quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

O tango do crioulo doido

Félix Maier

26/04/2005

Já passou da hora de brasileiros e argentinos descerem das árvores, onde pulam e grunhem todos como verdadeiros macaquitos.


O Brasil passou a ter, nas últimas semanas, um novo herói: Grafite. O atacante do São Paulo passou a ser paparicado pela mídia, participa de todas as entrevistas futebolísticas, concede autógrafos, enfim, tornou-se a mais nova estrela nacional e internacional da luta contra o racismo nos estádios de futebol. Tudo por conta de um insulto recebido de um jogador argentino durante uma caliente partida de futebol válida pela Libertadores das Américas.

O problema dos argentinos, todos sabemos, é se considerarem mais europeus que os próprios europeus. Mesmo tendo cara de índio, como Maradona, o argentino típico se considera um verdadeiro lorde inglês. Desde longa data, os brasileiros são chamados de macaquitos, inclusive em manchetes de jornais portenhos.

O insulto proferido pelo jogador argentino, chamando o negro Grafite de "negro de merda", não passa de insulto e assim deveria ser tratado. Enquadrar o lastimável episódio como racista não passa de um tango do crioulo doido. O insulto foi dito por um desbocado que deveria ser suspenso de jogar futebol durante uns 90 dias e pagar uma boa multa. Algemar o "branco de merda" e jogá-lo no xilindró por ter xingado o brasileiro não passou de mais um espalhafatoso espetáculo circense da atual onda do politicamente correto, melhor dizendo, do modo politicamente besta de pensar.

Leia texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=3949