília nos dias 31 de março e 1º de abril do corrente ano, que reuniu ONGs de militares e civis aposentados de todos os cantos do Brasil. "Ação direta" com nossos parentes e amigos, com o síndico, com o porteiro, com o faxineiro, com a empregada, na fila do banco, na piscina, na praia, na casa paroquial, na fila do ônibus, no clube, na escola, na faculdade etc. Torres de Melo disse que todo dia ele entra em uma fila de banco, se comporta quase como um tantã, faz "tête-a-tête" com muitos clientes do banco e dá seu recado – votar contra Lula -, inclusive entregando panfletos. Se cada um de nós fizer isso no edifício onde mora, já é o começo de alguma coisa mais útil do que encher o saco dos amigos com inúmeros e-mails que ninguém mais tem paciência de abrir. Que tal seguirmos ainda o conselho de Torres de Melo e imprimirmos adesivos para colar nos carros, do tipo “Não vote em ladrão... de novo”, “Cuidado com a cueca!”, “Não voto em corruPTo”?

É um trabalho um tanto desalentador, visto que Ali Babaca (aquele que não sabe de nada) tem tudo a seu favor: a máquina administrativa, a chave do cofre e as falanges totalitárias, as quais já ameaçou "botar na rua" - CUT, UNE, MST e grupelhos correlatos. Nem Mussolini tinha tanto poder. Quanto mais denúncias contra o governo petista aparecem nos jornais, mais Ali Babaca cresce nas pesquisas. Com a desmoralização do Congresso Nacional, que absolveu "mensaleiros" ladravazes, está colando a tese de que todo político é ladrão. Ali Babaca se aproveita dessa falsa conclusão para passar o recado de que tudo continua como sempre foi, de que a corrupção hoje não é maior do que antigamente, de que a elite está querendo derrubar o pobre metalúrgico sem dedo. Assim, Ali Babaca continua nos braços da população mais humilde, principalmente a nordestina, que não conhece a grave situação que vivemos, pois não se trata apenas de uma campanha populista, mas de mudança de paradigma para toda a nação, já que há um plano socialista por trás disso tudo, contrário à formação política, social, econômica, moral e religiosa do povo brasileiro.

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