terça-feira, 23 de dezembro de 2008

ShoppinG: o ponto G da questão...

Félix Maier

6/1/2003

Dias atrás, descobri por que as mulheres são mais longevas do que os homens. A preocupação delas é totalmente diferente da dos homens. Com o décimo-terceiro na mão, enquanto eu estava numa sinuca de bico, entre liquidar o resto da dívida do apartamento financiado pelo SFH, ou então cobrir o "limite" no banco, minha mulher estava apenas preocupada em ganhar um Chanel nº 5 como presente de Natal... Ou então uma bolsa de couro da Arezzo. Só serve da Arezzo. E minha filha, que estuda Matemática na UnB, num simples pedido de amigo oculto (eu fui o "sorteazarado"!), pede uma calculadora. Não aquela que pode ser encontrada numa loja de 1,99. Ela quer uma calculadora científica, da HP, que mostra gráficos no visor, cem dólares no mínimo! Para que se preocupar com dívidas, se o Natal está tão próximo, se é época de festas, época de torrar o dinheiro que se tem e o que não se tem? Relaxe, meu benzinho, é o que as mulheres dizem, especialmente nesta época.

Nos tempos bíblicos, até podia ter um Matusalém ou outro. Era um sinal claro de que Deus tinha abençoado aquela criatura, merecedora da graça divina da longevidade. Havia um respeito profundo dos mais jovens pelos idosos. Hoje, ainda pode haver um bom número de matusaléns por aí, não tanto por obra da graça divina, mas por conta da diminuição das guerras e da medicina avançada. Porém, quem se destaca mesmo entre a população moderna são as matronas, as viúvas velhíssimas, que vão enchendo o mundo até não caber mais ninguém. Você já reparou como cresce o número de mulheres idosas? Na família de minha mãe, já tenho três tias viúvas, sem contar minha mãe, viúva há um ano - que Deus tenha sido misericordioso com a alma de meu pai. Meus tios foram mesmo uns frouxos, assim como um sem-número de tios de vocês também devem ter sido, não é meus caros leitores?

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