terça-feira, 23 de dezembro de 2008

El cóndor pasa

Félix Maier

23/06/2000

É de estarrecer o que se vê atualmente na imprensa, o cinismo com que se aborda a questão da assim chamada "Operação Condor".

Sabe-se que havia uma Internacional Comunista (Komintern), que pretendia impor o regime soviético a todos os cantos da terra. Sabe-se também que o brasileiro Luiz Carlos Prestes era um agente do Komintern, recebia salário de Moscou e pretendeu fazer do Brasil um imenso gulag, no levante conhecido como Intentona Comunista, em 1935. Cantado em verso e prosa por Jorge Amado e pelos bicheiros das escolas de samba do Rio como o "cavaleiro da esperança", Prestes na realidade já fora, anteriormente, o chefe dos "cavaleiros do apocalipse", ao comandar a Coluna que levou seu nome, espalhando o terror no sertão brasileiro, com roubos, estupros e assassinatos, como comprovam as memórias de Juarez Távora, recentemente liberadas. O mesmo facínora mandou matar Elza, uma comparsa da fracassada Intentona, ao desconfiar que a mesma havia entregado companheiros à polícia (veja o livro "Camaradas", de William Waack, com pesquisas nos arquivos de Moscou).

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