quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Conflito árabe-israelense



LIVRO: EGITO - UMA VIAGEM AO BERÇO DE NOSSA CIVILIZAÇÃO

AUTOR: FÉLIX MAIER

ANO: 1995 (Thesaurus, Brasília)

CAPÍTULO III - CONFLITO ÁRABE-ISRAELENSE


A diáspora judia

A presença judaica na antiga Palestina terminou depois que os romanos abafaram duas revoltas judias, uma em 70 e outra em 135 de nossa era.

A primeira revolta começou com judeus e samaritanos matando-se uns aos outros. Com a chegada do general romano Vespasiano e sua tropa de 60 mil soldados, os judeus refugiaram-se em Jerusalém. Com a morte de Nero, Vespasiano foi proclamado imperador, retornando a Roma. Seu filho Tito assumiu o comando da campanha contra os judeus e em 70 ocupou e destruiu a cidade de Jerusalém, promovendo um banho de sangue. Apesar de ordens contrárias de Tito, o Templo de Salomão, reconstruído por Herodes (2º Templo), foi demolido, permanecendo apenas uma parede do mesmo, que hoje conhecemos por "Muro das Lamentações". Somente uma pequena parte das muralhas da antiga cidade de Jerusalém não foi destruída.

No ano de 130, o Imperador Adriano começou a reconstrução da antiga Jerusalém em ruínas, com um templo dedicado a Júpiter. Devido a essa tentativa de paganização, os judeus rebelaram-se mais uma vez contra os romanos. Foram novamente massacrados e os que sobreviveram proibidos de pôr os pés na Cidade Sagrada. Jerusalém passou a se chamar Aelia Capitolina e os romanos aboliram o nome "Judéia". A partir de 135, a população judia remanescente na Palestina restringiu-se a um pequeno número, completando-se a diáspora dos judeus, que a partir de 70 começaram a se espalhar por todos os cantos do mundo.

Após o domínio árabe, que começou em 637, permeado por um curto domínio do Reino Latino de Jerusalém - dos Cruzados (1099-1291) -, os muçulmanos governaram a Palestina até 1917, quando as tropas britânicas expulsaram as forças turcas do país e estabeleceram um domínio até 1948, data de criação do Estado de Israel. Embora os turcos otomanos tivessem permitido o retorno à Palestina de refugiados judeus perseguidos pela Inquisição espanhola, a maioria deles preferiu escolher outros países.

A partir da década de 1880, intelectuais judeus do leste europeu criaram um movimento político chamado "sionismo", que pretendia restabelecer na Palestina um Estado para o povo judeu espalhado pelo mundo. A palavra "sionismo" vem de "Sião", antigo nome da cidade de Jerusalém. O judeu húngaro Theodor Herzl publicou Der Judenstaat (O Estado Judeu), abordando idéias de assentamentos judeus na Palestina, a Eretz Israel ou a "pátria histórica dos judeus". Em 1897, Herzl organizou o Primeiro Congresso Sionista, na Suíça, e foi criada a Organização Sionista Mundial. Foi cogitada a criação de um Estado judeu em outro território, fora da Palestina. Foram propostos a Argentina, o Chipre e o Sinai. Até a Uganda foi oferecida. Os judeus, porém, permaneceram fiéis ao sonho de estabelecer uma nova pátria na Eretz Israel.


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