terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O último a sair apague a luz

Félix Maier

16/05/2001

Durante o governo militar, não me lembro se de Médici, havia o slogan “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Os esquerdistas – assim como os insatisfeitos em geral, que existem em qualquer governo –, logo replicaram com “o último a sair, apague a luz”. Porém, não foram muitos os que saíram do Brasil. Quem fugiu do País, ou tinha culpa no cartório – aí se incluem os integrantes de grupos terroristas marxistas – ou foi fazer turismo de luxo na Europa – caso de FHC, Márcio Moreira Alves, Aloysio Nunes Ferreira (depois de assaltar o trem-pagador Santos-Jundiaí) e outros burgueses apaniguados. Essa simples constatação prova que aqui a coisa não estava tão preta como costumam pintar os revanchistas ainda hoje de plantão, os atalaias remanescentes do socialismo.

De Cuba fugiram quase dois milhões de pessoas, depois que Fidel Castro impôs seu regime tirânico na Ilha, fuzilando 17.000 conterrâneos. Ainda hoje há 800.000 na fila para uma migração aos EUA, depois que este país firmou um acordo com o barbudo do Caribe para liberar aos poucos a saída de cubanos de seu país, acordo este ocorrido depois do auge da fuga de “balseros”, que em bóias de câmaras de viaturas ou em troncos de bananeira tentavam chegar a Miami, com risco da própria vida. Enquanto isso não acontece, Fidel impõe retaliações a esses “traidores”, negando emprego e confinando-os em centros de “reeducação doutrinária”. O caso mais recente da “fuga do paraíso”, de repercussão internacional, muito bem explorada por Fidel Castro, foi o do garoto Elián, cuja mãe faleceu em um naufrágio. Em Cuba, quando o último cubano sair, ninguém precisará apagar a luz. Os apagões já fazem parte da cultura cubana. Diz o tirano mais antigo do planeta: “Apagão? O que é o apagão? O coração do verdadeiro revolucionário tem sua própria luz”.

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