sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Por que os petistas me adoram?

Félix Maier

24/09/2002

Nos últimos anos, tenho recebido muitas mensagens de militantes petistas, uns mais coléricos que outros, mas todos muito cientes de sua imensurável sabedoria e importância estratégica no cosmos, que suplanta mil anos-luz a de todos os seus críticos e opositores. Que não admite contraditório de espécie alguma, quando se trata da defesa da guerra santa chamada “causa petista”. Especialmente por eu demonstrar os diversos disfarces com que a liderança petista se apresenta em público, para cativar corações e mentes, além de insistir em um bordão que criei, a respeito do camaleão chamado “Lula-laite”.

É simples explicar isso. O militante petista – como tantos outros militantes – é um “torcedor” fanático de sua agremiação e de sua doutrina socialista. Qualquer torcedor da Fiel, do Corinthians, sabe o que isso significa. Não há lógica nenhuma nas atitudes que uma turba corinthiana toma quando seu time perde várias vezes seguido. O mesmo acontece com a Mancha Verde, do Palmeiras, quando há nove jogos não sabe o que é uma vitória. Na torcida, não há raciocínio. Apenas paixão. Logo pedem a cabeça do treinador, quando o problema está apenas no sofrível elenco que o time possui. Da mesma forma, o petista defende com unhas e dentes seus líderes de todo ataque, mesmo que esse “ataque” seja apenas a lembrança da mais recente maracutaia petista promovida em Porto Alegre, em São Paulo, em Santo André, em Brasília ou em algum minúsculo município perdido nos cafundós-do-judas. Os líderes da estrela vermelha (soviética, cubana ou maoísta), especialmente Lula-laite, devem ser defendidos de todas as maneiras pelos petistas, com paixão, destilando ódio contra os contestadores, mesmo quando são apenas lembradas as contradições mais elementares que eles tenham emitido em público.

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