terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Uma radiografia do MST

Félix Maier

26/03/2003

O jornalista Nélson Barreto, em palestra realizada para membros do Instituto Liberal de Brasília, no dia 20 de fevereiro do ano em curso [2003], discorreu sobre uma tese de mestrado que defendeu perante a Universidade de Brasília (UnB), no curso de jornalismo, que trata da reforma agrária brasileira, mais especificamente, o MST.

Para tal trabalho, Barreto viajou mais de 20.000 km pelo Brasil, do Nordeste ao Rio Grande do Sul, visitando muitos acampamentos e assentamentos tidos como "modelos". Iniciou o apresentador dizendo que a primeira reforma agrária ocorreu no México, em 1915, seguido da Rússia, depois da Revolução bolchevique, em 1917. Reformas agrárias foram também implantadas em todos os países comunistas do Leste europeu, na China comunista, na Colômbia, no Peru (feita pelos militares), no Chile. Todos esses projetos fracassaram rotundamente. Em 1999, o Egito revogou sua reforma agrária, iniciada por Nasser no início da década de 1950.

Leia texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=916.

Obs.: A tese de Nelson Ramos Barretto foi transformada em livro, Reforma Agrária - O mito e a realidade, Artpress, São Paulo, 2003. Barretto é também autor de A Revolução Quilombola - Guerra racial, confisco agrário e urbano, coletivismo, Artpress, São Paulo, 2007. Em 2008, Nelson Ramos Barretto e Paulo Henrique Chaves republicaram o livro escrito por Plínio Corrêa de Oliveira, Tribalismo Indígena - Ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI, acrescentando uma II Parte, que enfatiza a demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. O livro de Plínio Corrêa mostrou-se profético, 30 anos depois, face às atuais demarcações de terras indígenas que atentam contra a soberania nacional, especialmente as TI Ianomâmi e Raposa.