terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Castelo Branco e a Contra-Revolução de 31 de Março

Félix Maier

31/03/2003

Neste dia 31, quando comemoramos o 39º aniversário da Contra-Revolução de 31 de Março de 1964, convém destacar a figura ímpar de Humberto de Alencar Castello Branco.

Cearense, Castello Branco nasceu em Mecejana a 20 de setembro de 1900. Filho de militar, passou a juventude no Rio Grande do Sul, onde realizou o curso secundário no Colégio Militar de Porto Alegre.

Em 1918, ingressou na Escola Militar do Realengo e foi promovido a aspirante-a-oficial de Infantaria em 1921. Concluiu o curso de Estado-Maior em 1º lugar, feito que lhe valeu a matrícula na Escola Superior de Guerra da França, em 1936. O Marechal Mascarenhas de Moraes, Comandante da FEB, assim se referiu ao então Tenente-coronel Castello Branco, Oficial de Operações de seu Estado-Maior durante a Campanha na Itália: “Inteligência privilegiada; lucidez e objetividade na apreensão da situação tática e estratégica; firmeza nas convicções e lealdade ao chefe; valoroso na conduta desassombrada e serenidade nas situações críticas; caráter e pensamento; energia e ação; patriotismo e desambição são as maiores das excelsas virtudes desse modelo e guia do oficial de estado-maior. Foi o meu grande e emérito auxiliar no planejamento das operações e nos estudos de situação durante a Campanha na Itália. No pós-guerra, continuou a prestar-me eficiente e denodada colaboração” (Meira Mattos, in Castello Branco e a Revolução – “Apresentação” (1).

Sobre Castello Branco, assim se expressou o general Vernon Walters, companheiro de operações na Itália e, posteriormente, embaixador dos EUA no Brasil: “Nem sempre se tem oportunidade de se observar um homem na guerra submetido a tais pressões. A verdadeira grandeza da coragem e da energia de Castello Branco ficara claramente demonstrada para mim. Em nenhum momento o vi perder o homor ou a sagacidade. Sempre tinha um gracejo irônico ou um comentário mordaz. Dotado de inteligência brilhante, impacientava-se com a incompetência e não tolerava a fraqueza e a mentira. Nunca hesitou em expressar os seus pontos de vista, quer aos seus superiores hierárquicos, quer aos oficiais norte-americanos. Jamais o vi embaraçado, arrogante ou servil” (obra cit., pg. 92)

Castello Branco foi instrutor, diretor de ensino e comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Foi promovido a general em 1952 e em 1963 passou a chefiar o Estado-Maior do Exército.

Um dos principais líderes da Contra-revolução de 31 de Março de 1964, Castello Branco foi eleito Presidente da República pelo Congresso Nacional em 11 abril de 1964, assumindo o Governo no dia 15 daquele mês.

Leia texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=946