quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Carta a Tarso Genro


23/05/2008

Prezado ministro Tarso Genro,

Ao apoiar publicamente a iniciativa do Ministério Público Federal, que deu início a um processo contra os coronéis Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel, acusados de terem cometido crime de tortura durante o período em que comandaram o DOI-CODI, em São Paulo, o Sr., Tarso Genro, presta um desserviço imenso ao Brasil e um considerável apoio à Peste Vermelha, a qual foi varrida da Rússia e de toda a Europa do Leste.

Existe uma lei que não está sendo respeitada no Brasil, a Lei da Anistia, que o Sr. pretende jogar no lixo. Ao agir assim, o Sr. não está se comportando como um ministro da Justiça, que deveria respeitar e fazer respeitar a lei, mas imitando o Béria dos Processos de Moscou, em que os "comissários do povo" eram ao mesmo tempo promotores, delegados e juízes que, a mando de Stalin, condenavam os perseguidos políticos do regima comunista russo, sem nenhum respaldo da lei.

Anos atrás, eu publiquei uma carta-resposta em Usina de Letras, endereçada a Jussara Porto, a quem chamei de "Jussara do PT" (Cfr. http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=12097&cat=Cartas&vinda=S), cujo trecho transcrevo abaixo:

"TORTURA! Eis a palavrinha mágica que todo esquerdista tem na ponta da língua para atazanar a vida dos que combateram o comunismo no Brasil. Já foi provado que muitas das acusações feitas por Tortura Nunca Mais e ONGs assemelhadas nunca tiveram fundamento algum. E mesmo que muitas acusações tenham fundamento, ninguém pode ser perseguido por tal crime, pois houve uma LEI DA ANISTIA, que deveria servir para todos, não somente para os criminosos vermelhos.

Além do mais, a esquerda, com essa acusação simplista de “TORTURA”, com provas ou não, quer mascarar o quê? Esconder que os comunistas nunca usaram a TORTURA? Ou será que estão exigindo o monopólio da TORTURA, como visto ainda hoje em Cuba? Ou visto ontem na União Soviética, quando era comum a tortura por empalação, especialmente de cristãos, afixados em espetos até morrer?

Ora, a TORTURA, até recentemente, era praticamente usada por TODOS os que se envolviam em guerras convencionais ou de guerrilhas. Basta lembrar o bafafá que ocasionou, há algum tempo, a afirmação de um general francês, de que seu Exército empregava a TORTURA contra rebeldes da Argélia, que lutavam pela independência do país. Só recentemente, com o aparecimento de órgãos de “defesa dos direitos humanos”, começou-se a criticar a tortura como método de obtenção de informações do inimigo (ou do criminoso comum). A coisa começou com uma orquestração perfeita das esquerdas, com organizações do tipo da Anistia Internacional e do Tribunal Bertrand Russel, que somente criticavam as “torturas” praticadas pelos países que combatiam o terrorismo e o comunismo, a exemplo do Brasil, esquecendo-se de criticar as “torturas” executadas nos países comunistas (União Soviética, Europa oriental, China, Albânia, Cuba, Coréia do Norte, Vietnã etc...). É essa a “moral de cueca” (cagada) da esquerda, que não consegue esconder sua própria bosta e sente náuseas com o mau cheiro alheio?

Esquerdistas em geral e petistas em particular têm como lema essa “moral de cueca”. Nenhum desses cretinos condena a tortura ainda hoje praticada em Cuba, na China e na Coréia do Norte, países criminosos que são por eles defendidos a unhas e dentes (e mortes e torturas, se necessário). Porém, essa corja não se cansa de lembrar a “tortura” de ontem no Brasil, hoje atinente aos anais da história, como se um tipo de tortura (a praticada por comunistas) fosse mais “humana” do que aquela praticada por anticomunistas."

Sr. Tarso Genro: eu defendo publicamente os coronéis Ustra e Maciel, por terem bravamente lutado contra a Peste Vermelha em nosso País. Eles, possivelmente, devem ter, também, utilizado muitas das armas usadas pelos terroristas. Neste tipo de guerra suja, não existe serviço limpo. É serviço sujo mesmo! Aliás, não acredito em nada do que comunista fala a respeito de tortura, já que, de acordo com a orientação de Lênin, "a verdade é um conceito burguês" e "os fins justificam os meios".

Muitas das acusações feitas contra militares são totalmente falsas. É uma forma de muitos integrantes da Peste Vermelhade fugir de possíveis "justiçamentos" que poderiam ser executados por antigos terroristas, além de promover o eterno revanchismo contra as Forças Armadas e obter gorda indenização dos cofres públicos, cujo montante está chegando à estratosférica soma de R$ 4 bilhões!, a metade do que a Alemanha pagou a Israel por conta do Holocausto. Tipinhos como Carlos Heitor "Coin" (Moeda), Ziraldo e Jaguar, mesmo não sendo terroristas, também receberam sua "piñata" de mais de R$ 1 milhão. Um descalabro nunca visto em parte alguma do mundo.

