terça-feira, 23 de dezembro de 2008

EGITO: 5.000 anos de História


22/07/2003

Habibe:

Leia o primeiro capítulo de meu livro Egito – uma viagem ao berço de nossa civilização, editado pela Thesaurus, Brasília, 1995. Espero que gostem! Intchaalá!!!

Chucrán!

Félix Maier

22/07/2003

CAPÍTULO I

EGITO - 5 MIL ANOS DE HISTÓRIA

Uma viagem até as "Arábias"

Tudo começou quando em 1989, servindo como sargento do Exército Brasileiro, em Brasília, me inscrevi como candidato a missão no exterior. Achava que tinha alguma chance, por estar habilitado em inglês. Alguns meses depois, no final de outubro, ao ser chamado pelo então Ministro do Exército Leônidas Pires Gonçalves, a grata surpresa: fora escolhido para ser, durante dois anos, o auxiliar do adido militar brasileiro no Egito. Minha mãe estava certa quando dizia que um homem que conhece dois idiomas vale por dois.

Após a assinatura do decreto de nomeação, feita pelo Presidente Sarney, tivemos que correr contra o tempo para colocar a papelada de toda a família em ordem para a viagem: pedir emissão dos passaportes, tomar vacina contra a febre amarela, providenciar "só" 8 documentos para remeter a bagagem, fazer estágios para o desempenho da missão, revisão do inglês, comprar roupa e sapatos para todos, fazer reservas de passagens aéreas, conceder procurações e outras coisas mais. Foram muitas noites mal dormidas devido à preocupação frente ao desconhecido que se avizinhava.

E assim saímos de Brasília no dia 4 de março de 1990, para pegar um DC-10 da VARIG no Rio de Janeiro, às 22:30 horas, com destino a Paris. Foram 10 horas de viagem, sem escalas. É como estar sentado num sofá em casa. Nada de trepidação ou solavanco, a 10 mil metros de altura.

Chegamos em Paris por volta do meio-dia, no Aeroporto Charles de Gaulle. Lá nos apoiou gentilmente o sargento Vanderley Gonçalves, auxiliar do adido militar brasileiro naquele país. Não foi possível dar uma esticada até o centro da cidade, para ver a Torre Eiffel ou o Arco do Triunfo, pois o trânsito é infernal e o tempo era exíguo, já que às 17:00 seguiríamos para o Cairo. Fazia um friozinho razoável, por volta dos 12 graus centígrados, principalmente se levarmos em conta que tínhamos saído do Brasil no verão e em Paris, no hemisfério norte, ainda era inverno.

Na viagem de Paris ao Cairo, de 5 horas, a paisagem mais interessante que vimos foram os Alpes suíços, com inúmeros lagos e as neves eternas envolvendo em forma de leque o norte da Itália.

A "lei de Murphy" estabelece que "qualquer coisa que possa dar errada, vai dar errada". De acordo com esta afirmação tola, a nossa viagem de avião iria acabar em desastre. Prefiro o sofisma de Zenão, que provou matematicamente que uma tartaruga ganha a corrida de um coelho - desde que saia na frente.

Finalmente, chegamos ao fim da viagem, sem que a "lei de Murphy" se concretizasse. No dia 5 de março, às 22:15 horas, o adido militar no Cairo, hoje general Newton Mousinho de Albuquerque, bem como seu auxiliar, atual tenente Édison Ferreira Netto, acompanhados de suas esposas, nos esperavam no Aeroporto do Cairo.

Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=3572&cat=Ensaios&vinda=S

Leia também "Egito - costumes e curiosidades", de minha autoria, acessando www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=3796&cat=Ensaios