terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Guerrilha do Araguaia

Félix Maier

30/12/2002

No dia 10 de dezembro de 2002, foi feito em Brasília o lançamento do livro “Guerrilha do Araguaia – Revanchismo”(1), de autoria do coronel do Exército Brasileiro Aluísio Madruga de Moura e Souza.

O coronel Madruga exerceu atividades de Inteligência durante 35 anos, foi Adido Militar em Montevidéu (mesma Aditância em que serviu o coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, o qual sofreu acusações caluniosas da então Deputada pelo PT, Bete Mendes) (2), e participou da Guerrilha do Araguaia, dizendo que “quanto à Guerrilha do Araguaia, eu estive lá durante 6 meses, participando de uma operação de Inteligência” (contracapa do livro citado).

O restaurante Carpe Diem do Pier 21, na noite de autógrafos do coronel Madruga, estava bastante lotado, com destaque para muitos militares e suas esposas. Porém, senti a falta de quem poderia ser um ilustre convidado para a ocasião: José Genoíno Neto, um dos poucos guerrilheiros que sobreviveram à aventura do Araguaia. Também notou-se a falta de jornalistas para cobrir o evento. Fosse o autor um terrorista de esquerda, mesmo de quinto escalão, que tivesse dinamitado recrutas em São Paulo, por certo os “guerrilheiros da pena” (3) teriam acorrido aos borbulhões.

O livro de Madruga, na verdade, é bem mais amplo do que o relato que ele faz da Guerrilha do Araguaia, na Parte III. Engloba toda a história do Movimento Comunista Brasileiro, desde a fundação, em 1922, do Partido Comunista – Seção Brasileira da Internacional Comunista (PC-SBIC), que em 1934 passa a se chamar Partido Comunista do Brasil, que promoveu a Intentona Comunista de 1935; abrange a Contra-revolução de 1964; e finaliza com as organizações terroristas comunistas que desencadearam guerrilhas urbanas e rurais nas décadas de 1960 e 70, aí incluída a Guerrilha do Araguaia. O autor tece ainda algumas considerações sobre a Lei da Anistia, sobre o revanchismo promovido contra as Forças Armadas durante o Governo FHC, que concedeu vultosas quantias de dinheiro a familiares de terroristas, além de “radiografar” o Partido dos Trabalhadores, não um partido, mas uma “frente” que mistura, com ditos “democratas”, toda sorte de comunistas radicais ortodoxos ainda vivendo em um mundo anterior à queda do Muro de Berlim e do desabamento da URSS.

Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=2738&cat=Ensaios&vinda=S

Leia também o "fichamento" do livro Bacaba - Memórias de um guerrilheiro de selva da Guerrilha do Araguaia, do tenente do Exército José Vargas Jiménez, no endereço http://www.webartigos.com/articles/2928/1/chico-dolar-narra-a-guerrilha-do-araguaia/pagina1.html, em três partes.

Leia ainda sobre a Guerrilha do Araguaia em http://www.ternuma.com.br/aragua.htm.