Aliás, terroristas e guerrilheiros vermelhos foram para a cadeia na Alemanha (Baader-Meinhof) e na Itália (Brigadas Vermelhas). Até existe um terrorista preso no Brasil, Cesare Battisti, ligado às Brigadas Vermelhas, o qual o governo ao qual o Sr. serve não extradita para a Itália, como pede aquele país, mas o protege por ser um companheiro d'armas - uma vergonha! O mesmo ocorre com o sinistro Padre Medina, porta-voz das FARC. Em nosso País, os antigos terroristas e guerrilheiros, que deveriam apodrecer no xadrez, andam soltos, leves e fagueiros, e até se tornam ministros de Estado, como o Sr. Por conta de quê? Da Lei de Anistia que o Sr. agora pretende rasgar em público. Não bastasse isso, ainda recebem indenizações fabulosas, como as citadas acima. Afinal, estamos ou não vivendo em uma República Socialista dos Bandidos?

Não fosse a abnegação de militares como os coronéis Ustra e Maciel, que agora estão sendo execrados pela Peste Vermelha, com apoio total do Sr., hoje estaríamos no mínimo vivendo uma guerra civil como a ocasionada pelas FARC na Colômbia. Se o cancro vermelho não tivesse sido erradicado durante o saudoso governo Médici, o atual presidente do Brasil talvez estivesse realizando conversações na selva de Xambioá, sentando à mesa com José "Tirofijo" Genoino, comandante-geral das FARB - Forças Armadas Revolucionárias do Brasil. Será mesmo? Pelo que conheço de Lula e do Foro de São Paulo, é mais provável que estariam se confraternizando, como ocorre na Venezuela, em que Hugo Chávez faz afagos aos narcoterroristas e remete milhões de dólares aos seus companheiros d`armas, as FARC.

A Lei da Anistia foi criada para colocar um ponto final nesta triste história recente do Brasil, não para beneficiar apenas um dos lados - logo o lado dos bandidos. Se é para levar para os tribunais os militares citados, que sejam também indiciados os terroristas, sequestradores, assassinos, assaltantes de bancos, de quartéis e de casas d'armas. Muitos desses facínoras ocuparam altos cargos no governo FHC, outros ocupam no governo Lula. Não é preciso citar seus nomes, pois é do conhecimento de todos os que usam a Internet.

Infelizmente, a tortura existe diariamente em muitas delegacias e prisões do Brasil, como provam contínuos relatórios feitos pela ONU. Por que o Sr., Tarso Genro, não procura acabar com essa vergonhosa mancha em nossa vida nacional, aferrando-se a um passado que há muito tempo já deveria estar enterrado? É porque o Sr. não passa de um farsante, de um embusteiro que tenta recriar, com seus comparsas do Foro de São Paulo, uma nova União Soviética em nossa região, a tal União das Repúblicas Socialistas da América Latrina (URSAL). Baseado em sua figura de "fascista guasca", como diria o escritor Diego Casagrande, Olavo de Carvalho escreveu o seguinte sobre o Sr. em "Os homens certos no lugar certo":

"Chamar o sr. Tarso Genro de terrorista e mentiroso, como o fez o deputado Jair Bolsonaro no memorável dia 15 de maio, é uma simples questão de rigor histórico.

Quanto ao primeiro desses qualificativos, o ministro, que participou ativamente de uma organização dedicada a atentados e homicídios – sob a desculpa de lutar contra uma ditadura que ele chamava de assassina mas colocando-se a serviço de outra ditadura incomparavelmente mais assassina –, continua alardeando sua fidelidade ao marxismo, doutrina explicitamente terrorista. Por definição, o porta-voz de uma doutrina terrorista é terrorista, mesmo depois que a idade e as circunstâncias o dispensaram da parte mais grosseira e suja do serviço."
(Cfr. texto completo em http://www.ternuma.com.br/olavo086.htm).

Se é para levar a julgamento os acusados de "tortura", que se levem também a julgamento os terroristas que explodiram pessoas em atentados, como o do Aeroporto de Guararapes, em 1966, quando um almirante e um jornalista foram mortos, além de outros 15 feridos, muitos dos quais ficaram com sequelas pelo resto da vida.

Que se levem a julgamento os facínoras que explodiram a guarita do QG do antigo II Exército, em São Paulo, ocasião em que o soldado Kozel Filho ficou com o corpo destroçado.

