terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Carta a Lívia Venina

15/04/2003

Prezado Senhor,

Como cidadã brasileira, 21 anos de idade, instruída e ciente dos meus direitos, digo que me causou ânsia de vômito o artigo que o senhor escreveu sabe-se lá quando sobre a atriz Bete Mendes, citando até o Sr. Carlos Eugênio Sarmento, o qual eu tive o grande prazer de conhecer pessoalmente.

Todos os dias agradeço a Deus por viver num país cujo presidente é de ESQUERDA, e onde não há mais censura, nem torturas, nem perseguições. Mas infelizmente volta e meio me deparo com pessoas como o senhor, "militar da reserva"... humpf... como se ser militar fosse grande coisa...Ser militar contribuiu em quê para o crescimento do Brasil???

...

Cara Lívia,

Vamos por pontos, para rebater toda a insanidade que você vomitou no meu computador. Que pena! Tão novinha e já tão louca...

Lamento contrariar sua cabecinha oca, de apenas 21 aninhos, ao dizer que você não é uma pessoa instruída. Você pode até ter ido à escola, à faculdade, porém sua instrução, ao menos na questão política, se baseia em “adestramento”, em palavras-chaves e palavras de ordem propagada pela esquerda. Com a mídia, hoje, inteiramente dominada pelas esquerdas, é natural que cabecinhas ocas como você sejam presas fáceis da GRANDE MENTIRA que nas últimas décadas se tem contado neste País.

Carlos Eugênio foi um terrorista de destaque da ALN de Marighela, foi um assassino frio que matou no mínimo umas dez pessoas, nem ele sabe direito, como confessou em entrevista à revista Veja. Na mesma reportagem, ele afirmou que se armava à noite, pegava um carro e saía atirando a torto e direito. Mais ou menos como hoje fazem os traficantes do Rio de Janeiro, que queimam ônibus, matam policiais e determinam “toque de recolher” à população, proibindo os comerciantes de abrir suas lojas, aumentando os dias de feriados na cidade... Além disso, seu amiguinho Sarmento é um mentiroso, pois em seu livro, Viagem à Luta Armada (Editora Civilização Brasileira, 1996), ele fantasia a história, dizendo que “Toledo” foi torturado até a morte pelo delegado Fleury, em São Paulo. Essa versão é negada por Luís Mir em A Revolução Impossível, pg. 560. É com tipos assim, com assassinos sem escrúpulos como Eugênio que você costuma tomar chopinho?

...


Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=20165&cat=Artigos&vinda=S