terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Politicamente correto: A transgenia das palavras

Félix Maier

13/08/2004

Tanto a "língua de pau" utilizada em países comunistas, como a atual linguagem "politicamente correta", utilizam imagens lingüísticas e figuras de retórica para fazer propaganda ideológica.

“Political language…is designed to make lies sound truthful and murder respectable, and to give an appearance of solidity to pure wind” (George Orwell).

Em sua obra Pequena História da Desinformação, Vladimir Volkoff fala sobre a “língua de pau” (langue de bois, em francês), adotada como língua oficial pelos antigos países comunistas. “A língua de pau, segundo o Larousse, é uma forma rígida de expressão, nomeadamente no domínio da política, através da multiplicação de estereótipos e de fórmulas congeladas” (Volkoff, op. cit., pg. 66).

A antiga língua de pau se utilizava de imagens lingüísticas e figuras de retórica para fazer propaganda ideológica, como a alegoria, o eufemismo, a prosopopéia, a metonímia, a metalepse. Utilizava-se do maniqueísmo simplista para exaltar suas próprias virtudes e demonizar o inimigo. Com o tempo, o idioma russo foi se empobrecendo, tornando-se minimalista. “O dicionário de Dahl contém 22000 palavras; os escritores soviéticos utilizavam 1500” (pg. 68). Enfim, o “idioma fantasma” assume a confissão de Goebbels: “Não falamos para dizer alguma coisa, mas para obter um determinado efeito” (cit. pg. 68).

Leia texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=2841