terça-feira, 23 de dezembro de 2008

As libélulas da USP

As libélulas da USP

Félix Maier

3/4/2000

Uma estudante escreveu ao filósofo Olavo de Carvalho, reclamando do ensino ministrado na universidade. Faltava aprofundamento de estudo nas disciplinas e a quase totalidade dos professores discorria sempre sobre os mesmos assuntos, as mesmas frases codificadas e as mesmas palavras de ordem comuns na doutrinação comunista. Não havia chance nenhuma de o aluno discordar do dogma marxista proposto em sala de aula e os professores que não seguissem a mesma crença eram também discriminados. Dizia a moça que tinha a impressão de que até os porteiros da universidade, em ato reflexo, repetiam as mesmas frases pré-fabricadas dos professores.

Não é de hoje que a propaganda marxista se instalou em nossas escolas. Já já bastante tempo, em livros de história do 2º grau (1), a Revolução Cubana é ensinada como a redenção humana, são apresentadas afirmações que se anulam, pois uma educação imposta a todos pelo terror não pode ser considerada educação. Ela deve ser pluralista e honesta, não sectária e terrivelmente pobre, como é a educação marxista em Cuba. A Revolução Russa é apresentada como um marco da humanidade, são citadas obras de escritores marxistas para complemento dos estudos, assim como é sugerido assistir ao filme "Encouraçado Potenkin", que é no fundo uma propaganda comunista, por apresentar a luta de classes, a revolta dos marinheiros contra seus "opressores". Todos esses livros, porém, se calam sobre o que realmente ocorreu nesses países (e ainda ocorre em Cuba) e nenhum deles recomenda a leitura de "Arquipélago Gulag", de Alexandre Soljenítsin (2), o livro mais contundente já escrito sobre os crimes da antiga URSS, especialmente sob a tirania de Stálin. Apesar de a esquerda tentar esconder o fato, os famigerados "Processos de Moscou" ocasionaram o fuzilamento de milhares de pessoas e a remessa para os trabalhos forçados nos campos de horrores dos gulags um contingente de pessoas ainda hoje desconhecido, uma multidão de 40 a 60 milhões de condenados, ninguém sabe ao certo. Ao todo, a URSS assassinou 25 milhões de pessoas, só em casa.

Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=109&cat=Ensaios&vinda=S