quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Carta ao senador Romeu Tuma

05/10/2007

Sr. senador Romeu Tuma,

Eu sempre tive um profundo respeito pelo senhor, por seu passado de combate contra a Peste Vermelha, que, pelo visto, o senhor não se lembra mais, ou lembra? Certo dia, vi uma imagem na TV em que o Sr. chegou a chorar, quando um esquerdista o atacou, acusando-o de ter sido o "delegado da tortura". Eu também fiquei emocionado, mais revoltado do que emocionado, pela desfaçatez do militante pró-terrorista, pois pensei que suas lágrimas fossem lágrimas verdadeiras.

A primeira decepção que tive com o Sr., apesar de não ser seu eleitor (e teria sido, nos últimos anos, se eu morasse em São Paulo), foi quando, como Corregedor do Senado, o Sr. começou a "amaciar" seu parecer em relação à primeira acusação movida contra o senador Renan Calheiros. Naquele instante tive certeza que o bravo delegado Tuma, que enfrentou terroristas nas décadas de 1960 e 70, não existia mais. O que vi foi um espantalho, igual a todos os espantalhos do Conselho de Ética, na verdade, conselho da caca, pois de ética aquele bando não tinha mais coisa alguma. O que o Sr. e o conselho da caca fizeram, protelando por semanas o caso Renan para que caísse no esquecimento, foi uma desfaçatez sem tamanho, uma agressão a toda a sociedade brasileira, coisa só encontrada entre os meliantes, não entre um parlamentar que deveria honrar o voto recebido dos cidadãos. Na época me perguntei: quem irá submeter o Conselho de Ética, digo, conselho da caca, ao Conselho de Ética, por quebra de decoro parlamentar, já que tal Conselho não existia mais, estava podre e fedendo, sem decoro algum, pedindo para ser enterrado o mais rápido possível?

A segunda decepção que tive foi saber que o senhor se bandeou para as hostes do PTB do asqueroso Sr. Roberto Jefferson, o corrupto que entregou seus comparsas porque foi passado para trás, bem ao estilo dos mafiosos, que só abrem o bico quando são enganados. Confesso que a revolta que sinto não é tanto pela traição à legenda pela qual o Sr. foi eleito, e que deveria entregar o cargo ao partido, não rifá-lo em público para interesses escusos. Essa traição é até normal no meio parlamentar, infelizmente. O que me revolta é que neste exato momento em que as esquerdas estão preparando um plano de governo totalitário, dentro dos moldes comunofascistas propostos por Gramsci, "patrolando" a oposição para atingir os seus objetivos, os poucos parlamentares que eu julgava serem éticos para combater o retorno da Peste Vermelha estão se bandeando para o lado do inimigo, como é o caso do senhor. O que poderão fazer os poucos gatos pingados que sobrarão na selva do Congresso Nacional, povoada por leões, chacais e hienas? O que poderão fazer Jefferson Peres, Pedro Simon, Cristóvam Buarque, Demóstenes Torres e pouquíssimos outros, que ainda têm um pouco de compostura e não venderam sua alma ao diabo?

O senhor deveria ser expulso do Senado a chutes no trazeiro, e chibatadas nas costas, por ter traído a confiança de seus eleitores. É lamentável a atual subserviência dos parlamentares ao corrupto desgoverno Lula. Agora, traindo seus princípios cristãos e democráticos, o Sr. será mais um kamarada a apoiar a bandalheira que tomou conta do Brasil. O Sr. não tem vergonha na cara?

Tristemente,

Félix Maier
Capitão da reserva do Exército


Obs.: E-mail enviado ao senador Romeu Tuma (rtuma@senado.gov.br), no dia 5/10/2007 (F.M.).