Que se levem a julgamento os envolvidos na tortura e morte do tenente Alberto Mendes Jr., da PM de São Paulo, que foi morto a coronhadas por ordem de Carlos Lamarca, ladrão de armas do Exército que jurou defender com a própria vida, pois era capitão da Instituição.

Que se leve a julgamento o atual Juiz do Trabalho lotado no Recife, que matou, a sangue-frio, um sargento da Aeronáutica na ocasião em que foi colocado em uma viatura, para averiguação, pois pertencia a um grupo terrorista (tomou a arma do militar e o matou).

Que se levem a julgamento todos os integrantes da Peste Vermelha, que tentaram implantar uma Cuba continental no Brasil, a começar pelo S., Tarso Genro. Afinal, o que o Sr. fez na Ala Vermelha? E no Partido Revolucionário Comunista (PRC)? O Sr. tem ou não tem coragem de dizer o que andou aprontando nas décadas de 1970 e 80? O Sr. era mesmo um "militante" de arma na mão ou nunca passou de um guerrilheiro de festim?

Se é para rasgar a Lei da Anistia, que se leve a julgamento também a ministra guerrilheira-chefe da Casa Civil, envolvida em atividades terroristas junto à VAR-Palmares, cuja maior obra foi o PAC (Plano de Assalto ao Cofre, de Adhemar de Barros), quando uma pessoa foi assassinada.

Que se leve a julgamento o terrorista Carlos Minc, "companheiro d`armas" de Dilma Rousseff, recentemente alçado ao cargo de ministro do Meio Ambiente.

Que se leve a julgamento também o terrorista Franklin Martins, atual ministro da Comunicação Social, mentor do sequestro do embaixador Charles Elbrick, dos EUA, quando era membro do grupo terrorista MR-8. Por esse crime, ele está impedido de entrar nos EUA, juntamente com Fernando Gabeira, que também participou daquele ato terrorista.

Que se levem a julgamento guerrilheiros, terroristas, assaltantes de bancos, quartéis e de casas d'armas, muitos dos quais cometeram crimes de sangue. Enfim, que se levem a julgamento todos os facínoras que outrora infernizaram o Brasil, cuja lista pode ser conferida no endereço http://www.ternuma.com.br/aonde.htm. Crimes de sequestros e atentados a bomba são crimes tão ou mais nefandos quanto os de tortura.

Ainda que o Sr., Tarso Genro, e todos os demais seguidores da Peste Vermelha falem e falem que lutaram contra a ditadura militar brasileira, isto é a mais deslavada mentira, porque todos trabalharam a soldo de Moscou e de Fidel Castro, muitos fizeram cursos de guerrilha em Cuba e todos quiseram implantar no Brasil uma ditadura muito mais cruel, a ditadura comunista. Esta é a única verdade.

Querer rasgar a Lei da Anistia, Sr. Tarso Genro, é a primeira patifaria que a Peste Vermelha pretende realizar. Outras patifarias virão pela frente, não tenho a menor dúvida.

Sr. Tarso Genro: lutar contra o comunismo é um dever de todos os que prezam a civilização e a democracia. Já dizia Jean-François Revel, intelectual liberal francês: "Deve-se combater o comunismo não em nome do liberalismo, da social-democracia ou de qualquer outro regime, mas em nome da dignidade humana".

Atenciosamente,

Félix Maier

Capitão do Exército - QAO R/1

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Itália pede a Lula que revogue 'refúgio' a Battisti

14/01/2009

Escrito por Josias de Souza às 17h25

APEcoa nesta quarta (14), na Itália, a decisão do ministro Tarso Genro (Justiça) de concedeu "refúgio político" ao ex-terrorista Cesare Battisti.

O governo de Silvio Berlusconi não gostou da novidade. Algo previsível. Não poderia ser outra a reação de uma administração conservadora. As críticas ganharam um timbre acerbo.

Ouça-se, por exemplo, o vice-ministro do Interior da Itália, Alfredo Mantovano. Tachou de "grave e ofensiva" a deliberação de Tarso. "Um insulto".

Em texto veiculado no seu portal eletrônico, o Ministério das Relações Exteriores da Itália disse ter sido surpreendido. Pede a Lula que "reconsidere".

Em entrevista, Tarso disse sua decisão não levou em conta os aspectos políticos ou diplomáticos. Ateve-se, segundo diz, aos meandros jurídicos do processo.

"Estou tranquilo de que tivemos a decisão correta", diz o ministro. A correção, neste caso, não é questão incontroversa.

"É uma decisão absurda", discorda, por exemplo, o cidadão italiano Alberto Torregiani, que ficou tetraplégico graças a um atentado atribuído a Cesare Battisti.

Fonte: http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/