terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A TV Lumumba e o AI-5

Félix Maier

13/12/2001

No dia 31 de março de 2001, foi apresentado pela TV Cultura o documentário "AI-5 o dia que não existiu", dirigido pelo jornalista Paulo Markun. É um trabalho conjunto da TV Stálin com a TV Lumumba (1), ou, para os não-iniciados, a TV Câmara e a TV Cultura.

O AI-5 é sempre apresentado, com razão, como sendo o ato que firmou a ditadura no Brasil, já que o Congresso funcionava com uma certa autonomia.

Decretado em 13 de dezembro de 1968 pelo Presidente Costa e Silva, o AI-5 permitia ao chefe de governo cassar mandatos, suspender direitos políticos e legislar em substituição ao Congresso Nacional após decretar-lhe o recesso.

O contragolpe de 31 de março de 1964 havia sido um movimento legítimo, implorado e exigido pela população brasileira, como o visto na "Marcha da Família com Deus pela Liberdade", organizada por mulheres em São Paulo, no dia 19 de março de 1964, que levou às ruas um contingente de 500.000 pessoas, para que os militares dessem um basta à desordem pública promovida pelo presidente João Goulart e pelo "incendiário" Leonel Brizola. No dia 2 de abril, mais de 1 milhão de cariocas foram às ruas agradecer a intervenção das Forças Armadas, ostentando bandeiras e cartazes condenando o comunismo.

Um dos primeiros atos de Castello Branco foi promover a "Operação Limpeza", uma verdadeira faxina geral que se fazia necessária para limpar o país dos corruptos e dos comunistas conspiradores. Até mesmo Márcio Moreira Alves, parlamentar de oposição ao novo Governo, foi a favor dos atos do Governo Castello Branco, como afirma em seu livro "O Despertar da Revolução Brasileira" : "O protesto que escrevi era uma crítica por dentro. De um modo geral era eu simpático ao governo militar" (pg. 50). Para "Marcito", foi um alívio ver a saída de Jango, pois "Achava-o oportunista, instável, politicamente desonesto... Aparecia bêbado em público, deixava-se manobrar por cupinchas corruptos... e tinha uma grande tendência gaúcha para putas e farras" (op. cit., pg. 51 e 52).

Leia texto completo em http://www.varican.xpg.com.br/varican/Bpolitico/Atvl_ai5.HTM