terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Foro de São Paulo: um onagro que não ousa dizer seu nome

Félix Maier

29/07/2005

Durante a sessão de inauguração do XII Encontro do Foro de São Paulo (FSP), que se realizou em São Paulo de 1 a 4 de julho do corrente ano [2005], estranhei que os noticiários de TV tivessem se referido ao onagro apenas como sendo uma simples "reunião das esquerdas latino-americanas", esquecendo de informar à população que se tratava de uma organização fundada há 15 anos. Como se pode deduzir, uma moça já bem crescidinha, dançando há tempos nos salões da política esquerdista da América Latina, não só agora, já com direito às cartelas de pílula anticoncepcional distribuídas gratuitamente pelo governo Lula aos adolescentes nas escolas. Por que houve a desinformação da mídia, tentando esconder esse onagro que tem o tamanho de toda a América Latina? A ética de nossos jornalistas é toda pautada em Lenin?

No site do PC do B lê-se que o presidente Lula, na reunião inaugural do XII Encontro, disse que " ‘a América Latina é um continente em que a esquerda deu um passo extraordinário ao provar que é possível chegar ao poder e exercê-lo pela via democrática’. ‘O Fórum de São Paulo nos ensinou a agir como companheiros, mesmo na diversidade’, sintetizou o presidente Luiz Inácio da Silva em ato político comemorativo aos 15 anos do Fórum, na manhã deste sábado, em São Paulo, Lula disse que o diálogo estabelecido no Foro permitiu a evolução política e a consolidação da democracia no continente. ‘Era um continente marcado por golpes militares, era um continente marcado por ausência de democracia’, discursou, na presença de lideranças como Roberto Regalo, do Partido Comunista de Cuba, o vice-chanceler uruguaio Belela Herrera, o senador Carlos Baraiba, da Frente Ampla do Uruguai, o senador colombiano Antonio Navarro e o salvadorenho Schafik Handal, da Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional e José Reinaldo Carvalho, vice-presidente do PCdoB e secretário de Relações Internacionais do Partido". Das palavras de nosso presidente, que vive com o PT atolado em um tsunâmi de acusações de corrupção, "era um continente marcado por golpes militares" e por "ausência de democracia", depreende-se que, para Lula, Fidel Castro é um democrata e que Collor era um ditador e não sabíamos… De novo, Lenin puro.

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